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Destaques

Mindful

Não se lembrava desde quando o mindfulness havia entrado em sua vida, mas aplicado de forma tão direta para lidar com o mal-estar, como na DBT, não havia tanto tempo. A verdade é que estaria mentindo se dissesse que todos dias conseguia aplicar as técnicas da DBT que havia aprendido, mas de um grau ou outro, o mindfulness sempre fazia parte de sua vida. Era impressionante a diferença que a respiração consciente fazia em nossas vidas. Como alguém que havia praticado yoga durante muitos anos, eu já sabia, mas era interessante ver como a terapia ajudava a lidar com a regulação emocional. Então, se uma técnica falhasse, talvez fosse o momento de experimentar outra, até encontrar uma que consiga obter os resultados esperados. Além dos benefícios dos exercícios físicos, também era possível aplicar a respiração consciente.  Enquanto estava lendo, escrevendo, ouvindo música e/ou ouvindo meditação, não havia oportunidades para não praticar mindfulness. Se não hoje, quem sabe amanhã. Havia d...

Resenha: A publicidade é um cadáver que nos sorri – Oliviero Toscani

O livro “A publicidade é um cadáver que nos sorri”, foi escrito pelo fotógrafo italiano, Oliviero Toscani, em 1995. O autor conta no livro histórias de suas ousadas e polêmicas campanhas publicitárias que repercutiram no mundo. Sua paixão por fotografia começou quando ele ganhou a primeira câmera fotográfica do pai, que era repórter fotográfico do jornal italiano “Corriere della Sera”.

No início do livro, Toscani começa a descrever a publicidade como um “crime contra a inteligência” e cita inúmeros casos e exemplos de fracasso dos anúncios publicitários, como: a falta de criatividade; a inutilidade social; as mentiras; a exclusão e o racismo; a persuasão.

Assim como o jornalismo tem seu papel social, por quê a publicidade não pode fazer o mesmo? Do começo ao fim da obra, o autor propõe uma reflexão sobre o papel da publicidade. A maioria dos seus anúncios foram criados para a Benetton, sempre indo além da lógica da maioria dos publicitários da época, muitas vezes contrariando os padrões e quebrando tabus.

A guerra, o racismo e a AIDS sempre estiveram presentes em seus anúncios. Para Oliviero Toscani, a publicidade é mais do que estimular a venda e o capitalismo, é mostrar assuntos que são de interesse da população que estão além do falso glamour e falsa felicidade abordadas nas propagandas.

Apesar do livro ter sido lançado há 14 anos, observa-se que pouca coisa mudou no ramo publicitário. Os publicitários parecem seguir a mesma “fórmula de sucesso”, mostrar algo que seja agradável e que não provoque a reflexão, sendo o lucro e a satisfação dos clientes prioridades. O que é mais importante para você, ajudar as pessoas a enfrentar a realidade ou fazer com que elas vivam no mundo perfeito e utópico mostrado nas propagandas?

Algumas fotos de Oliviero Toscani, quem quiser ver mais, no site do fotógrafo estão disponíveis.
http://www.olivierotoscanistudio.com/


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