quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Geração Y: Quem são e como torná-los líderes empresariais


Geração YEntender as gerações é fundamental para saber como atuar e interagir com as pessoas e o mercado de trabalho. A incompreensão sobre as diferentes gerações, naturalmente, sempre existiu e sempre existirá. Muitas famílias e líderes de empresas não estão sabendo lidar com as características dos jovens e adultos (até 30 anos), representantes da Geração Y. Afinal, quem faz parte da Geração Y e como prepará-los para liderar as empresas? 

A resposta deste questionamento pode ser encontrado no livro Geração Y: O nascimento de uma nova versão de líderes, publicado pela Editora Integrare, que está em sua 3ª edição, do autor Sidnei Oliveira. (O primeiro capítulo do livro está disponível para download)

O consultor, palestrante e expert em conflitos de gerações explica em seu livro que o termo Geração Y foi adotado para estudar os jovens nascidos entre 1980 e 1999. Sidnei Oliveira diz que esses jovens estão chegando agora à vida adulta e ao mercado de trabalho interferindo nos destinos da sociedade, e apesar de serem 'extremamente informados', eles não sabem lidar com toda essa informação de forma produtiva. 

A Inglaterra e os Estados Unidos foram considerados o "Centro do Mundo", porém atualmente países como a China e a Índia estão alterando completamente o cenário mundial. Oliveira argumenta que a China será o país com o maior contingente de pessoas falando inglês e a Índia tem o maior call-center  do mundo. "O equilíbrio mundial está se alterando de modo irreversível e estamos conhecendo o surgimento de uma nova era".

Para entender as novas gerações e as novas tecnologias é preciso que haja uma mudança e direcionamento da atenção para as novas experiências. De acordo com Sidnei Oliveira, existem seis fases do processo de mudança: Negação; Resistência; Exploração; Aceitação; Envolvimento; Comprometimento. As diferenças de atitudes de cada geração interferem de forma diferente sobre as escolhas, expectativas e motivações das pessoas, alterando completamente a qualidade dos relacionamentos e provocando desgastes e perda de energia. "É no relacionamento entre as gerações que está a chave para o resgate do equilíbrio necessário para estes novos tempos", justifica.

A influência da tecnologia na educação, a alta competitividade e o aprendizado de diversas línguas podem ser observados na vida dos jovens nestas últimas décadas. Também são comentados os comportamentos desta geração, a capacitação e o mercado de trabalho exigente.

Sidnei Oliveira explica no livro a importância do incentivo do uso de ferramentas de comunicação pelos jovens da Geração Y, pois estas permitem à informação fluir com facilidade. Muitas empresas ainda proíbem o uso destas ferramentas, porém existem aquelas que estão começando a usufruir desses mecanismos de informação, como por exemplo, as empresas em que a seleção e o recrutamento de pessoal são feitos utilizando os sites de relacionamento como complemento de informações a respeito dos candidatos e os locais de trabalho que liberam os comunicadores instantâneos, pois são úteis e fazem parte da atividade exercida na empresa. 


Sidnei Oliveira
Sidnei Oliveira é autor de vários livros sobre liderança e administração
O pesquisador fala sobre os sonhos destes jovens, todavia crítica a padronização do sonho em coisas comerciais influenciado pelos inúmeros estímulos da mídia. Oliveira diz que estes representantes da Geração Y tornam-se ‘reféns’ da sociedade de consumo e estabelecem padrões mais elevados para seus próprios sonhos, descritos pelo autor como frágeis e inconstantes, que alteram-se com uma velocidade estupenda. 

É preciso respeito e paciência para entender os objetivos desta geração e das próximas. O expert em Geração Y finaliza dizendo que os jovens estão sendo preparados para assumir empregos que ainda não existem, usando tecnologias que ainda não foram inventadas, para resolver problemas que ainda não sabemos que são problemas.

Recomendo o livro a todos os representantes das gerações anteriores que não entendem a Geração Y como os pais, professores, empregadores, curiosos, e aos próprios ‘jovens Y’, pois o conhecimento é só um dos diferenciais necessários para se liderar uma empresa e o mínimo que se pode fazer é entender a sua geração.   

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