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Nobody Speak: Documentário questiona frágil liberdade de imprensa contra interesses de bilionários

Nobody Speak: Trials of the Free Press é um documentário um tanto polêmico e controverso sobre a liberdade de imprensa, liberdade de expressão e como pessoas poderosas e ricas podem silenciar veículos de comunicação . O filme documental foi lançado em 2017, com direção do cinegrafista norte-americano Brian Knappenberger , com produção da First Look Media e distribuição pela Netflix . Dois casos bem diferentes são discutidos no documentário Nobody Speak . Enquanto no caso da Gawker, os profissionais envolvidos tentam vender a ideia de que publicar um vídeo íntimo de uma personalidade norte-americana se tratava de um tema de interesse público, eu acredito que o vazamento dos vídeos sexuais do famoso só reforçam a importância de traçar melhor a questão ética no jornalismo online, tão focado nos cliques instantâneos que se esquecem que por trás de cada notícia existem seres humanos, independente do nível de fama. Para não estragar a surpresa e os detalhes, não vou comentar muito sobre os

Artigo explica o atual cenário do jornalismo

O artigo de Pedro Jerónimo "Jornalismo O(ff)nline", escrito em 2009, fala sobre o atual período em que o jornalismo se encontra. De acordo com o autor, nunca antes se falou tanto da audiência que, com as metamorfoses que ocorrem na Internet, passou de modo passivo para o ativo. Jerónimo levanta questões relacionadas à produção de conteúdos multimídia, tanto pelos jornalistas quanto pelos cidadãos repórteres.

Segundo Pedro Jerónimo estamos vivendo em um período onde o jornalismo vive um novo desafio. Os avanços tecnológicos trouxeram mudanças na comunicação, com a criação dos blogs e redes sociais e trouxe novas formas de jornalismo, como o webjornalismo ou ciberjornalismo e jornalismo colaborativo.

"O público deixa de ser encarado como uma massa disforme, passiva, e passa a ser constituída por pessoas ativas, prontas para darem a sua opinião, contribuírem com seus conhecimentos e/ou contatos", comenta Jerónimo.

Sobre a questão do conteúdo online pago ou não, o autor diz que esta discussão lembra a levantada pela indústria discográfica. Ele acredita que talvez não seja tão descabido num futuro próximo, os órgaõs de comunicação social cobrarem pelos seus conteúdos online e ressalta: "tanto na música, como noutros setores, os cidadãos estão dispostos a pagar por produtos que estejam associados a marcas de referência, com qualidade".

No artigo, referencia-se o jornalista como um "artesão das notícias", que terá o papel de interação com a rede, com a audiência e de reconstrução do jornalismo. Os cidadãos podem contribuir com a divulgação de informações, mas cabe ao jornalista verificar a vericidade destas informações.

O autor conclui que fazer futurologia é descabido, porém, ele acredita que o jornalista deverá ser multimídia desde o início, de forma a ir ao encontra da sua audiência, captar-lhes a atenção e estabelecer uma relação de interesse mútuo. "Se o conseguir, talvez a audiência esteja disposta a comprar conteúdos que lhe dêem garantia de credibilidade e qualidade", finaliza.
 
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