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Destaques

Sobrecarregar

Impor limites nem sempre era fácil, mas às vezes fundamental para preservar a própria saúde mental. Então, ia aos poucos se fechando, permitindo ficar mais tempo offline do que online. Negociar limites talvez fosse o melhor termo. De todo modo, nem sempre as pessoas iriam entender. Às vezes, o silêncio era a melhor resposta. Escrevia para se lembrar. Escrevia para que as coisas fizessem sentido. Escrevia. Ia se soltando aos poucos. O que havia começado com empolgação, havia se tornado uma frustração. Aos poucos tentava diminuir o acesso às redes sociais, na esperança de voltar a respirar em paz. Ia impondo limites, pois era mais fácil se recuperar antes de se sobrecarregar do que depois. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

Estudantes de jornalismo da UCDB visitam Correio do Estado

Na manhã desta quarta-feira (1) aconteceu em Campo Grande (MS) o primeiro dia do '72 horas de jornalismo', evento organizado pelo coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco, Oswaldo Ribeiro, em que estudantes de jornalismo da instituição visitaram onze veículos de comunicação (impresso, rádio, TV e online) da capital sul-matogrossense para observarem a rotina dos profissionais.

Eu e mais seis acadêmicos de jornalismo da UCDB visitamos o Correio do Estado, o maior meio de comunicação impresso de Mato Grosso do Sul, e acompanhamos com o Editor-Executivo do jornal, Ico Victório, como é realizada a reunião de pauta. O jornalista avalia a pauta de todas as editorias pela manhã e conta que é um desafio manter o nível de pauta do dia-a-dia. "Para fazer o jornal do dia, o jornalista de impresso e o leitor têm a sensação no outro dia de já ter lido a notícia", argumenta. Para Victório, o jornalista é um eterno insatifeito com as próprias idéias. "Quem gosta de fazer jornal passa 24 horas pensando no jornal", diz.

"Reunião de pauta" com Ico Victório, Editor-Executivo do Correio do Estado
Foto: Thailla Torres

Repórter especial do Correio do Estado, 58 anos, Montezuma Cruz conta que a reportagem é o melhor leque do jornalismo para sentir a realidade brasileira, por isto, a importância de se investir em reportagem. O jornalista falou sobre o crescimento das assessorias de imprensa e lamentou a dificuldade encontrada por repórteres ao realizarem reportagens, em que assessores de imprensa, geralmente desinformados sobre o assunto, não facilitam a comunicação. "Tive oportunidade de conhecer o lado do repórter e do assesor, e em todos eles você tem que agir com o coração", ensina.

De acordo com o jornalista, a transmissão de informação em tempo real traz o perigo dos profissionais cometerem erros. Falhas e acertos que podem construir ou destruir uma imagem. Para Cruz, buscar a informação e descrever a realidade são funções do jornalista. O jornalista ainda falou sobre um dos mitos do jornalismo, o da imparcialidade. "O repórter é humano. Não existe imparcialidade nem do jornalista, nem da empresa", argumenta.

Montezuma Cruz compartilhando experiências e histórias jornalísticas com os acadêmicos
Foto: Thailla Torres 

Montezuma Cruz contou as facilidades da comunicação proporcionadas pelos avanços tecnológicos e deixou a seguinte reflexão para os acadêmicos "O impresso resistirá? E as revistas?". E você, leitor, o que acha?

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