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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

O diagnóstico oculto

Nas quatro paredes do consultório, muitas vezes, era quando poderia ser ele mesmo. Em mundo do diagnósticos e comorbidades, levantara uma possibilidade, a qual a psicóloga havia validado. Era mais uma coisa para ter que prestar atenção, mas de certa forma estava aliviado de encarar a verdade.

Muitas coisas sobre seus comportamentos poderiam ser explicados pelo diagnóstico novo. Isso ajudaria a mudar os comportamentos, a ter mais consciência e encontrar melhores maneiras de regular as emoções. Enfim, ajudaria com a empatia de uma forma geral.

É verdade que em pleno 2025, alguns diagnósticos ainda são vistos como tabus – como se houvesse um acordo de não falarem a respeito, ainda que isso possa fazer toda diferença na vida do paciente. Com mais informações e profissionais mais experientes, de um lado, vem uma onda de pessoas que acreditam que os diagnósticos estão crescendo por esses motivos, do outro, há quem não acredite nesses diagnósticos e acreditam que estão exagerando.

Não importa se você acredita nos diagnósticos ou não, isso não os tornam menos reais. É um pouco ofensivo quando você tem um diagnóstico e precisa se justificar: quando vem acompanhado de uma série de comorbidades, então, se torna ainda mais desafiador.

Então, em vez de sentir o medo que ainda vinha acompanhado do tabu, medo que ele mesmo tivera – não queria mentir para si mesmo –, tentava se focar nos pontos positivos e na compreensão de que alguns comportamentos não eram tão aleatórios quando pareciam e era possível dar sentido às coisas. 

Ia deixando as palavras penetrarem a mente. Lentamente repetindo para si mesmo seu novo diagnóstico. Até perceber o quanto precisava mudar, mas também sem deixar se definir completamente por um diagnóstico. Lembrando que, acima de todo diagnóstico, no final, ainda era humano, inteiramente humano.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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