Anedonia. Há coisas que só sabem o quanto são desconfortáveis quem já experimentou na própria pele. A anedonia é uma dessas coisas: parar de sentir prazer nas coisas que costumava ter. Poucas sensações são tão agoniantes quanto essa perda de prazer e saber que leva todo um processo para melhorar. Você precisa estimular a neuroplasticidade, repetir ações mesmo sem vontade, até que o cérebro volte a sentir novamente. Quando penso em anedonia, penso em sofrimento invisível. As pessoas não sabem como é ler um livro e não sentir nenhuma emoção, ou assistir filmes e séries e tudo parecer indiferente. Se a pessoa não sabe que está com anedonia é pior ainda. Não saber reconhecer o que está acontecendo, aumenta a angústia. Talvez seja por isso que eu valorizo pequenos momentos diários, pois eu sei como era a sensação onde nada me dava prazer e tudo parecia indiferente. Embora não exista receita mágica nem como dizer quanto tempo vai durar, é importante lembrar que passa. O que não quer diz...
No Papos em Rede de hoje (09), evento organizado pela Consultora em Comunicação e Marketing Digital Marcia Ceschini e que acontece a cada quinze dias, o bate-papo tratou do tema: Comunicação Mobile. Um dos debatedores do evento foi o Especialista em Comunicação, formado em Marketing e Pós-graduado em Jornalismo Digital, Pedro Cordier, 38 anos.
Cordier começou o bate-papo recomendando aos internautas presentes o vídeo produzido pela Nokia: "A Quarta Tela".
O especialista em comunicação citou algumas vantagens do celular, como a rapidez, a ubiquidade, a possibilidade de customização, a interatividade e o fato deles serem pessoais. Pedro Cordier cita que de acordo com a Teleco, no Brasil o número de linhas de celular não para de crescer, tendo alcançado os 180 milhões.
Sobre as vantagens e desvantanges do bluetooth, Cordier explica: "O bluetooth não tem custo (é bem mais barato que o SMS), porém tem um alcance limitado (O SMS pode ser mandado para qualquer lugar). Através dele é possível transferir textos, aúdios e imagens. No máximo ele chega a 100 metros de raio (marketing de proximidade) e ele depende de boa sinalização".
Questionado se o celular pode virar uma ferramenta de educação social, Cordier responde: ""Sim, com certeza. A gente tem alguns cases interessantes. Para você ter idéia, hoje existem escritores japoneses que escrevem histórias diretamente para o celular. Aquele público recebe diariamente as histórias e acompanham por essa mídia. Do mesmo modo que se fala em histórias, pode-se falar de cursos. A gente tem um grande campo para a educação em mobile".
Em relação ao MMS, o especialista fala que no Brasil é complicado utilizá-lo para as campanhas, pois como ele é pesado, existe um problema de velocidade.
Uma grande oportunidade de negócio, de acordo com Cordier, é a de criar sites mobile. "Todos os grandes jornais e revistas já estão preparando as edições específicas para formato de tables", acrescenta.
"O Bluetooth a gente utiliza mais para lançamentos ou promoções. Para o público que vai estar no local, por exemplo, feiras de livros, concessionárias, ponto de vendas de ingressos (onde você quer mandar ringtones do cantor). O SMS você utiliza quando quer grande alcance. Há pouco tempo atrás você teve uma campanha do Ministério da Saúde para fazer uma campanha sobre a Gripe H1N1", argumenta Pedro Cordier.