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Destaques

Escrita Maldita: Livro de terror indicado por página literária do Instagram

Escrita Maldita foi indicado pela página literária @redrum.literario , no dia 11 de outubro de 2026. Fiquei muito feliz com esse apoio à literatura nacional independente. Fica aqui a minha gratidão. A escritora Elisangela Domingos da Silva escreveu um texto indicando Escrita Maldita. Vou tentar resumir um pouco do que foi dito. Mas vocês podem acessar o Instagram redrum.literario e saber mais informações. “Tem livros que a gente lê, guarda na estante, e mesmo depois de muito tempo sente vontade de reencontrar e esse é um dos títulos que voltaram à minha lembrança”. “O que me chama a atenção nessa proposta é justamente essa relação entre quem escreve e aquilo que cria. Para quem gosta de terror, existe algo muito interessante na possibilidade de uma história ultrapassar as páginas e invadir a vida de quem está quem está por trás dela”. “Quem acompanha o mundo literário sabe que, às vezes, perdemos o contato com autores cujos livros passaram em nossas mãos. A vida segue, chegam novas lei...

Cinema e Tecnologias Digitais

Em 'Cinema e Tecnologias Digitais', texto publicado no livro 'História do Cinema Mundial', organizado por Fernando Mascrello, publicado em 2006, pela Papirus Editora, o autor Erick Felinto fala sobre a metamorfose do cinema. A transição dos filmes, em que as imagens eram gravadas e depois impressas em películas cinematográficas, e que agora podem ser gravadas e transmitidas em suportes digitais.

O cinema digital é caracterizado pelo armazenamento de imagens e sons em formatos de bytes, por meio de aparelhos computadorizados. Um dos apontamentos feitos por Felinto em seu artigo sobre essa desmaterialização dos filmes é a perda da fascinação que se tinha pelos fotogramas, causando nostalgia, mas também novas oportunidades. Esta crise, como o autor explica, não aconteceu somente na área do cinema, mas na literatura e artes plásticas também. Por exemplo, a literatura que era caracterizada pela arte do texto impresso, agora é pensada para diferentes suportes materiais. O cinema encontrou novos suportes e linguagens como forma de expressão, mas tanto o cinema, quanto literatura, estão lidando com o desafio de refinir suas práticas, poéticas e fronteiras.

Introduzir tecnologias digitais ao cinema facilitou os processos industriais e massivo, ampliou possibilidades estéticas e abriu caminho para os cineastas independentes. Os custos de um filme independente são menores do que eram antigamente, possibilitando a 'qualquer pessoa' produzir um filme. Felinto buscou três campos de abordagem desta reestruturação tecnológica e cultura do cinema: hibridações, interações e recuperações.

Hibridações e interações

Felinto fala sobre o movimento artístico Expanded Cinema, que teve inícios nos 1960, com a idéia de aproximar arte e vida e do entusiasmo das possibilidades com as novas mídias eletrônicas. Para os participantes do movimento, o cinema deveria ir além da visão e apelar para os diferentes órgãos dos sentidos, fazer uso de diferentes mídias e utilizar aparelhos que não fossem a película. Todavia, Felinto conta com base em Gene Youngblood, autor do livro Expanded cinema, que os participantes desta nova forma de se fazer cinema não estariam tão satisfeitos atualmente, pois a mesma tecnologia que revolucionaria e teria como premissa ultrapassar uma linguagem estereotipada por meio da experimentação, está criando produtos massivos.

A revolução digital nos cinemas traz à tona uma discussão que já existia na área cinematográfica de diferentes paradigmas, o realismo versus invenção, massivo versus erudito ou tradicional versus experimental.

Erick Felinto cita que a hibridação de formas, conteúdos e gêneros no cinema, em que a linha entre experimental e tradicional é difícil de distinguir, pode ser observada no filme Waking Life, dirigido e escrito pelo cineasta independente americano Richard Linklater, lançado em 2001. O filme que tem como tema central a lógica do sonho, tem uma narrativa fragmentária, que foge à tradicionalidade, foi gravado com câmeras digitais e atores reais, e teve as imagens transformadas em "figuras animadas, multicoloridas e mutáveis".



Para o autor, a hibridação de suportes e linguagens atendem à demanda de uma cultura sedenta por novas formas de experimentação sensorial e espectatorial. No Cinema 4D, por exemplo, o espectador interage com o filme, por meio de imagens tridimensionais, poltronas que se movem, emissão de odores, jatos de água e alto-falantes próprios.

Além de facilitar a produção de filmes, com as tecnologias digitais os realizadores independentes encontraram na Internet um ambiente de difusão e distribuição de suas obras, diminuindo a dependência das salas de cinema tradicionais e do grande mercado de vídeo. Neste mesmo cenário, as grandes produtoras utilizam a Internet para complementar a narrativa do filme e interagir com os consumidores.

A hibridação também pode ser observada nas adaptações de obras de outros produtos midiáticos para o cinema, como histórias de quadrinho, livros, jogos etc.

Recuperações

Felinto comenta que existe um paradoxo, ao mesmo tempo em que o cinema está passando por essa transformação digital, ele passa por uma recontextualização dos modelos e procedimentos das origens do cinema, "encontrar o mais antigo no que deveria ser o mais novo". Para o autor, com as tecnologias digitais os filmes não tratam somente da temática futurística, como supostemente deveriam abordar com mais frequência, mas aproveitam dos recursos e facilidades para remeter o telespectador de forma fiel, por meio de imagens, ao passado, e muitas vezes, recuperando um gênero quase esquecido, o épico.

No filme 'Gladiador' o Coliseu Romano foi reconstituído digitalmente

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