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Destaques

Eutimia

Dias de Eutimia. Não fazia a mínima ideia de quanto tempo ia durar, mas sabia que precisava confiar no processo, sem deixar o medo de um próximo episódio bipolar acontecer. Era verdade que não era fácil. Tinha ficado com hipervigilância – era a forma do cérebro entrar em estado de alerta a qualquer alteração –, mas se preocupar em excesso poderia ser pior do que não se preocupar. Três anos sem uma crise, estava mais do que contente com a eutimia. Até quando ia durar? Não sabia. O que sabia é que poderia prever os gatilhos e comportamentos e diminuir o seu impacto. Para quem vicia com transtorno bipolar, era preciso não só tomar remédios e fazer terapia, mas alterar hábitos e rotina. Há alguns meses tinha começado a monitorar o humor, energia e ansiedade diariamente. Nem sempre era agradável e tinha dias que tinha preguiça de preencher a ficha, mas sabia que era uma forma a mais de garantir mais consciência sobre a própria saúde mental. Então, mesmo quando tinha um dia bom, às vezes fic...

Inteligência Humana

Chegarão os dias em que as pessoas se cansarão de respostas prontas dadas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGpt, e voltarão a pesquisar na internet por textos escritos por humanos, conscientes de que há algo que falta na inteligência artificial, algo que nos tornava humanos, mesmo quando a inteligência artificial tentava nos imitar.

Ainda não chegamos ao período em que estamos saturados pela inteligência artificial, muitas pessoas têm se divertido com vídeos gerados pela inteligência artificial e, sem dúvidas, deve gerar alguma preocupação nos anos eleitorais, mas chegará o momento em que as pessoas se sentirão exaustas de tentar adivinhar o que é real ou foi gerado pela inteligência artificial.

Ferramentas como o ChatGpt podem ser bastante úteis com coisas, como planejamento, mas de forma alguma podem substituir psicólogos, por exemplo. Também acredito que embora consiga gerar textos, vai chegar uma época em que as pessoas sentirão saudades de textos escritos por humanos e se cansarão de tantos textos genéricos sobre o mesmo assunto, simplesmente copiados e colados.

Ser humano envolvia ter que lidar com as próprias contradições. Ser humano envolvia falhar e entender coisas em um nível que a inteligência artificial ainda não havia alcançado, ela dava uma boa simulação, mas não necessariamente fornecia algo orgânico. Então, chegará o tempo em que mesmo com a inteligência artificial podendo realizar inúmeras atividades, as pessoas voltarão a sentir falta dos humanos.

Há quem já ache ruim o excesso de aplicativos e como para quase tudo se precisa de um aplicativo. Há quem já tenha se tornado dependente de inteligência artificial e conversa diariamente com alguma ferramenta. Mas também há quem sabe que o elemento humano faz toda diferença e, independente dos avanços na área digital, há quem reconheça que o que nos faz humanos, ainda não pode ser substituído por máquinas.

Talvez a inteligência artificial possa ser útil, mas talvez o que nos faz humanos ainda é determinante no processo de decisão. Chegarão os dias em que humanos terão que provar seus valores contra as máquinas e a inteligência humana talvez se mostre tão importante quanto conseguir simular uma quantidade quase infinita de atividades. E o que os humanos pensam sobre os assuntos, se mostrem mais relevantes que as máquinas com suas limitações.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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