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Destaques

Mindhunter Profile 2: Especialista em serial killers compartilha experiências após aposentadoria do FBI

Após se aposentar do FBI , o ex-agente especialista em assassinos continuou sendo convidado para colaborar em alguns casos que exigiam entender melhor o perfil psicológico dos criminosos. No livro Mindhunter Profile 2 , dos autores Robert K. Ressler e Tom Snachtman , é possível conhecer um pouco mais da história de vida desta figura que deixou uma boa contribuição para a criminologia e compreensão sobre as mentes de serial killers. A obra foi publicada pela editora DarkSide Books , em 2021, com tradução de Alexandre Boide. Compre o livro Mindhunter Profile 2:  https://amzn.to/39qJjId Entre os casos explorados no livro há um que desperta o interesse por envolver algo não tão desconhecido, como o uso de transtornos mentais para diminuir as penas. Ressler percebeu um fenômeno de ex-soldados que usavam o Transtorno do Estresse Pós-Traumático como uma justificativa quando cometiam crimes e notou que muitas vezes, os históricos dos assassinos não eram checados e muitos inventavam histórias

Sensacionalismo ou Ética?

"Sensacionalismo ou ética? Eis a questão", título do paper apresentado pela jornalista Luciene Tófoli no Intercom 2010, trata sobre a questão do sensacionalismo, da falta de ética e do mau jornalismo. O trabalho foi divulgado nos Anais do XXXIII Congresso Brasileiro de Comunicação realizado em Caxias do Sul (RS) entre os dias 3 a 6 de setembro de 2010.

A autora do livro Ética no Jornalismo (Vozes, 2008) questiona como é possível ao jornalista fugir da prática sensacionalista quando ela é incentivada pela sociedade do espetáculo. De acordo com os autores citados por Tófoli: Rosa Nível Pedroso, Danilo Angrimani e Ciro Marcondes Filho, o sensacionalismo está ligado à "valorização da emoção em detrimento da informação" e fazem parte do conteúdo dessa imprensa os escândalos, sexo, sangue, vulgaridade, violência e tragédias.

Para a jornalista, o sensacionalismo é uma questão histórica. Ela cita que na França, nos séculos XIV, XV e XIX, os jornais sensacionalistas eram os que mais faziam sucesso, recheados com notícias criminais e chocantes. Apesar de fazer sucesso na França, foi com o jornal estadunidense Publick Ocurrences, editado por Benjamim Harris, que o sensacionalismo ganhou status.

"Mas tal estilo ocuparia lugar definitivo no fazer jornalístico quando, no final do século XIX, urgem os periódicos World e Journal, editados por Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst", destaca. Tófoli diz que muitos autores afirmam que os dois editores não mediam as consequências na briga pela audiência.

Os erros cometidos pela imprensa podem causar uma série de problemas, como por exemplo, uma guerra. Luciene Tofóli reporta os riscos que se corre em relação ao sensacionalismo, chamados de "sete pecados capitais da imprensa" pelo historiador, ensaísta e jornalista Paul Johnson. "Distorção, deliberada ou inadvertida; culto das falsas imagens; invasão de privacidade; assassinato de reputação; superexploração do sexo, envenenamento das mentes das criançs; e abuso de poder".

Para reforçar a importância da ética, dois fatos em que a imprensa errou são relembrados pela autora: o caso Ibsen Pinheiro e o caso Escola Base.

Leia o paper na íntegra

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