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Destaques

Virada

É na esperança de uma virada que muita gente se uniu e se posicionou. Há tempos não vinha tanta mobiliza nas redes sociais. Foi algo lindo de ver.  Uma virada ainda é possível? Tudo pode acontecer em uma semana. Vejo as pessoas tirando um tempo para engajar e conhecer outras pessoas que vão votar no mesmo candidato. E quando a pesquisa mostrou virada, não havia como não sentir esperança. A verdade era que muita gente tinha medo de se posicionar, mas com a chegada das eleições, sabia que não havia tempo a perder  Então, seguia escrevendo, na esperança de que ainda fosse possível. Na esperança de que dias melhores viriam. Na esperança de uma virada.  Como com grande parte dos artistas por aqui não tinha como ser diferente. Nem mesmo era uma opção a se considerar. Tudo o que poderia fazer era torcer para uma virada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Br...

A importância de escrever para organizar os pensamentos

A importância de escrever para organizar os pensamentos. Escrever ia muito além do mero desabafo no papel, muitas vezes era uma ótima maneira de deixar as emoções fluírem e ver os pensamentos se formando sobre determinados assuntos.

Para um escritor, escrever era fundamental como respirar ou beber água, era o que dava fôlego para seguir a vida. Mas mesmo quem não é escritor pode se aproveitar da escrita como uma forma de ajudar na regulação emocional e se tornar mais consciente, era uma ferramenta gratuita e acessível que não substituía a terapia, mas poderia ser complementar, como outras atividades terapêuticas.

Era escrevendo que se dava conta do que realmente estava pensando. Era dando forma às palavras que entendia suas próprias contradições e também a necessidade de auto-validação e autocompaixão. Era quando escrevia que se revelava humano: encarava suas forças, mas também entrava em contato com suas fragilidades.

Escrevia para lembrar, escrevia para esquecer. Escrevia para dar ordem ao caos. Escrevia como uma forma de sentir uma catarse e aliviar o espírito. Escrevia para a mente, para o corpo e para a alma. Escrevia para criar sentido e também para aceitar o que já não fazia sentido. Escrevia.

Então, havia algo mágico e libertador na escrita, algo que possibilitava conectar ideias e aumentar a autocompreensão. É somente ao reconhecer as coisas, que podemos aceitá-las. Cada nome, cada palavra, cada sentido, cada pensamento. Escrever era libertador e recomendava a todos que buscavam se entenderem melhor, encararem o espelho – espelho este que não era perfeito, mas que ajudava e muito na compreensão do eu.

Ao encarar a folha em branco, abria um mundo de possibilidades. Também ajudava na aceitação das impossibilidades. Escrevia para lembrar de quem era e também quem não era. Escrevia textos monótonos, pois a vida também era sobre saber suportar o tédio e o banal. Escrevia para se escutar e para que seus ecos chegassem aos leitores, que também se identificavam de um grau ou outro com seus textos. Escrevia para deixar para trás, para viver o momento presente e organizar os pensamentos sobre o que esperava do futuro. Escrevia como uma forma de meditação. Escrevia.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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