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Destaques

O outro

O outro dominava o love bombing como se fosse seu primeiro idioma. Eu sei que o termo relacionamento tóxico foi banalizado, mas também sei que quando estamos diante de um real temos dificuldade de aceitar. Então, como poderia descrever o outro se não como alguém que primeiro me fazia sentir como se estivesse tocando o paraíso, para depois me fazer mergulhar na dor e no caos? Começava com uma história cheia de idealização, tamanho era o pedestal que me fazia ignorar todas bandeiras vermelhas. A verdade é que isso não as fazia desaparecer e cobravam um preço depois.  Tudo se iniciava com um foco na nostalgia, nas memórias, mas a verdade era que aquela versão que ele conhecia de mim não existia mais há mais de uma década. E, então, assim como era bom mergulhar no passado, era no presente que as coisas importavam e era até saudável frisar que todos tínhamos uma versão que já não existia mais. As músicas românticas misturadas à nostalgia criavam um clima especial, mas tudo não se susten...

Fotojornalista Juca Varella fez palestra em Campo Grande (MS)

Hoje (9) aconteceu a palestra do jornalista Juca Varella com o tema "Jornalismo Fotográfico" . O evento apoiado pela New Holland e promovido pela Fundação Municipal de Cultura aconteceu às 19h no Armazém Cultural, em Campo Grande (MS).

O fotojornalista e editor de fotografia do Jornal O Estado de São Paulo, contou em sua palestra sobre vários acontecimentos históricos que cobriu, como a Guerra do Iraque.

Segundo Varella, a foto segue um caminho no processo jornalístico: a pauta, a captação, a edição/transmissão e a publicação.

O jornalista explica que na pauta são definidos previamente os assuntos que serão abordados. Já na captação, envolve como o jornalista vai retratar o fato.

Varella acredita que no jornal deve-se publicar o máximo de informações em uma foto, dando prioridade à composição. Ou seja, ao invés de fotografar várias imagens separadas, o fotojornalista deve informar o leitor com uma fotografia que englobe os elementos que estariam em cada uma dessas fotos.

Juca cita como exemplo a cobertura fotográfica que fez de uma rebelião no presídio. O fotojornalista conseguiu em uma fotografia mostrar vários fatos que estavam acontecendo: um helicóptero da polícia sobrevoando o lugar, os policiais controlando os detentos e a mensagem escrita pelos presidiários.

Em relação à edição e transmissão, o jornalista conta que a tecnologia facilitou bastante o trabalho do fotojornalista. Através de um notebook, Varella conseguiu editar e transmitir as fotos da cobertura da Guerra do Iraque para o Jornal Folha de São Paulo.

FOTO: JUCA VARELLA
Cobertura da Guerra do Iraque

A publicação envolve  o processo de escolha do melhor registro fotojornalístico a ser publicado na imprensa. O jornalista Juca Varella diz que mesmo se houver cobertura dos reportéres de um jornal e a  melhor foto é de alguma agência, dá-se prioridade a esta imagem.

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