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Destaques

Dia frio para escrever

O dia frio era um convite para a escrita. O mesmo dia frio que o convidava a descansar. A verdade era que escrever não deixa de ser uma forma de descanso. Palavra após palavra, ia sentindo as emoções se movimentando pelo corpo, e dando novo sentido às coisas. A cada vez que escrevia um texto, uma pessoa ficava para trás e se tornava alguém novo. Era como magia. Escrevia para esquecer e para lembrar. Escrevia, pois era seu modo de deixar registrado no mundo seus pensamentos e emoções. Escrevia. O mesmo frio que era um convite para a coberta, hoje era um convite à escrita. E as palavras, elas também aqueciam corpos, mentes e corações.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

'O indivíduo, a técnica e um vazio ético no jornalismo'

O artigo 'O indivíduo, a técnica e um vazio ético no jornalismo' do jornalista e professor universitário Claudemir Hauptmann, tem como objetivo refletir a questão ética na rotina profissional do jornalista.

O que é o jornalismo? Hauptmann conta que muita gente sabe o que é, mas tem dificuldade de conceituar a palavra. "Mas seria possível dizer que o jornalismo nada mais é do que a prática de contar histórias. O jornalista capta o mundo e para poder informar sobre ele através de um dizer específico, conforma-o", conceitua.

Preocupadas com o lucro e com a redução de custos, o autor explica que as agências de comunicação fazem com que os jornalistas produzam mais, num tempo cada vez menor e com menos custos. Como exemplo citado no artigo, se antigamente em um grupo de dez jornalistas, cada um produzia duas pautas por dia, atualmente, cinco jornalistas fazem quatro ou cinco pautas diárias. O jornalista, segundo as palavras do autor, passou a oferecer quantidade como se fosse qualidade.

Ao falar sobre as técnicas, o autor lembra a mais conhecida de todas, a da pirâmidade invertida, que segundo ele é perfeita para as pretensões da fase empresarial do jornalismo ("alcançar públicos cada vez mais amplos"). Hauptmann critica a a falta de análise e interpretação dos fatos, e a atual preocupação com os registros puros e simples dos fatos, chamados por ele de 'fazer jornalístico raso'.

Para analisar o jornalista é necessário observá-lo como indivíduo e o contexto em que este está inserido. Hauptmann cita Bernardo Kucinski que fala sobre o paradoxo ético entre o individualismo e o código de ética e sobre a subordinação dos jornalistas aos ditados mercadológicos e ideológicos dos proprietários dos meios de informação.

Quando o autor vai abordar a ética, novamente a dificuldade em conceituar palavras aparece no artigo. Para o autor, não tem como conceituar ética como indivíduo para o jornalista, pois este depende não só dele mesmo, como dos patrões, fontes, público e políticos. Cabe ressaltar a citação de Eugênio Bucci utilizada pelo jornalista no artigo: "Ética, para Bucci, não são as posturas nem as generalidades superficiais dos códigos de ética. É a essência do bom jornalismo ao moldar o caráter dos profissionais, de forma a levá-los sempre a atender a função pública e social de divulgar tudo que é de interesse da sociedade, de forma correta".

Para concluir, o autor argumenta que nos últimos anos os jornalistas passaram a agir mecanicamente, devido aos modelos extremamente comerciais e a conversão de jornalismo em mercado. A preocupação com o maior número de informações diárias, a redução dos custos, redações enxutas, o individualismo e a desinformação são alguns dos reflexos do jornalismo nos tempos atuais. "Os jornalistas se perdem diante da quantidade de pautas diárias e os dilemas éticos não são prioridades nessa rotina. Eles precisam produzir, e muito, para garantir o emprego". Uma das soluções plausíveis para resolver esse problema de vazio ético dos jornalistas, de acordo com o autor , é o diálogo com os cidadãos. Hauptmann finaliza dizendo: "Afinal, o bem mais preciosa na vida de um jornalista não é seu emprego, mas sua credibilidade".

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