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Destaques

MEC Livros: Aplicativo volta a funcionar, após atualização

Após atualização, o aplicativo da MEC Livros voltou a funcionar. Fica dica de aplicativo para quem gosta de leitura gratuita. Com milhares de livros no acervo, é só questão de tempo até a MEC Livros se tornar a maior plataforma de leituras do Brasil. Afinal, quem é que não gosta de biblioteca? De ler livros grátis, de forma legal? O aplicativo tem tudo para ser um sucesso. Nos dias em que o aplicativo ficou fora do ar por aqui, continuei usando o Biblion. Creio que ambos aplicativos têm muito a aprender um com outro.  Por mais dias de MEC Livros. Por mais leitores brasileiros sendo transformados.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

Ética do jornalismo na visão dos profissionais campo-grandenses

"Ética do Jornalismo na Visão do Profissional" é o trabalho de conclusão de curso publicado em 2006, pelo jornalista Rafael Augusto Oliveira Belo, na Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Por meio de questionários com perguntas objetivas e descritivas, o trabalho procura analisar o que é ética, um tema polêmico, utilizando autores, o Código de Ética Jornalística e a Constituição de 1988 como referenciais, relacionando ao ponto de vista dos jornalistas da capital sul-matogrossense.

O autor do artigo aponta que quando se trata da ética jornalística, na prática os interesses políticos e econômicos do veículo de comunicação em que o profissional trabalha estão acima das informações de interesse público. Para sobreviver, o jornalista acaba se preocupando com seus interesses individuais, como manter o trabalho e se esquece do papel dele com a sociedade.

"O medo de perder o emprego, a pressão do chefe e a linha editorial do veículo, forçam muitas vezes o jornalista a cometer delitos morais para manter o serviço. A sobrevivência é a palavra-chave em um mercado de estranhos, em um meio profissional onde a competição é muito maior que a cooperação e a coação externa se aplica para a utilização do meio para interesses privados", reflete Rafael Augusto Oliveira Belo. Para o autor, se existe coação externa, não existe jornalismo ético, já que a ética está relacionada à liberdade, e o jornalista precisa desta para exercer seu papel social.

De acordo com Belo, o jornalista está mais preocupado com a quantidade de fatos noticiados, do que com a qualidade, entendimento, contextualização e relevância das notícas para o cidadão. "Os jornalistas, então, escrevem para si mesmos, é uma competição", ressalta.

Resultados da pesquisa do jornalista Rafael Belo apontam que de 42 jornalistas, profissionais de diferentes meios de comunicação (impresso, rádio, TV e Internet) de Campo Grande (MS), 22 jornalistas não lembram do Código de Ética, e apenas uma pequena porcentagem consegue explicar porque é ético. Apesar da auto-censura e preocupação com a linha editorial e interesses políticos e econômicos dos veículos, é interessante observar que a maioria dos jornalistas responderam que acreditam na liberdade de expressão. "O jornalista na incerteza e confusão pela própria sobrevivência não segue a ética, não a conhece na função. Prefere ficar e deixar os cidadãos na ignorância", relata. Para Belo, a falta de conhecimento da própria profissão faz com que os jornalistas divulguem fatos superficiais, sem relações com a realidade e que não auxiliam a sociedade. O autor ainda ressalta que os jornalistas conhecem a ética, todavia além de não ser aplicada, essa é ignorada.

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