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Destaques

Escrita Maldita e contos de Ben Oliveira: Fim da promoção gratuita

Fim de promoção gratuita de Escrita Maldita e contos lá na Amazon. Obrigado aos que baixaram e indicaram para outros leitores.  Quando decidi colocar o livro e os contos na promoção, foi pensando justamente no Halloween e também em garantir que mais pessoas pudessem ler minhas histórias de forma gratuita. Somente de Escrita Maldita foram mais de 170 downloads. 21 downloads de Lágrimas de Medusa. 24 de O Assassino da Floresta. 12 de O Último dos Príncipes. 103 de Para Sempre Uma Estrela. 89 de Pesadelos no Hotel. Somando todos downloads, foram cerca de 435 downloads. Não é a primeira, tampouco será a última vez que disponibilizo minhas histórias gratuitas na Amazon. Para ficar por dentro, me acompanhe nas redes sociais e aqui pelo blog. – Instagram   – Twitter – Bluesky   – Threads   *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:...

Faces da Verdade

Até que ponto você, jornalista, iria para proteger uma fonte? No filme Faces da Verdade ("Nothing But The Truth"), lançado em 2008, uma jornalista consegue informações confidenciais e decide publicar o seu furo jornalístico. Ansiosa e acreditando que a matéria será uma bomba tanto quanto foi o caso Watergate, em que descobriu-se as falcatruas do ex-presidente norte-americano Richard Nixon, que acabou renunciando, a jornalista Rachel Armstrong decide cumprir seu papel como jornalista.


Com o aviso inicial: "Embora inspirado em fatos reais, este filme é uma ficção e não representa nenhuma pessoa ou fato real", o filme conta a história sobre a coragem de Rachel (interpretada por Kate Beckinsale), casada com o escritor Ray Armstrong (David Schwimmer) e mãe de um garotinho chamado Timmy Armstrong. A jovem jornalista trabalhava há 5 anos em um jornal chamado Sunday Times e conseguiu informações para uma matéria tão boa que poderia fazer ganhá-la o Prêmio Pulitzer.

O diálogo a seguir entre a jornalista e o filho dela sobre um caso de bullying, enquanto esta se voluntariava para ajudar a cuidar das crianças do colégio em um passeio de ônibus, relatam o futuro incerto de Rachel após a publicação da matéria. "Não se deve dedurar", diz o filho. "Mas também não se deve suportar mandões", responde a mãe do garoto.

Armstrong descobre que a agente da CIA, Erica Van Doren viajou para Caracas e relatou que uma tentativa de assassinato de um presidente norte-americano não era relacionado ao governo venezuelano. Todavia, a agente teve o seu relatório ignorado e aconteceu uma ofensiva norte-americana desnecessária em seguida. Para confirmar as informações de sua fonte, a jornalista decide conversar com a agente, que não facilita a situação e argumenta sobre as informações serem falsas e critica a imprensa.

Interrogada pelo FBI e contestada sobre o direito de divulgar informações, mas com a necessidade de delatar quem foi a fonte ou a jornalista iria para a cadeia, já que a informação é tida como confidencial, Armstrong decide manter-se firme em sua decisão de não identificar. Com o direito de proteção à identidade da fonte, a integridade e ética da protagonista são colocadas em xeque.

No filme é possível observar a relação entre a imprensa e o governo e suas fortes influências. Uma frase do advogado de Armstrong chamou a minha atenção: "A imprensa deixou de ser um cavalo branco para se tornar um dragão", pedindo a ela que revele a fonte, pois a perda de credibilidade e o poder do governo fariam com que ela continuasse presa.

Após ser presa, a vida pessoal da jornalista é afetada, com a traição do marido e a distância cada vez maior entre ela e o filho, porém esta continua com os seus princípios. "Qualquer jornalista devia estar preparado para ir preso para proteger sua fonte", argumenta Rachel durante uma entrevista realizada com ela na cadeia.

O advogado da jornalista comentou algo interessante durante um dos julgamentos sobre a possibilidade dos jornalistas que delatam as fontes secretas perderem a confiança destas na revelação de mais informações. Após ficar um ano na cadeia, a jornalista que se negou a dizer quem era a fonte foi condenada a mais 2 anos de prisão, e mesmo sob pressão do governo manteu-se íntegra.

* Recomendo o filme, que foi recomendado para mim pelo estudante de jornalismo Guto Akasaki.

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