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Destaques

Nostalgia da nostalgia

Dias de nostalgia da nostalgia, em que parecia sentir falta de algo ou alguém. Dias em que sabia que era delicioso se perder na sensação de que o passado proporcionava, mas que sabia a importância de voltar a atenção para o presente. Então, os dias continuavam seguindo, mesmo quando uma parte nossa insistia na nostalgia. Nostalgia boa era coisa temporária, mais do que isso poderia se tornar tóxica. A verdade era que escrevia para dar sentido às coisas. A verdade era que tinha uma relação dupla com a nostalgia; em alguns instantes, adorava, em outros, achava que era o pior que poderia acontecer. Escrevia, então, na esperança de continuar mantendo a nostalgia sob controle, aceitando que o passado não voltaria e estava tudo bem ressignificar as coisas. Ao dar um novo sentido, a nostalgia também se transformava. E, então, quem sabe poderia se manter em um nível mais saudável e menos tóxico. Se apegar à nostalgia, mas sentir os pés firmes no presente.  *Ben Oliveira é escritor, formado ...

"A ética da imagem e a informação jornalística"

A professora do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Veruska Sayonara de Góis, em seu artigo: "A ética da imagem e a informação jornalística", disserta sobre a influência, a linguagem e a ética jornalística na televisão.

A autora fala que devido às padronizações no telejornalismo, a televisão tem a capacidade de impor e até definir novos imaginários. Ainda segundo Góis, este meio de comunicação tem um grande poder creditado, definido por alguns como mortífero, pois alcança uma grande parcela da população através das imagens, nível físico (geográfico) e cultural. "Por não exigir um sistema letrado prévido para a decodificação, a comunicação visual é um código aberto e acessível", explica.

Para Veruska Góis, como a forma e o conteúdo estão relacionados é importante que a preparação para a TV possibilite a leitura dos códigos, tornando pré-requisitos a compreensão visual e o domínio tecnológico pelos construtores da informação.

A forte associação entre imagem e televisão pode ser observada nos telejornais, em que, segundo a professora de comunicação social, o público é rigoroso em relação aos padrões estéticos. Os telespectadores esperam que os profissionais do vídeo tenham 'boa presença' na tela, estejam apresentáveis e até mesmo, estejam dentro dos parâmetros da moda no momento. A população está mais preocupada com o que se vê, do que com a qualidade do conteúdo transmitido.

De acordo com Góis, "mesmo não parecendo existir perdedores nesse processo, já que o que está sendo ofertado é justamente o desejo da procura", a programação transmitida deve tornar-se um padrão de consumo.

Preocupados com os índices de audiência, novos formatos televisivos surgiram, a maioria deles com a qualidade duvidosa e imediatista. "A menina dos olhos das empresas privadas, devido ao retorno em forma de investimento publicitário", fala.

Góis questiona se a imagem fala mesmo, visto que apesar de poder ser lida imediatamente, todas as matérias vêm com caracteres explicativos e descritivos, além da narração verbal do repórter.

No texto é explicado que a televisão não é centrada em torno da grade programática, nem do público, nem da informação e da educação, mas na venda de audiência aos anuncantes, o estímulo à publicidade e de programas e profissionais de imagem vendáveis. Ressalta-se também a utilização da averiguação da audiência, como parâmetro ao uso da imagem e a fixação de preços.

A professora do curso de Comunicação Social da UERN chama a atenção para o impacto causado pela espetacularização da vida real e do tom novelesco dos telejornais.

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