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Destaques

Escrevendo um novo caminho

Escrevia um novo capítulo sem ter a mínima ideia de qual direção seguir. Ia se permitindo viver o momento presente e também as surpresas que vinham pelo caminho. Cansado de repetir velhos padrões, desta vez estava apostando as fichas no novo, ainda que não fosse levar para lugar algum. Ia firme no propósito, sabendo que sem arriscar, havia muitas coisas que deixava pra trás. Então, se perguntava se já não havia chegado a hora. A hora de quê exatamente? Não fazia ideia.  Sabia que algo precisava mudar. Sabia que algumas mudanças vinham de dentro para fora, mas também que exigiam energia para mudar.  Ia se permitindo o leve desprendimento, deixando de lado tudo o que um dia fizera sentido e agora não fazia mais. Ia se libertando, para então criar novos caminhos e chegar a lugares diferentes. Se daria certo ou não, não fazia ideia, mas estava pelo menos tentando. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazo...

Inteligência Humana

Chegarão os dias em que as pessoas se cansarão de respostas prontas dadas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGpt, e voltarão a pesquisar na internet por textos escritos por humanos, conscientes de que há algo que falta na inteligência artificial, algo que nos tornava humanos, mesmo quando a inteligência artificial tentava nos imitar.

Ainda não chegamos ao período em que estamos saturados pela inteligência artificial, muitas pessoas têm se divertido com vídeos gerados pela inteligência artificial e, sem dúvidas, deve gerar alguma preocupação nos anos eleitorais, mas chegará o momento em que as pessoas se sentirão exaustas de tentar adivinhar o que é real ou foi gerado pela inteligência artificial.

Ferramentas como o ChatGpt podem ser bastante úteis com coisas, como planejamento, mas de forma alguma podem substituir psicólogos, por exemplo. Também acredito que embora consiga gerar textos, vai chegar uma época em que as pessoas sentirão saudades de textos escritos por humanos e se cansarão de tantos textos genéricos sobre o mesmo assunto, simplesmente copiados e colados.

Ser humano envolvia ter que lidar com as próprias contradições. Ser humano envolvia falhar e entender coisas em um nível que a inteligência artificial ainda não havia alcançado, ela dava uma boa simulação, mas não necessariamente fornecia algo orgânico. Então, chegará o tempo em que mesmo com a inteligência artificial podendo realizar inúmeras atividades, as pessoas voltarão a sentir falta dos humanos.

Há quem já ache ruim o excesso de aplicativos e como para quase tudo se precisa de um aplicativo. Há quem já tenha se tornado dependente de inteligência artificial e conversa diariamente com alguma ferramenta. Mas também há quem sabe que o elemento humano faz toda diferença e, independente dos avanços na área digital, há quem reconheça que o que nos faz humanos, ainda não pode ser substituído por máquinas.

Talvez a inteligência artificial possa ser útil, mas talvez o que nos faz humanos ainda é determinante no processo de decisão. Chegarão os dias em que humanos terão que provar seus valores contra as máquinas e a inteligência humana talvez se mostre tão importante quanto conseguir simular uma quantidade quase infinita de atividades. E o que os humanos pensam sobre os assuntos, se mostrem mais relevantes que as máquinas com suas limitações.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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