Pular para o conteúdo principal

Destaques

Bibliotecas de Escolas dos Estados Unidos têm centenas de tentativas de banimento de livros

Muita gente enxerga os Estados Unidos como a terra da liberdade, porém quando se trata de literatura e liberdade intelectual, muitos não sabem que anualmente vários livros são banidos de bibliotecas de escolas: livros infantis, livros sobre jovens-adultos, clássicos e livros com conteúdo sobre diversidade. Geralmente, os conteúdos dos livros tem algum tema e/ou conteúdo que são considerados desafiadores e inadequados por aqueles que tentam banir. Considerada uma das associações mais antigas do mundo na área de bibliotecas, a Associação Americana de Bibliotecas tem divulgado quais livros têm sido banidos em bibliotecas de escolas. Além dos membros, a associação lembra que muitos pais de estudantes são contra o banimento de livros. “E, no entanto, as tentativas de banir livros das bibliotecas estão aumentando em um nível sem precedentes em todo o país. A American Library Association relatou mais de 729 tentativas de banimento de 1.597 livros individuais somente em 2021”, afirmam no site

Entrevista sobre Bullying com a psicóloga Ludmila de Moura

Confira abaixo a entrevista sobre Bullying feita por mim, Ben Oliveira, com a professora da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS) e psicóloga Ludmila de Moura, para o programa Rádio em Foco, transmitido aos domingos pela Rádio FM UCDB.




Imagem: Reprodução

Ben Oliveira: Professora, o que é o bullying e como identificar quando ele está ocorrendo?
Ludmila de Moura: O bullying é um termo inglês, já bastante comum no Brasil, que descreve atos de violência física ou psicológica intencional praticados por uma pessoa ou por um grupo de jovens contra um outro indivíduo incapaz de se defender. Este comportamento, geralmente, é um desequilíbrio em alguém que tem um poder, um "valentão" da turma, com alguém que tem menos poder ou é mais tímido, mais passivo.

Ben Oliveira: Com a volta às aulas, os alunos que são vítimas de bullying devem estar com medo do retorno. Qual é a melhor forma de inibir essa prática?
Ludmila de Moura: A melhor forma de inibir essa prática é a escola junto com a família envolver todos os alunos no sentido de discutir esta questão. Fazer reuniões de grupos de alunos/pais, discutir comportamentos de solidariedade, de ajuda, mostrar o quanto este comportamento é ruim, o quanto faz mal, pensando nos modelos e seus exemplos: o papel da escola e da família é fundamental neste retorno junto com os alunos.

Ben Oliveira: Pesquisas indicam que o comportamento do agressor é um reflexo da maneira que os pais relacionam com ele no dia-a-dia. Como tratar este agressor quando a questão envolve toda a família?
Ludmila de Moura: As pesquisas indicam que estes adolescentes agressores têm uma personalidade autoritária, com uma necessidade de dominar ou controlar o outro, são indivíduos que não têm habilidade social, no sentido de lidarem com o outro. Ele pode ser uma pessoa muito invejosa, muito ressentida, que quer demonstrar que ele é quem manda ou quem tem o poder. A escola tem que tentar realizar um trabalho com todo o grupo, ter alunos que possam fazer um processo de 'anjo da guarda' (um grupo de alunos torna-se responsável de proteger estes que estão sofrendo bullying) e cuidar dos que estão sendo vítimas de bullying. Você tenta envolver os pais também. Não podemos culpar só os pais, e em alguns casos, o agressor vai precisar até de um tratamento mais especializado com um psicólogo.

Ben Oliveira:  Professora, como a vítima pode se defender do bullying?
Ludmila de Moura: Ela também tem que buscar ajuda, por isto, a escola tem que dar confiança  para ela.  Geralmente, a vítima é tímida, retraída, pouco sociável e vai cada vez se isolando mais. A escola tem que estar atenta a estes jovens, os colegas estarem denunciando e buscando apoio nos outros professores. No bullying sempre tem o agressor, a vítima e os espectadores. Os espectadores devem ser trabalhados na escola (canais de comunicação), no sentido de buscarem os professores e a direção da escola para denunciarem, porque muitas vezes, a própria vítima não se sente fortalecida para buscar ajuda.

Ben Oliveira: Como ocorre o bullying na internet?
Ludmila de Moura: O bullying já tem até a versão virtual, chamado de cyberbullying e ocorre com pessoas que passam boatos, espalham rumores, mentiras ou insultos aos colegas, familiares e profissionais da escola. Infelizmente, vimos que o bullying que o já alcançou a internet, com o objetivo de maltratar, humilhar e constranger. É uma forma perversa que saiu dos muros da escola, mas muito praticado entre os jovens também.

Comentários

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana