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Destaques

Dias de silêncio

Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais.  Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...

Não desistir

Era desafiador tentar mudar os hábitos diariamente, mas encontrava conforto na ideia de que estava tentando e ainda não havia desistido, não importava quantas vezes tivesse falhado nos últimos dias. Sabia que o suficiente era o suficiente e precisava mudar.

Quantas vezes havia contemplado a ideia de pôr em prática, mas continuava adiando para depois. Pois bem, o depois finalmente havia chegado e estava tentando se conectar mais com o momento presente, curtir as pequenas mudanças até perceber que elas ajudaria com as grandes mudanças.

Após falhar em algumas tentativas é normal sentir vergonha. Mas o desejo de continuar tentando é sinal de que ainda há esperança. Livre das pressões externas, só tinha que lidar com as pressões da própria mente, com o corpo sentindo falta da nicotina e tentando convencê-lo a comprar cigarro, mesmo quando já havia parado.

Parado mesmo? Até quando? Esta era uma resposta que ele não tinha. Mas que sabia que continuaria tentando, mesmo com pequenos avanço atrás de avanços: mesmo pequenas mudanças faziam diferença.

Ia escrevendo na esperança de mudar o pensamento. De deixar que a fissura ficasse para trás e continuasse celebrando suas pequenas vitórias na luta para parar de fumar cigarro. Como alguém que acolheria um amigo na mesma situação, sabia que nem sempre precisava pegar pesado consigo mesmo e aceitar que recaídas aconteciam, mas o mais importante era não desistir.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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