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Destaques

The Puppet Master: Série documental da Netflix traz casos de vítimas de um sociopata vigarista

Para quem está procurando algo intrigante para assistir na Netflix , a série documental The Puppet Master: Hunting the Ultimate Conman apresenta uma daquelas histórias que as pessoas nunca se imaginam acontecendo com elas, até que o pior acontece. Um sociopata manipulador encontra várias presas fáceis, interessado no dinheiro delas, ao mesmo tempo em que conta histórias sem pé nem cabeça para isolá-las dos familiares e dos amigos, em uma jornada marcada pelo medo, fuga e diferentes estratégias de lavagem cerebral. Muitas vezes associada às seitas em uma escala maior, muita gente ainda desconhece os danos que uma pessoa manipuladora pode causar, a ponto de duvidar de si mesmo e da própria sanidade, situação que só piora quando ela é incentiva a cortar todos laços e fica presa num ciclo de total dependência da validação do outro, como se tivesse que pedir permissão até para existir. Quantas pessoas foram vítimas de Robert Hendy-Freegard ? A série documental se foca principalmente em tr

Virtualização

Em seu livro: “O que é o virtual?” o filósofo Pierre Levy fala em seu primeiro capítulo sobre a virtualização. O pensador explica que diferente da maioria dos autores, neste livro não há o objetivo de exaltar ou diminuir a virtualização. Cabe ao leitor “o esforço de apreender, de pensar, de compreender em toda a sua amplitude a virtualização”.

Diferente do real, a palavra virtual, geralmente, é utilizada com o significado de ausência de ‘realidade’. O autor acredita que apesar de interessante, esta abordagem não é suficiente para descrever a virtualização.

Pierre Levy cita a diferença entre possível e virtual do filósofo francês Gilles Deleuze, em que segundo este, o possível pode ser comparado ao real, mas só se diferencia pela falta de existência. “Já o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer”.

Segundo o autor, a virtualização tem como uma de suas principais modalidades o desprendimento do aqui e agora. Ele cita como exemplo uma empresa virtual. Esta possui elementos “nômades, dispersos, e a pertinência de sua posição geográfica decresceu muito”.

As comunidades virtuais possibilitaram as interações sociais. Estas comunidades estão presentes no meio virtual, mas estão desterritorializadas no espaço físico ou geográfico.

A virtualização traz problemas relacionados à falta de limites claros. Para Levy os limites não são mais dados e os lugares e tempo se misturam. O filósofo cita como exemplo um trabalhador que costumava ter uma mesa em seu trabalho e agora tem a possibilidade de trabalhar em casa. “O membro da empresa habitual passava do espaço privado do seu domicílio ao espaço público do lugar de trabalho. Por contrastes, o teletrabalhador transforma seu espaço privado em espaço público e vice-versa”.

Leia o livro

Comentários

  1. "o teletrabalhador transforma seu espaço privado em espaço público e vice-versa" É um assunto bem interessante, até polêmico se por uma visão mais aprofundada.
    Nunca tinha lido algo parecido, Filosofia X Virtualização, ficou ótimo.

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  2. O Ciberespaço nos traz muitas reflexões sobre a dualidade entre o espaço virtual e real, e os elementos que condicionam ambos os espaços.Os objetos virtualizados adquirem novas configurações, mas não deixam de ser objetos, mesmo que sua natureza se torne simbólica.

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