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Destaques

Virada

É na esperança de uma virada que muita gente se uniu e se posicionou. Há tempos não vinha tanta mobiliza nas redes sociais. Foi algo lindo de ver.  Uma virada ainda é possível? Tudo pode acontecer em uma semana. Vejo as pessoas tirando um tempo para engajar e conhecer outras pessoas que vão votar no mesmo candidato. E quando a pesquisa mostrou virada, não havia como não sentir esperança. A verdade era que muita gente tinha medo de se posicionar, mas com a chegada das eleições, sabia que não havia tempo a perder  Então, seguia escrevendo, na esperança de que ainda fosse possível. Na esperança de que dias melhores viriam. Na esperança de uma virada.  Como com grande parte dos artistas por aqui não tinha como ser diferente. Nem mesmo era uma opção a se considerar. Tudo o que poderia fazer era torcer para uma virada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Br...

Resenha: Entrevista: O Diálogo Possível – Cremilda Medina

Entrevista: O Diálogo Possível, livro escrito pela jornalista e Doutora em Ciências da Comunicação Cremilda de Araújo Medina, lançado pela Editora Ática, aborda as questões relacionadas à entrevista, que vão além da visão técnica e podem trabalhar a comunicação humana através do diálogo.

Medina conta que quando ocorre o fenômeno de identificação entre a fonte de informação, o repórter e o receptor, a entrevista se aproxima do diálogo interativo. O receptor consegue sentir a autenticidade e emoção da entrevista tornando a comunicação mais humana. Todavia, quando a entrevista é dirigida por um questionário ou fixado em idéias preestabelecidas, o receptor percebe a ausência do diálogo.

A jornalista explica que o diálogo é democrático e o monólogo é autoritário. "Sua maior ou menor comunicação está diretamente relacionada com a humanização do contato interativo", justifica. De acordo com Medina, o diálogo possível acontece quando a técnica é ultrapassada pela intimidade e entrevistados e entrevistadores saem diferentes após o encontro.

Você sabe o que é entrevista? Segundo a autora do livro, entrevista é um meio cujo fim é o inter-relacionamento humano. "A entrevista jornalística, em primeira instância, é uma técnica de obtenção de informações que recorre ao particular", explica. Medina cita Edgar Morin que acredita que existem dois tipos de entrevista: a de espetáculo e a de compreensão (aprofundamento). Ainda de acordo com a jornalista, deve-se tomar cuidado com a unilateralidade da informação e buscar um diálogo democrático.

Para Medina alguns fatos podem enriquecer o desempenho da entrevista: ter idéia do tema a ser abordado na entrevista; preparo do entrevistador; perfil da personalidade do entrevistador; encarar o momento da entrevista como uma situação psicossocial, de complexidade indiscutível; a atitude do entrevistado; dinâmica de bloqueio e desbloqueio (desarmar o entrevistado).

A fluência-eficiência deve ser buscada na hora de transcrever um diálogo. A autora argumenta que muitas entrevistas jornalísticas pecam pela falta de formas mais fluentes e eficientes e cita como exemplo de como as entrevistas deveriam ser escritas mais naturalizadas e humanas um trecho do texto "O ano da morte de Ricardo Reis", de José Saramago, em que ocorre um diálogo entre Fernando Pessoa e Ricardo Reis. "Apenas um exemplo de como jornalistas e comunicadores devem se aproximar das conquistas artísticas para poderem renovar seu estilo e, em última instância, o grau de eficiência de seus textos quanto à comunicação propriamente dita", ensina.

No livro também é possível conferir: a relação entre pauta e edição; os modelos de montagem das informações; foco narrativo; Lobby dos grupos; os principais ruídos cometidos pelos jornais; liberdade de narração jornalística.

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