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Destaques

Dia frio para escrever

O dia frio era um convite para a escrita. O mesmo dia frio que o convidava a descansar. A verdade era que escrever não deixa de ser uma forma de descanso. Palavra após palavra, ia sentindo as emoções se movimentando pelo corpo, e dando novo sentido às coisas. A cada vez que escrevia um texto, uma pessoa ficava para trás e se tornava alguém novo. Era como magia. Escrevia para esquecer e para lembrar. Escrevia, pois era seu modo de deixar registrado no mundo seus pensamentos e emoções. Escrevia. O mesmo frio que era um convite para a coberta, hoje era um convite à escrita. E as palavras, elas também aqueciam corpos, mentes e corações.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

Cafeína

Cafeína. Acordo e o primeiro gosto que sinto é o de café. Anos depois o diagnóstico de transtorno bipolar, minha quantidade de café reduziu bastante e evito energéticos – costumava amar as madrugadas, algo bem distante do meu sono atual.


A verdade é que nem todo mundo consegue ou precisa cortar a cafeína, mas tomando uma dose segura e em horário que não vai afetar o sono fazem toda diferença. 

Já aconteceu de dizerem: “Você é corajoso de ainda beber café”. A verdade é que cada um sabe o que está disposto a abrir mão e sem mencionar que monitoro o humor, a energia e a ansiedade diariamente.

Ter autoconsciência sobre o próprio transtorno faz muita diferença. No entanto, se a pessoa não se sente confortável e causa mais ansiedade, vale a pena se questionar se realmente não é necessário cortar o café. Há quem opte pelo descafeinado.

A verdade é que estímulos estão em todos cantos. Um simples bolo de chocolate pode atrapalhar o sono dependendo do horário em que comeu. Um copo de Coca-Cola.

Sim, sempre tento fazer redução de danos, mas no final das contas sou humano. É o cafezinho que me desperta. Para quem abriu mão, parabéns. Para quem continua tomando café, continue se monitorando para não virar um gatilho. No final, cada um sabe o que é melhor para si mesmo. Talvez a diferença esteja na consciência e em se autoconhecer. E se algum dia chegar o dia em que eu precisar cortar o café, irei tentar, do mesmo modo que fiz com a nicotina. 

*Não sou médico nem psicólogo. Busque aconselhamento profissional. Todo caso é único. Algumas pessoas são mais sensíveis à cafeína e podem piorar o transtorno bipolar, sono e energia.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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