Pular para o conteúdo principal

Destaques

Seis meses sem cigarro

Seis meses sem cigarro. Há um tempo parecia algo impossível de alcançar e aqui estava ele: estaria mentindo se dissesse que ainda não tinha fissura, mas havia conseguido controlar bem mais como nunca imaginara antes. Seis meses davam uma sensação boa. Seis meses sem fumar um cigarro, mesmo passando por inúmeras situações de estresse e de ansiedade. Seis meses aprendendo a regular as emoções de forma a não descontar no vício. Os meses iam passando. Datas que antes pareciam impossíveis se tornam reais. Já imaginara quando seria quando completasse um ano sem cigarro. Ia escrevendo para comemorar e lembrar que os pequenos dias também importavam. Escrevia para lembrar que o difícil não era impossível e qualquer um poderia conseguir se livrar do cigarro, por mais difícil que parecesse no início. Escrevia para agradecer a si mesmo por ter se libertado de algo que fazia tão mal e muita gente ainda acreditava que fazia bem. Escrevia para deixar claro que não queria voltar atrás e mesmo nos dias...

Inteligência Humana

Chegarão os dias em que as pessoas se cansarão de respostas prontas dadas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGpt, e voltarão a pesquisar na internet por textos escritos por humanos, conscientes de que há algo que falta na inteligência artificial, algo que nos tornava humanos, mesmo quando a inteligência artificial tentava nos imitar.

Ainda não chegamos ao período em que estamos saturados pela inteligência artificial, muitas pessoas têm se divertido com vídeos gerados pela inteligência artificial e, sem dúvidas, deve gerar alguma preocupação nos anos eleitorais, mas chegará o momento em que as pessoas se sentirão exaustas de tentar adivinhar o que é real ou foi gerado pela inteligência artificial.

Ferramentas como o ChatGpt podem ser bastante úteis com coisas, como planejamento, mas de forma alguma podem substituir psicólogos, por exemplo. Também acredito que embora consiga gerar textos, vai chegar uma época em que as pessoas sentirão saudades de textos escritos por humanos e se cansarão de tantos textos genéricos sobre o mesmo assunto, simplesmente copiados e colados.

Ser humano envolvia ter que lidar com as próprias contradições. Ser humano envolvia falhar e entender coisas em um nível que a inteligência artificial ainda não havia alcançado, ela dava uma boa simulação, mas não necessariamente fornecia algo orgânico. Então, chegará o tempo em que mesmo com a inteligência artificial podendo realizar inúmeras atividades, as pessoas voltarão a sentir falta dos humanos.

Há quem já ache ruim o excesso de aplicativos e como para quase tudo se precisa de um aplicativo. Há quem já tenha se tornado dependente de inteligência artificial e conversa diariamente com alguma ferramenta. Mas também há quem sabe que o elemento humano faz toda diferença e, independente dos avanços na área digital, há quem reconheça que o que nos faz humanos, ainda não pode ser substituído por máquinas.

Talvez a inteligência artificial possa ser útil, mas talvez o que nos faz humanos ainda é determinante no processo de decisão. Chegarão os dias em que humanos terão que provar seus valores contra as máquinas e a inteligência humana talvez se mostre tão importante quanto conseguir simular uma quantidade quase infinita de atividades. E o que os humanos pensam sobre os assuntos, se mostrem mais relevantes que as máquinas com suas limitações.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Mais lidas da semana