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Destaques

Encha Seu Kindle: Escrita Maldita – Ben Oliveira

Hoje é dia do evento Encha Seu Kindle . Escrita Maldita está entre os inúmeros livros digitais participantes. Espero que aproveitem para baixar e ler. Sinopse: Após se tornar um best-seller com seu romance de terror de estreia, Daniel Luckman está prestes a realizar um sonho: escrever um livro com Laurence Loud, um dos melhores escritores de horror dos últimos tempos. Quando o colega põe os pés em sua casa, coisas estranhas começam acontecer. A linha entre a ficção e a realidade, a loucura e a sanidade, os pesadelos e as alucinações se dissolvem. Uma história de mistérios, passados sombrios e amor. Quando dois escritores de terror se juntam para escrever uma história, tudo pode acontecer. O processo de criação pode ser intenso, as emoções podem ficar confusas. Você estaria disposto a sacrificar tudo pelos seus sonhos? Leia Escrita Maldita, disponível na Amazon. “Sangue novo na literatura de suspense, nos oferece a estória claustrofóbica de um escritor enredado numa teia de sucesso e m...

Faces da Verdade

Até que ponto você, jornalista, iria para proteger uma fonte? No filme Faces da Verdade ("Nothing But The Truth"), lançado em 2008, uma jornalista consegue informações confidenciais e decide publicar o seu furo jornalístico. Ansiosa e acreditando que a matéria será uma bomba tanto quanto foi o caso Watergate, em que descobriu-se as falcatruas do ex-presidente norte-americano Richard Nixon, que acabou renunciando, a jornalista Rachel Armstrong decide cumprir seu papel como jornalista.


Com o aviso inicial: "Embora inspirado em fatos reais, este filme é uma ficção e não representa nenhuma pessoa ou fato real", o filme conta a história sobre a coragem de Rachel (interpretada por Kate Beckinsale), casada com o escritor Ray Armstrong (David Schwimmer) e mãe de um garotinho chamado Timmy Armstrong. A jovem jornalista trabalhava há 5 anos em um jornal chamado Sunday Times e conseguiu informações para uma matéria tão boa que poderia fazer ganhá-la o Prêmio Pulitzer.

O diálogo a seguir entre a jornalista e o filho dela sobre um caso de bullying, enquanto esta se voluntariava para ajudar a cuidar das crianças do colégio em um passeio de ônibus, relatam o futuro incerto de Rachel após a publicação da matéria. "Não se deve dedurar", diz o filho. "Mas também não se deve suportar mandões", responde a mãe do garoto.

Armstrong descobre que a agente da CIA, Erica Van Doren viajou para Caracas e relatou que uma tentativa de assassinato de um presidente norte-americano não era relacionado ao governo venezuelano. Todavia, a agente teve o seu relatório ignorado e aconteceu uma ofensiva norte-americana desnecessária em seguida. Para confirmar as informações de sua fonte, a jornalista decide conversar com a agente, que não facilita a situação e argumenta sobre as informações serem falsas e critica a imprensa.

Interrogada pelo FBI e contestada sobre o direito de divulgar informações, mas com a necessidade de delatar quem foi a fonte ou a jornalista iria para a cadeia, já que a informação é tida como confidencial, Armstrong decide manter-se firme em sua decisão de não identificar. Com o direito de proteção à identidade da fonte, a integridade e ética da protagonista são colocadas em xeque.

No filme é possível observar a relação entre a imprensa e o governo e suas fortes influências. Uma frase do advogado de Armstrong chamou a minha atenção: "A imprensa deixou de ser um cavalo branco para se tornar um dragão", pedindo a ela que revele a fonte, pois a perda de credibilidade e o poder do governo fariam com que ela continuasse presa.

Após ser presa, a vida pessoal da jornalista é afetada, com a traição do marido e a distância cada vez maior entre ela e o filho, porém esta continua com os seus princípios. "Qualquer jornalista devia estar preparado para ir preso para proteger sua fonte", argumenta Rachel durante uma entrevista realizada com ela na cadeia.

O advogado da jornalista comentou algo interessante durante um dos julgamentos sobre a possibilidade dos jornalistas que delatam as fontes secretas perderem a confiança destas na revelação de mais informações. Após ficar um ano na cadeia, a jornalista que se negou a dizer quem era a fonte foi condenada a mais 2 anos de prisão, e mesmo sob pressão do governo manteu-se íntegra.

* Recomendo o filme, que foi recomendado para mim pelo estudante de jornalismo Guto Akasaki.

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