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Destaques

Resenha: Você – Caroline Kepnes

Frieza e perversão. Se eu pudesse resumir Joe em duas palavras seriam essas. O livro Você (You), da autora Caroline Kepnes nos leva para uma viagem para a mente doentia de um homem capaz de tudo para obter seu prazer. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Rocco, com tradução de Alexandre Martins, em 2018.

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Um jogo de gato e rato. Joe é dono de uma livraria, onde ele mantém não só sua obsessão por livros antigos e raros, como uma jaula que pertencia ao proprietário anterior. Com um passado traumático, o personagem desliga suas emoções e se aventura à procura de sua próxima vítima, alguém em quem possa projetar seus ideais românticos, ainda que unilaterais.
“Eu subo trotando e me sento para uma sessão de Beck, que consiste em escutar Rare and Well Done, olhar fotos suas que roubei do Facebook, assistir a cena de A Escolha Perfeita sem som. Eu me perco tanto nisso que amanhece na livraria e eu deveria estar cansado por caus…

Princípios da Cibercultura

No texto: "Cibercultura como território recombinante" o pesquisador André Lemos explica os três princípios norteadores da cibercultura que são responsáveis pelas recombinações na cultura contemporânea. Ainda de acordo com o autor, estes princípios da sociedade da informação aliadas às tecnologias de comunicação sem fio irão criar territórios informacionais e possibilitar novas recombinações.

Para Lemos, as três leis que estão na base do processo cultural atual da cibercultura são: ¹ a liberação do pólo da emissão; ² o princípio da conexão em rede; ³ a consequente reconfiguração sociocultural a partir de novas práticas produtivas e recombinatórias.

O pesquisador diz que a cibercultura trouxe uma reconfiguração da indústria cultural, pois pela primeira vez na história da humanidade, "qualquer indivíduo pode produzir e publicar informação em tempo real, sob diversos formatos e modulações, adicionar e colaborar em rede com outros".

A liberação do pólo da emissão, ou primeiro princípio, está relacionado à possibilidade do antigo 'receptor' poder também produzir e emitir sua própria informação, como por exemplo, através dos blogs, fóruns, comunidades, software livre etc. Fato que não era possível há algum tempo atrás, pois quem detinha este controle do pólo da emissão eram as grandes empresas de comunicação de massa.

"Não basta emitir sem conectar, compartilhar", explica Lemos o segundo princípio ou da conexão. O autor argumenta que a internet está relacionada a conexão e compartilhamento e que cada vez mais aumenta-se as formas de produção e distribuição de conteúdo.

O terceiro princípio ou da reconfiguração está voltado à necessidade da transformação da indústria cultural. Lemos cita a questão da autoria e proteção de obras para reprodução, uso e cópia e acrescenta que apesar da cibercultura possibilitar a difusão de informações, através dos podcasts (o fim da rádio?) e da web (o fim da televisão?), ela não tem a função de finalizar a cultura de massa e sim, a de reconfigurar ou recombinar a cultura infocomunicacional.

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