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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

"A ética da imagem e a informação jornalística"

A professora do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Veruska Sayonara de Góis, em seu artigo: "A ética da imagem e a informação jornalística", disserta sobre a influência, a linguagem e a ética jornalística na televisão.

A autora fala que devido às padronizações no telejornalismo, a televisão tem a capacidade de impor e até definir novos imaginários. Ainda segundo Góis, este meio de comunicação tem um grande poder creditado, definido por alguns como mortífero, pois alcança uma grande parcela da população através das imagens, nível físico (geográfico) e cultural. "Por não exigir um sistema letrado prévido para a decodificação, a comunicação visual é um código aberto e acessível", explica.

Para Veruska Góis, como a forma e o conteúdo estão relacionados é importante que a preparação para a TV possibilite a leitura dos códigos, tornando pré-requisitos a compreensão visual e o domínio tecnológico pelos construtores da informação.

A forte associação entre imagem e televisão pode ser observada nos telejornais, em que, segundo a professora de comunicação social, o público é rigoroso em relação aos padrões estéticos. Os telespectadores esperam que os profissionais do vídeo tenham 'boa presença' na tela, estejam apresentáveis e até mesmo, estejam dentro dos parâmetros da moda no momento. A população está mais preocupada com o que se vê, do que com a qualidade do conteúdo transmitido.

De acordo com Góis, "mesmo não parecendo existir perdedores nesse processo, já que o que está sendo ofertado é justamente o desejo da procura", a programação transmitida deve tornar-se um padrão de consumo.

Preocupados com os índices de audiência, novos formatos televisivos surgiram, a maioria deles com a qualidade duvidosa e imediatista. "A menina dos olhos das empresas privadas, devido ao retorno em forma de investimento publicitário", fala.

Góis questiona se a imagem fala mesmo, visto que apesar de poder ser lida imediatamente, todas as matérias vêm com caracteres explicativos e descritivos, além da narração verbal do repórter.

No texto é explicado que a televisão não é centrada em torno da grade programática, nem do público, nem da informação e da educação, mas na venda de audiência aos anuncantes, o estímulo à publicidade e de programas e profissionais de imagem vendáveis. Ressalta-se também a utilização da averiguação da audiência, como parâmetro ao uso da imagem e a fixação de preços.

A professora do curso de Comunicação Social da UERN chama a atenção para o impacto causado pela espetacularização da vida real e do tom novelesco dos telejornais.

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