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Destaques

Dose de poesia

Uma dose de poesia, às vezes, era tudo o que precisava para levar o dia. Tomava uma dose, mesmo sem saber sobre o que viria pela frente, gostava de se deixar surpreender pelo texto. Em dias mais tristes, encontrava certo conforto na poesia. Já nos dias mais felizes, encontrava uma certa dose de validação. O silêncio também poderia ser poesia. E havia certa beleza em desfrutar da paz. Era em dias barulhentos que mais valorizávamos o silêncio. Continuava se alimentando de letras, na esperança de produzir novas histórias e manter o fluxo de palavras livre. A cada poesia que lia era como se alimentar de uma colherada de uma sopa de letrinhas. Não sabia explicar o como, mas encontrava conforto para o espírito. A cada texto lido, algo se mudava dentro de mim e a pessoa que lia vai se transformando. Bastava uma dose de poesia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bru...

A importância de escrever para organizar os pensamentos

A importância de escrever para organizar os pensamentos. Escrever ia muito além do mero desabafo no papel, muitas vezes era uma ótima maneira de deixar as emoções fluírem e ver os pensamentos se formando sobre determinados assuntos.

Para um escritor, escrever era fundamental como respirar ou beber água, era o que dava fôlego para seguir a vida. Mas mesmo quem não é escritor pode se aproveitar da escrita como uma forma de ajudar na regulação emocional e se tornar mais consciente, era uma ferramenta gratuita e acessível que não substituía a terapia, mas poderia ser complementar, como outras atividades terapêuticas.

Era escrevendo que se dava conta do que realmente estava pensando. Era dando forma às palavras que entendia suas próprias contradições e também a necessidade de auto-validação e autocompaixão. Era quando escrevia que se revelava humano: encarava suas forças, mas também entrava em contato com suas fragilidades.

Escrevia para lembrar, escrevia para esquecer. Escrevia para dar ordem ao caos. Escrevia como uma forma de sentir uma catarse e aliviar o espírito. Escrevia para a mente, para o corpo e para a alma. Escrevia para criar sentido e também para aceitar o que já não fazia sentido. Escrevia.

Então, havia algo mágico e libertador na escrita, algo que possibilitava conectar ideias e aumentar a autocompreensão. É somente ao reconhecer as coisas, que podemos aceitá-las. Cada nome, cada palavra, cada sentido, cada pensamento. Escrever era libertador e recomendava a todos que buscavam se entenderem melhor, encararem o espelho – espelho este que não era perfeito, mas que ajudava e muito na compreensão do eu.

Ao encarar a folha em branco, abria um mundo de possibilidades. Também ajudava na aceitação das impossibilidades. Escrevia para lembrar de quem era e também quem não era. Escrevia textos monótonos, pois a vida também era sobre saber suportar o tédio e o banal. Escrevia para se escutar e para que seus ecos chegassem aos leitores, que também se identificavam de um grau ou outro com seus textos. Escrevia para deixar para trás, para viver o momento presente e organizar os pensamentos sobre o que esperava do futuro. Escrevia como uma forma de meditação. Escrevia.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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