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Destaques

Emocionados

Emocionados, talvez seja o que somos. Criamos expectativas, torcemos pelo melhor e mesmo quando as coisas estão difíceis, não desistimos. Eu não me lembro de quando tinha sido a última vez que tinha me envolvido tanto assim por uma causa: reeleger alguém que eu acredito que vai representar meus interesses. Não me lembro de ver tanta gente fazendo correntes. Tanta gente se seguindo, comentando, compartilhando e enviando conteúdo. Enfim, tanta gente engajada. Não posso mentir que no início não tenha ficado com medo de entrar em euforia, mas logo tudo foi se encaixando e me dei conta que independente de diagnósticos, sou um humano com os meus desejos como qualquer outra pessoa. Escrevo na esperança de lembrar os dias de luta. Escrevo para lembrar que mesmo diante da impossibilidade de se posicionar no Instagram, muitos encontraram outras redes sociais para fazer isso, como o X/Antigo Twitter, o Threads, o Facebook e o TikTok. Há algo mágico em conhecer novas pessoas e compartilhar suas af...

Virtualização

Em seu livro: “O que é o virtual?” o filósofo Pierre Levy fala em seu primeiro capítulo sobre a virtualização. O pensador explica que diferente da maioria dos autores, neste livro não há o objetivo de exaltar ou diminuir a virtualização. Cabe ao leitor “o esforço de apreender, de pensar, de compreender em toda a sua amplitude a virtualização”.

Diferente do real, a palavra virtual, geralmente, é utilizada com o significado de ausência de ‘realidade’. O autor acredita que apesar de interessante, esta abordagem não é suficiente para descrever a virtualização.

Pierre Levy cita a diferença entre possível e virtual do filósofo francês Gilles Deleuze, em que segundo este, o possível pode ser comparado ao real, mas só se diferencia pela falta de existência. “Já o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer”.

Segundo o autor, a virtualização tem como uma de suas principais modalidades o desprendimento do aqui e agora. Ele cita como exemplo uma empresa virtual. Esta possui elementos “nômades, dispersos, e a pertinência de sua posição geográfica decresceu muito”.

As comunidades virtuais possibilitaram as interações sociais. Estas comunidades estão presentes no meio virtual, mas estão desterritorializadas no espaço físico ou geográfico.

A virtualização traz problemas relacionados à falta de limites claros. Para Levy os limites não são mais dados e os lugares e tempo se misturam. O filósofo cita como exemplo um trabalhador que costumava ter uma mesa em seu trabalho e agora tem a possibilidade de trabalhar em casa. “O membro da empresa habitual passava do espaço privado do seu domicílio ao espaço público do lugar de trabalho. Por contrastes, o teletrabalhador transforma seu espaço privado em espaço público e vice-versa”.

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