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Destaques

Fim da série

Há uma sensação de prazer quando chega o fim da série. Se despedir dos personagens com os quais pôde acompanhar suas histórias ao longo de várias temporadas, especialmente se for série antiga. Enquanto muitas novas séries têm apostado em um formato mais curto, alguns até de minissérie, teve uma época boa em que as séries pareciam sem fim. Mas mesmo as séries que pareciam sem fim, também chegam ao final. É gratificante a sensação. É como dizer adeus e agradecer pelo tempo juntos.  Então, se antes você torcia para que a série chegasse ao fim logo, agora você torcia por cada minuto, para que tivesse mais tempo juntos. Quantos dias tinha passado assistindo a série? Quantos episódios assistiu? Perdera a conta, mas de uma coisa estava certo: o alívio de encerrar mais uma série, abrindo espaço para novas descobertas e consciente de que cada minuto assistindo valeu a pena, entre erros e acertos.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa...

Crazy Ex-Girlfriend: Entre a nostalgia e a busca do diagnóstico certo

Poucas séries abordaram tão bem a questão de saúde mental, como Crazy Ex-Girlfriend, sem deixar de lado o humor, com uma dose de musical e um roteiro tão bem produzido que é fascinante acompanhar a história da protagonista à procura de se entender melhor e conseguir seu diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline.

O ponto de partida da série é quando a protagonista decide mudar de cidade por causa de um ex-namorado, ela então vai fazendo amigos e lidando com sua dificuldade de se compreender no mundo, agindo de acordo com suas emoções, fantasias e idealizações.

Além da procura do diagnóstico e tratamento, a série presta um ótimo serviço ao diminuir o estigma sobre antidepressivos, mostrando que muito mais pessoas usam do que as pessoas imaginam e não há medo de começar a se tratar – uma ótima performance inspirada na música da La La Land.

Seja por causa das músicas marcantes, das atuações impecáveis ou do roteiro, Crazy Ex-Girlfriend é uma dessas séries que dá vontade de rever, sabendo que apesar de todo drama e dificuldade de diagnóstico, a produção consegue tratar de forma realista e com um toque de leveza e até situações mais intensas.

Outra curiosidade sobre a série é que o elenco chegou a apresentar as músicas ao vivo. Para quem já assistiu a série e/ou tem curiosidade, é possível conferir os vídeos das músicas no canal oficial do YouTube da artista e até mesmo no Spotify, além das apresentações ao vivo.

Se eu fosse listar minhas séries favoritas, provavelmente Crazy Ex-Girlfriend estaria na lista. Uma série que trata sobre um assunto tão sério, quebrando tabus e revelando a importância de cuidar da saúde mental de forma geral.

De todas músicas da série, se eu pudesse escolher três favoritas seriam: Let's Generalize About Men, Friendtopia e Anti-Depressants Are So Not A Big Deal.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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