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Future Tripping

Future Tripping: a ansiedade do que pode acontecer me consome. Por mais que tenha aprendido técnicas da DBT, nem sempre é fácil.

Descobrira que não era incomum para pessoas com o mesmo diagnóstico sofrerem por antecipação, tentando prever todos sinais – o que se feito de forma cautelosa era positivo, mas em excesso poderia piorar a ansiedade.

Então, perceberá as pequenas coisas que tinha mudado nos últimos tempos. Já não colocava ninguém em um pedestal, já aceitara que não poderia controlar tudo nem a permanência do outro.

Pensara em quantas vezes havia anunciado uma crise que sequer estava prestes a começar ou até mesmo quando conseguira identificar antes.

A verdade é que ficar preso no futuro só alimentava a ansiedade. Aceitar o presente não significava abandonar a importância do monitoramento do humor, mas significava confiar no processo terapêutico.

Se acostumara dia após dia a monitorar os comportamentos – algo que já fazia –, e analisar a energia, a ansiedade e o humor.

Na minha Future Tripping, confiei demais em quem seria passageiro. Mas não somos todos nós passageiros? Aprendera que não precisava de mais uma validação externa, caso contrário, o que deveria servir como autopreservação se tornava uma prisão. 

Ia correndo e se puxando para o presente. Já havia pensado no passado por tempo demais. Já havia se preocupado com o futuro. Mas a vida acontecia de verdade no aqui e agora. Inspirava o ar lentamente e deixava tudo sair. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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