Pular para o conteúdo principal

Destaques

Limites

Limites: linhas que não devem ser ultrapassadas. Espaço onde a paz permanece. Ausência de conflitos desnecessários. Deixar claro que o que incomoda deve ser respeitado. Era na falta de limite que crescia o desrespeito. Era na falta de limite que tudo ficava estagnado. Era na falta de limite que elos podem ser quebrados, sem qualquer necessidade de adeus. Os dias passavam e quanto mais se dera conta da importância dos limites, mais entendia a decisão de quem escolhera não fazer mais parte da sua vida.  Era ao dizer adeus que abria espaço para o novo. Era ao deixar para trás tudo aquilo que pesava que aceitava que algumas coisas simplesmente não eram para ser. Era ao desapegar quando percebia que o que algo fazia sentido antes, agora era indiferente. Escrevia para lembrar. Escrevia para esquecer. Escrevia na esperança de que o aqui e agora deixassem o passado no passado, sem perder tempo pensando no futuro. Escrevia como quem sabia que ciclos encerrados faziam parte da vida. Escrevia...

Estudantes de jornalismo da UCDB visitam Correio do Estado

Na manhã desta quarta-feira (1) aconteceu em Campo Grande (MS) o primeiro dia do '72 horas de jornalismo', evento organizado pelo coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco, Oswaldo Ribeiro, em que estudantes de jornalismo da instituição visitaram onze veículos de comunicação (impresso, rádio, TV e online) da capital sul-matogrossense para observarem a rotina dos profissionais.

Eu e mais seis acadêmicos de jornalismo da UCDB visitamos o Correio do Estado, o maior meio de comunicação impresso de Mato Grosso do Sul, e acompanhamos com o Editor-Executivo do jornal, Ico Victório, como é realizada a reunião de pauta. O jornalista avalia a pauta de todas as editorias pela manhã e conta que é um desafio manter o nível de pauta do dia-a-dia. "Para fazer o jornal do dia, o jornalista de impresso e o leitor têm a sensação no outro dia de já ter lido a notícia", argumenta. Para Victório, o jornalista é um eterno insatifeito com as próprias idéias. "Quem gosta de fazer jornal passa 24 horas pensando no jornal", diz.

"Reunião de pauta" com Ico Victório, Editor-Executivo do Correio do Estado
Foto: Thailla Torres

Repórter especial do Correio do Estado, 58 anos, Montezuma Cruz conta que a reportagem é o melhor leque do jornalismo para sentir a realidade brasileira, por isto, a importância de se investir em reportagem. O jornalista falou sobre o crescimento das assessorias de imprensa e lamentou a dificuldade encontrada por repórteres ao realizarem reportagens, em que assessores de imprensa, geralmente desinformados sobre o assunto, não facilitam a comunicação. "Tive oportunidade de conhecer o lado do repórter e do assesor, e em todos eles você tem que agir com o coração", ensina.

De acordo com o jornalista, a transmissão de informação em tempo real traz o perigo dos profissionais cometerem erros. Falhas e acertos que podem construir ou destruir uma imagem. Para Cruz, buscar a informação e descrever a realidade são funções do jornalista. O jornalista ainda falou sobre um dos mitos do jornalismo, o da imparcialidade. "O repórter é humano. Não existe imparcialidade nem do jornalista, nem da empresa", argumenta.

Montezuma Cruz compartilhando experiências e histórias jornalísticas com os acadêmicos
Foto: Thailla Torres 

Montezuma Cruz contou as facilidades da comunicação proporcionadas pelos avanços tecnológicos e deixou a seguinte reflexão para os acadêmicos "O impresso resistirá? E as revistas?". E você, leitor, o que acha?

Mais lidas da semana