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Destaques

Autismo: Profissionais antiéticos envolvidos com tratamentos proibidos e perigosos

Quando lancei uma campanha contra tratamentos sem evidências científicas do autismo, tive pouquíssimo apoio. Isso me ajudou a ver quem é quem, quem coloca as cartas na mesa ou não, quem está/estava com medo.


Infelizmente, além de estarmos abertos às ameaças abertas ou veladas, também existe muito silenciamento; muitas famílias fazendo tratamentos que são proibidos e perigosos e profissionais antiéticos que deveriam ser processados e/ou deveriam perder a licença.

Em vários países, isso já deu processos e prisões, mas no Brasil, nada é como deveria ser. Alguém fica chocado de viver no mundo invertido?

Tem gente que adora brincar com fogo. Gente que difama autistas adultos e quase implora por um processo.

Preciso lembrar que essas coisas são crimes? Ah, não sabia? Agora já sabe.

Uma dica: A verdade demora, mas ela sempre vem. Não é que o Xadrez nos ensina algumas coisas?
Quanto à impunidade e a desinformação, pode ter certeza que vou continuar fazendo minha parte de passar informações de …

Ética do jornalismo na visão dos profissionais campo-grandenses

"Ética do Jornalismo na Visão do Profissional" é o trabalho de conclusão de curso publicado em 2006, pelo jornalista Rafael Augusto Oliveira Belo, na Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Por meio de questionários com perguntas objetivas e descritivas, o trabalho procura analisar o que é ética, um tema polêmico, utilizando autores, o Código de Ética Jornalística e a Constituição de 1988 como referenciais, relacionando ao ponto de vista dos jornalistas da capital sul-matogrossense.

O autor do artigo aponta que quando se trata da ética jornalística, na prática os interesses políticos e econômicos do veículo de comunicação em que o profissional trabalha estão acima das informações de interesse público. Para sobreviver, o jornalista acaba se preocupando com seus interesses individuais, como manter o trabalho e se esquece do papel dele com a sociedade.

"O medo de perder o emprego, a pressão do chefe e a linha editorial do veículo, forçam muitas vezes o jornalista a cometer delitos morais para manter o serviço. A sobrevivência é a palavra-chave em um mercado de estranhos, em um meio profissional onde a competição é muito maior que a cooperação e a coação externa se aplica para a utilização do meio para interesses privados", reflete Rafael Augusto Oliveira Belo. Para o autor, se existe coação externa, não existe jornalismo ético, já que a ética está relacionada à liberdade, e o jornalista precisa desta para exercer seu papel social.

De acordo com Belo, o jornalista está mais preocupado com a quantidade de fatos noticiados, do que com a qualidade, entendimento, contextualização e relevância das notícas para o cidadão. "Os jornalistas, então, escrevem para si mesmos, é uma competição", ressalta.

Resultados da pesquisa do jornalista Rafael Belo apontam que de 42 jornalistas, profissionais de diferentes meios de comunicação (impresso, rádio, TV e Internet) de Campo Grande (MS), 22 jornalistas não lembram do Código de Ética, e apenas uma pequena porcentagem consegue explicar porque é ético. Apesar da auto-censura e preocupação com a linha editorial e interesses políticos e econômicos dos veículos, é interessante observar que a maioria dos jornalistas responderam que acreditam na liberdade de expressão. "O jornalista na incerteza e confusão pela própria sobrevivência não segue a ética, não a conhece na função. Prefere ficar e deixar os cidadãos na ignorância", relata. Para Belo, a falta de conhecimento da própria profissão faz com que os jornalistas divulguem fatos superficiais, sem relações com a realidade e que não auxiliam a sociedade. O autor ainda ressalta que os jornalistas conhecem a ética, todavia além de não ser aplicada, essa é ignorada.

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