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Destaques

Escrita em fluxo

Às vezes, quando a escrita está travada, tudo o que podemos fazer é deixar as ideias correrem soltas em fluxo de consciência. Não queria escrever naquele dia? Ou não conseguiria escrever? A verdade era que pensar no próprio processo de escrita rendia textos. Então, em alguns dias, tudo fluía com facilidade. Enquanto, em outros, parecia impossível usar palavra atrás de palavra. Poderia desistir antes do texto nascer, mas sabia que se arrependeria depois. Era preciso colocar palavra atrás de palavra, encontrar um sentido maior. E a escrita ganhava vida própria. De repente, o texto que sequer imaginara, havia nascido. De repente, tinha seguido o fluxo de consciência. De repente, muita coisa poderia acontecer quando enfrentava o medo e deixava fluir. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , dis...

Ressignificar dia após dia

A linha era tênue entre a verdade e a autoficção, mas a literatura era um espaço para criar e não tinha compromisso com a realidade.

Como tinta invisível, personagens às vezes se misturam e podem confundir. Um personagem pode ser vários e a graça não está em descobrir quem é quem, mas de aproveitar a leitura.

Escrever em blog poderia não ser a mesma coisa do que escrever um livro de ficção ou de memórias, mas a verdade era que acabava servindo para as duas coisas.

Às vezes o passado estava no passado. Às vezes o presente apontava para o futuro. Mas nunca dá para saber sobre quem se está escrevendo e há beleza nisso.

A beleza de que personagens não eram pessoas, de que não precisava contar a verdade sempre, que às vezes quatro personagens poderiam se tornar um. Saber quem é quem parecia o menos importante, mas apreciar a beleza das entrelinhas.

Ia escrevendo como uma forma de esvaziar a mente e o coração, sentindo o corpo mais leve. Escrevia e continuaria escrevendo sempre que sentisse vontade como uma forma de continuar criando e aliviar a ansiedade que o consumia dia após dia.

De repente, o texto nem havia chegado ao fim e já se perguntava sobre o que o próximo seria. Ainda que não tivesse as respostas, ia se permitindo o prazer de descobrir. No final, era sempre bom brincar com as palavras e significados, buscando ressignificar dia após dia, até que algumas coisas deixassem de incomodar e outras fossem lembradas com carinho.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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