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Destaques

Escrita Maldita: Livro de terror indicado por página literária do Instagram

Escrita Maldita foi indicado pela página literária @redrum.literario , no dia 11 de outubro de 2026. Fiquei muito feliz com esse apoio à literatura nacional independente. Fica aqui a minha gratidão. A escritora Elisangela Domingos da Silva escreveu um texto indicando Escrita Maldita. Vou tentar resumir um pouco do que foi dito. Mas vocês podem acessar o Instagram redrum.literario e saber mais informações. “Tem livros que a gente lê, guarda na estante, e mesmo depois de muito tempo sente vontade de reencontrar e esse é um dos títulos que voltaram à minha lembrança”. “O que me chama a atenção nessa proposta é justamente essa relação entre quem escreve e aquilo que cria. Para quem gosta de terror, existe algo muito interessante na possibilidade de uma história ultrapassar as páginas e invadir a vida de quem está quem está por trás dela”. “Quem acompanha o mundo literário sabe que, às vezes, perdemos o contato com autores cujos livros passaram em nossas mãos. A vida segue, chegam novas lei...

O que é o jornalismo?

O que é o jornalismo? O jornalista português, professor e doutor Nelson Traquina estimula a reflexão sobre esta indagação no primeiro capítulo do seu livro 'Teorias do Jornalismo - Volume I: Porque as notícias são como são', publicado em 2005 pela editora Insular. Sem a pretensão de se tornar um manual para a prática jornalística, o autor busca por meio do livro fornecer compreensão teórica do jornalismo.

Para Traquina, o jornalismo é um conjunto de 'estórias', logo o jornalista pode ser considerado um "moderno contador de 'estórias'" da sociedade contemporânea. O produto do jornalismo são as notícias, que tentam retratar a realidade. Se o jornalista pecar pela ficção, este pode ser condenado pela comunidade e colocar um ponto final em sua carreira.

Uma discussão bem frequente no campo de estudo jornalístico é a questão da técnica e da teoria. O autor argumenta que o jornalismo não está relacionado somente ao domínio técnico e os profissionais não podem ser tratados como meros trabalhadores numa 'fábrica de notícias'. "... os jornalistas fazem parte de uma profissão, talvez uma das profissões mais difíceis e com maiores responsabilidades sociais", justifica. Ainda para Traquina, o jornalismo é uma atividade intelectual, e é possível observar nos produtos jornalísticos a criatividade e construção do mundo em notícias.

"Até que ponto o jornalista é livre e são livres os jornalistas", reflete Nelson Traquina. A imprensa deve informar o público sem censura. A credibilidade do veículo de comunicação fica comprometida quando o governo influencia na atividade dos meios jornalísticos. "Tal como a democracia sem uma imprensa livre é impensável, o jornalismo sem liberdade ou é farsa ou é tragédia", ressalta. O jornalismo é condicionado por fatores como: a pressão das horas de fechamento, competitividade do jornalismo como um negócio e hierarquias superiores da empresa.

Para entender melhor sobre as notícias, Traquina conta que é é necessário que se compreenda a cultura profissional da comunidade jornalística e não apenas os fatores externos. O campo jornalístico é dividido em dois pólos: pólo ideológico em que o jornalista realiza um serviço público ao fornecer informações necessárias aos cidadãos para que estes possam votar e participar na democracia; Pólo econômico, em que o jornalismo é visto como um negócio e as notícias como mercadorias. O sensacionalismo e a venda de produtos jornalísticos são características deste pólo, em que as ideologias do profissional, geralmente, são deixadas de lado. "A tensão entre os dois pólos é permanente e insolúvel", comenta.

É necessário que os profissionais da área dominem as técnicas jornalísticas, mas estudar as teorias jornalísticas e refletí-las são fundamentais para que os jornalistas e futuros jornalistas possam melhorar o fazer jornalístico e cumprir com os propósitos de uma profissão tão importante para a sociedade.

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