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Destaques

Murder By The Coast: Documentário espanhol da Netflix sobre casos de jovens assassinadas traz dilemas éticos

Murder By The Coast (Homicídio na Costa do Sol/El caso Wanninkhof - Carabantes) é um ótimo documentário de crimes para quem deseja entender os impactos do julgamento antecipado pela imprensa sobre casos mal investigados, influenciando a opinião pública, quando só existem indícios, mas nenhuma prova. Lançado pela Netflix em 2021, o filme espanhol foi dirigido por Tània Balló e roteirizado por Gonzalo Berger . Em mais de 20 anos, muita coisa mudou no mundo. Mas há outras que ainda servem como ótimo exemplo de erros e acertos, especialmente no que diz respeito aos casos criminais, opiniões públicas, preconceitos e faltas de evidências. O documentário traz o caso da adolescente Rocío Wanninkhof que foi assassinada em 1999 e na ansiedade para encontrar um culpado, diante da falta de informações concretas, tudo toma um rumo que se fossem contar, poderiam jurar que se trata de um enredo de ficção. Os depoimentos de profissionais envolvidos ou que estudaram o caso só enriquecem o documentári

Princípios da Cibercultura

No texto: "Cibercultura como território recombinante" o pesquisador André Lemos explica os três princípios norteadores da cibercultura que são responsáveis pelas recombinações na cultura contemporânea. Ainda de acordo com o autor, estes princípios da sociedade da informação aliadas às tecnologias de comunicação sem fio irão criar territórios informacionais e possibilitar novas recombinações.

Para Lemos, as três leis que estão na base do processo cultural atual da cibercultura são: ¹ a liberação do pólo da emissão; ² o princípio da conexão em rede; ³ a consequente reconfiguração sociocultural a partir de novas práticas produtivas e recombinatórias.

O pesquisador diz que a cibercultura trouxe uma reconfiguração da indústria cultural, pois pela primeira vez na história da humanidade, "qualquer indivíduo pode produzir e publicar informação em tempo real, sob diversos formatos e modulações, adicionar e colaborar em rede com outros".

A liberação do pólo da emissão, ou primeiro princípio, está relacionado à possibilidade do antigo 'receptor' poder também produzir e emitir sua própria informação, como por exemplo, através dos blogs, fóruns, comunidades, software livre etc. Fato que não era possível há algum tempo atrás, pois quem detinha este controle do pólo da emissão eram as grandes empresas de comunicação de massa.

"Não basta emitir sem conectar, compartilhar", explica Lemos o segundo princípio ou da conexão. O autor argumenta que a internet está relacionada a conexão e compartilhamento e que cada vez mais aumenta-se as formas de produção e distribuição de conteúdo.

O terceiro princípio ou da reconfiguração está voltado à necessidade da transformação da indústria cultural. Lemos cita a questão da autoria e proteção de obras para reprodução, uso e cópia e acrescenta que apesar da cibercultura possibilitar a difusão de informações, através dos podcasts (o fim da rádio?) e da web (o fim da televisão?), ela não tem a função de finalizar a cultura de massa e sim, a de reconfigurar ou recombinar a cultura infocomunicacional.

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