Pular para o conteúdo principal

Destaques

10 Meses Sem Fumar Cigarro

10 Meses Sem Fumar Cigarro e tudo o que eu conseguia pensar em como ainda havia uma tentação que eu ignorava, um desejo aleatório de fumar cigarro, mas que logo passava. Ilusão seria acreditar que o desejo de fumar sumiria completamente, mas era verdade que a cada mês ficava um pouco mais fácil. Seja em momentos de ansiedade ou estresse, era difícil não lembrar daquele que estava presente sempre. Mas não se arrependia de ter parado de fumar cigarro. Foi uma das melhores decisões que havia tomado em sua vida. Tudo havia começado quando estava em crise emocional e assim foi se tornando algo automático. Algo que eu poderia jurar que pararia quando quisesse, havia se tornado algo permanente. As primeiras horas podem ser incômodas. Os primeiros dias parecem que nunca vão passar. E assim vêm as primeiras semanas e os meses. Dez meses... Faltavam dois meses para completar um ano sem fumar cigarro. No início achou que não iria contar os dias, ia só deixar pra lá, mas a verdade era que cada dia...

A importância de escrever para organizar os pensamentos

A importância de escrever para organizar os pensamentos. Escrever ia muito além do mero desabafo no papel, muitas vezes era uma ótima maneira de deixar as emoções fluírem e ver os pensamentos se formando sobre determinados assuntos.

Para um escritor, escrever era fundamental como respirar ou beber água, era o que dava fôlego para seguir a vida. Mas mesmo quem não é escritor pode se aproveitar da escrita como uma forma de ajudar na regulação emocional e se tornar mais consciente, era uma ferramenta gratuita e acessível que não substituía a terapia, mas poderia ser complementar, como outras atividades terapêuticas.

Era escrevendo que se dava conta do que realmente estava pensando. Era dando forma às palavras que entendia suas próprias contradições e também a necessidade de auto-validação e autocompaixão. Era quando escrevia que se revelava humano: encarava suas forças, mas também entrava em contato com suas fragilidades.

Escrevia para lembrar, escrevia para esquecer. Escrevia para dar ordem ao caos. Escrevia como uma forma de sentir uma catarse e aliviar o espírito. Escrevia para a mente, para o corpo e para a alma. Escrevia para criar sentido e também para aceitar o que já não fazia sentido. Escrevia.

Então, havia algo mágico e libertador na escrita, algo que possibilitava conectar ideias e aumentar a autocompreensão. É somente ao reconhecer as coisas, que podemos aceitá-las. Cada nome, cada palavra, cada sentido, cada pensamento. Escrever era libertador e recomendava a todos que buscavam se entenderem melhor, encararem o espelho – espelho este que não era perfeito, mas que ajudava e muito na compreensão do eu.

Ao encarar a folha em branco, abria um mundo de possibilidades. Também ajudava na aceitação das impossibilidades. Escrevia para lembrar de quem era e também quem não era. Escrevia textos monótonos, pois a vida também era sobre saber suportar o tédio e o banal. Escrevia para se escutar e para que seus ecos chegassem aos leitores, que também se identificavam de um grau ou outro com seus textos. Escrevia para deixar para trás, para viver o momento presente e organizar os pensamentos sobre o que esperava do futuro. Escrevia como uma forma de meditação. Escrevia.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Mais lidas da semana