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Destaques

Subdiagnóstico de autismo, números e incoerências

O brasileiro é muito individualista. Ao mesmo tempo que vejo pessoas reclamando que os números do Censo vão dar abaixo por causa dos subdiagnósticos de autismo, já vi muita gente acusando pessoas com laudo fingirem que eram autistas.


Como explicar a volatilidade? Nem tento entender o que se passa na mente do brasileiro.

Os discursos são sempre contraditórios. Por causa de polarização, todo mundo sai perdendo.

Já vi até gente dizendo que o laudo é só um papel. Se é só um papel, a pessoa, então, não precisa de um diagnóstico? Logo, por que ser contabilizada? Sejam mais coerentes nos discursos.

Incoerências dos brasileiros sobre subdiagnósticos:

– Já vi gente acusando autista de fingir, mesmo a pessoa tendo laudo;

– Já vi gente se posicionando contra diagnóstico precoce, achando que seria ruim, desconhecendo a questão da plasticidade cerebral;

– Já vi gente dizendo que autismo nem deveria ter CID;

– Já vi gente dizendo que o outro não é autista, só porque sabe argumentar e é diferente do …

Surplus: Aterrorizados para serem consumidores

Surplus: Terrorized into being consumers' é um documentário com duração de 54 minutos, lançado em 2003, dirigido e escrito por Erik Gandini. O documentário utiliza-se da edição e remixagem de imagens e áudios, de forma satírica e em um ritmo frenético, para mostrar diferentes pontos de vista sobre o consumismo.

Capa do documentário SurplusO documentário começa com um discurso do ex-presidente cubano Fidel Castro que aborda o consumismo e suas consequências para o meio ambiente e para a sociedade, o desenvolvimento sustentável e a necessidade de compartilhamento de bens entre todas as nações, acompanhado de imagens de destruição e violência sobre movimentos sociais e repreensão.

Filósofo e escritor norte-americano, John Zerzan fala sobre a dependência do consumo. "Trabalhar constantemente e consumir constantemente. É loucura. Está destruindo tudo, vai tudo desaparecer", argumenta. Zerzan critica o consumismo, e conta que quando a tecnologia surgiu esta tinha o propósito de facilitar o trabalho das pessoas e fazer com que estas trabalhassem menos, mas para o filósofo, as pessoas não conseguem viver longe delas e acabam trabalhando cada vez mais.

O estímulo ao consumo por meio da publicidade e propaganda também é abordado. O pensamento de que é preciso comprar para ser feliz frustra as pessoas que não têm condições financeiras e sustenta o círculo vicioso dos consumistas. Em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais plásticas e vazias, é mostrada uma empresa que produz bonecos eróticos feitos com materiais especiais, com o valor chocante de 6 a 7 mil dólares.

Refletir sobre como estamos vivendo em sociedade e entender o contexto por meio de diferentes pontos de vista é fundamental para a garantia de que o planeta continue existindo. O excesso de consumo de recursos naturais e a destruição do meio ambiente devem ser debatidos, pois se a sociedade atual chegou a este ponto, imagine como estarão as futuras gerações, que estarão ainda mais integradas com a tecnologia e fazem parte deste modelo de consumo que tornou-se globalizado.

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