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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

O que é o jornalismo?

O que é o jornalismo? O jornalista português, professor e doutor Nelson Traquina estimula a reflexão sobre esta indagação no primeiro capítulo do seu livro 'Teorias do Jornalismo - Volume I: Porque as notícias são como são', publicado em 2005 pela editora Insular. Sem a pretensão de se tornar um manual para a prática jornalística, o autor busca por meio do livro fornecer compreensão teórica do jornalismo.

Para Traquina, o jornalismo é um conjunto de 'estórias', logo o jornalista pode ser considerado um "moderno contador de 'estórias'" da sociedade contemporânea. O produto do jornalismo são as notícias, que tentam retratar a realidade. Se o jornalista pecar pela ficção, este pode ser condenado pela comunidade e colocar um ponto final em sua carreira.

Uma discussão bem frequente no campo de estudo jornalístico é a questão da técnica e da teoria. O autor argumenta que o jornalismo não está relacionado somente ao domínio técnico e os profissionais não podem ser tratados como meros trabalhadores numa 'fábrica de notícias'. "... os jornalistas fazem parte de uma profissão, talvez uma das profissões mais difíceis e com maiores responsabilidades sociais", justifica. Ainda para Traquina, o jornalismo é uma atividade intelectual, e é possível observar nos produtos jornalísticos a criatividade e construção do mundo em notícias.

"Até que ponto o jornalista é livre e são livres os jornalistas", reflete Nelson Traquina. A imprensa deve informar o público sem censura. A credibilidade do veículo de comunicação fica comprometida quando o governo influencia na atividade dos meios jornalísticos. "Tal como a democracia sem uma imprensa livre é impensável, o jornalismo sem liberdade ou é farsa ou é tragédia", ressalta. O jornalismo é condicionado por fatores como: a pressão das horas de fechamento, competitividade do jornalismo como um negócio e hierarquias superiores da empresa.

Para entender melhor sobre as notícias, Traquina conta que é é necessário que se compreenda a cultura profissional da comunidade jornalística e não apenas os fatores externos. O campo jornalístico é dividido em dois pólos: pólo ideológico em que o jornalista realiza um serviço público ao fornecer informações necessárias aos cidadãos para que estes possam votar e participar na democracia; Pólo econômico, em que o jornalismo é visto como um negócio e as notícias como mercadorias. O sensacionalismo e a venda de produtos jornalísticos são características deste pólo, em que as ideologias do profissional, geralmente, são deixadas de lado. "A tensão entre os dois pólos é permanente e insolúvel", comenta.

É necessário que os profissionais da área dominem as técnicas jornalísticas, mas estudar as teorias jornalísticas e refletí-las são fundamentais para que os jornalistas e futuros jornalistas possam melhorar o fazer jornalístico e cumprir com os propósitos de uma profissão tão importante para a sociedade.

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