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Resenha: Os Criadores de Coincidências – Yoav Blum

E se nada fosse mero acaso e operários invisíveis atuassem para gerar mudanças nas vidas das pessoas? Assim é a premissa do livro Os Criadores de Coincidências, do autor Yoav Blum, publicado no Brasil, em 2017, pela Editora Planeta, com tradução de Fal Azevedo.


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O romance narra o trabalho de três criadores de coincidências: Emily, Eric e Guy. Intercalando um pouco das vivências profissionais de cada um deles e das missões que tiveram que cumprir, relacionando com alguns dos seus dilemas pessoais.

“É estranho, pensou ela, como somos capazes de transformar uma coisa específica em algo que passa a guiar toda a nossa vida, e como nos convencemos de que, se não tivermos essa coisa, nada mais vai fazer sentido. E é ainda mais estranho como nos acostumamos rápido ao exato oposto” – Yoav Blum, Os Criadores de Coincidências
Longe de ser uma narrativa linear, o leitor é jogado para várias histórias que se amarram pel…

Princípios da Cibercultura

No texto: "Cibercultura como território recombinante" o pesquisador André Lemos explica os três princípios norteadores da cibercultura que são responsáveis pelas recombinações na cultura contemporânea. Ainda de acordo com o autor, estes princípios da sociedade da informação aliadas às tecnologias de comunicação sem fio irão criar territórios informacionais e possibilitar novas recombinações.

Para Lemos, as três leis que estão na base do processo cultural atual da cibercultura são: ¹ a liberação do pólo da emissão; ² o princípio da conexão em rede; ³ a consequente reconfiguração sociocultural a partir de novas práticas produtivas e recombinatórias.

O pesquisador diz que a cibercultura trouxe uma reconfiguração da indústria cultural, pois pela primeira vez na história da humanidade, "qualquer indivíduo pode produzir e publicar informação em tempo real, sob diversos formatos e modulações, adicionar e colaborar em rede com outros".

A liberação do pólo da emissão, ou primeiro princípio, está relacionado à possibilidade do antigo 'receptor' poder também produzir e emitir sua própria informação, como por exemplo, através dos blogs, fóruns, comunidades, software livre etc. Fato que não era possível há algum tempo atrás, pois quem detinha este controle do pólo da emissão eram as grandes empresas de comunicação de massa.

"Não basta emitir sem conectar, compartilhar", explica Lemos o segundo princípio ou da conexão. O autor argumenta que a internet está relacionada a conexão e compartilhamento e que cada vez mais aumenta-se as formas de produção e distribuição de conteúdo.

O terceiro princípio ou da reconfiguração está voltado à necessidade da transformação da indústria cultural. Lemos cita a questão da autoria e proteção de obras para reprodução, uso e cópia e acrescenta que apesar da cibercultura possibilitar a difusão de informações, através dos podcasts (o fim da rádio?) e da web (o fim da televisão?), ela não tem a função de finalizar a cultura de massa e sim, a de reconfigurar ou recombinar a cultura infocomunicacional.

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