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Destaques

Espectro Autista: Reflexão sobre conscientização do autismo

Vez ou outra eu recebo mensagens de pessoas pedindo ajuda sobre como trazer mais conscientização em lugares nos quais pouco se sabe sobre autismo. Nem toda cidade tem especialista em autismo, isso é um fato que todo mundo que já precisou de um, sabe como é. Minha dica é: compre/arrecade livros ATUALIZADOS sobre o assunto e/ou livros de ficção (com personagens autistas) e/ou livros escritos por autistas. Recomendo firmemente a literatura, já que a leitura trabalha a empatia e fica mais fácil dos neurotípicos entenderem como é estar 'na nossa pele', mesmo que por alguns minutos.


Não vai dar livro desatualizado, que é um desserviço. Já tem muita desinformação no Brasil. Eu poderia fazer uma lista sobre todos absurdos que leio, mas não vou.

Enfim, não dá para fugir da leitura. Infelizmente, muitos conteúdos brasileiros estão defasados, outros logo vão estar por causa das alterações do CID11 do Espectro Autista [só entra em vigor em 2022]. Tem muita coisa boa produzida pela comunid…

Ética do jornalismo na visão dos profissionais campo-grandenses

"Ética do Jornalismo na Visão do Profissional" é o trabalho de conclusão de curso publicado em 2006, pelo jornalista Rafael Augusto Oliveira Belo, na Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Por meio de questionários com perguntas objetivas e descritivas, o trabalho procura analisar o que é ética, um tema polêmico, utilizando autores, o Código de Ética Jornalística e a Constituição de 1988 como referenciais, relacionando ao ponto de vista dos jornalistas da capital sul-matogrossense.

O autor do artigo aponta que quando se trata da ética jornalística, na prática os interesses políticos e econômicos do veículo de comunicação em que o profissional trabalha estão acima das informações de interesse público. Para sobreviver, o jornalista acaba se preocupando com seus interesses individuais, como manter o trabalho e se esquece do papel dele com a sociedade.

"O medo de perder o emprego, a pressão do chefe e a linha editorial do veículo, forçam muitas vezes o jornalista a cometer delitos morais para manter o serviço. A sobrevivência é a palavra-chave em um mercado de estranhos, em um meio profissional onde a competição é muito maior que a cooperação e a coação externa se aplica para a utilização do meio para interesses privados", reflete Rafael Augusto Oliveira Belo. Para o autor, se existe coação externa, não existe jornalismo ético, já que a ética está relacionada à liberdade, e o jornalista precisa desta para exercer seu papel social.

De acordo com Belo, o jornalista está mais preocupado com a quantidade de fatos noticiados, do que com a qualidade, entendimento, contextualização e relevância das notícas para o cidadão. "Os jornalistas, então, escrevem para si mesmos, é uma competição", ressalta.

Resultados da pesquisa do jornalista Rafael Belo apontam que de 42 jornalistas, profissionais de diferentes meios de comunicação (impresso, rádio, TV e Internet) de Campo Grande (MS), 22 jornalistas não lembram do Código de Ética, e apenas uma pequena porcentagem consegue explicar porque é ético. Apesar da auto-censura e preocupação com a linha editorial e interesses políticos e econômicos dos veículos, é interessante observar que a maioria dos jornalistas responderam que acreditam na liberdade de expressão. "O jornalista na incerteza e confusão pela própria sobrevivência não segue a ética, não a conhece na função. Prefere ficar e deixar os cidadãos na ignorância", relata. Para Belo, a falta de conhecimento da própria profissão faz com que os jornalistas divulguem fatos superficiais, sem relações com a realidade e que não auxiliam a sociedade. O autor ainda ressalta que os jornalistas conhecem a ética, todavia além de não ser aplicada, essa é ignorada.

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