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Destaques

1 ano e dois meses sem fumar cigarro

Muita gente deve se perguntar porque eu comemoro a cada mês sem fumar cigarro. A verdade é que isso ajuda a manter com os objetivos firmes e dá validação para o que está fazendo. No primeiro ano e dois meses sem fumar cigarro, passei por dias de estresse que por si só, lembravam de quando o cigarro era usado como uma muleta para lidar com os problemas e a ansiedade. A verdade é que muitos dos materiais informativos sobre parar de fumar cigarro estão certos, muitas vezes, a fissura não some completamente, mas há um limite de tempo. É possível dizer não, mesmo quando uma pequena parte de si queria dizer sim. É desafiador não fumar cigarro, mas repito: é algo difícil, mas não impossível. Depois que você abre mão do cigarro, pensa em coisas positivas, como o dinheiro que vai economizar e até mesmo os benefícios da saúde. É uma luta parar de fumar cigarro, mas continuo na torcida por melhores tratamentos. Então, a cada vez que você passa pela conveniência que costumava comprar cigarro. Com ...

Faces da Verdade

Até que ponto você, jornalista, iria para proteger uma fonte? No filme Faces da Verdade ("Nothing But The Truth"), lançado em 2008, uma jornalista consegue informações confidenciais e decide publicar o seu furo jornalístico. Ansiosa e acreditando que a matéria será uma bomba tanto quanto foi o caso Watergate, em que descobriu-se as falcatruas do ex-presidente norte-americano Richard Nixon, que acabou renunciando, a jornalista Rachel Armstrong decide cumprir seu papel como jornalista.


Com o aviso inicial: "Embora inspirado em fatos reais, este filme é uma ficção e não representa nenhuma pessoa ou fato real", o filme conta a história sobre a coragem de Rachel (interpretada por Kate Beckinsale), casada com o escritor Ray Armstrong (David Schwimmer) e mãe de um garotinho chamado Timmy Armstrong. A jovem jornalista trabalhava há 5 anos em um jornal chamado Sunday Times e conseguiu informações para uma matéria tão boa que poderia fazer ganhá-la o Prêmio Pulitzer.

O diálogo a seguir entre a jornalista e o filho dela sobre um caso de bullying, enquanto esta se voluntariava para ajudar a cuidar das crianças do colégio em um passeio de ônibus, relatam o futuro incerto de Rachel após a publicação da matéria. "Não se deve dedurar", diz o filho. "Mas também não se deve suportar mandões", responde a mãe do garoto.

Armstrong descobre que a agente da CIA, Erica Van Doren viajou para Caracas e relatou que uma tentativa de assassinato de um presidente norte-americano não era relacionado ao governo venezuelano. Todavia, a agente teve o seu relatório ignorado e aconteceu uma ofensiva norte-americana desnecessária em seguida. Para confirmar as informações de sua fonte, a jornalista decide conversar com a agente, que não facilita a situação e argumenta sobre as informações serem falsas e critica a imprensa.

Interrogada pelo FBI e contestada sobre o direito de divulgar informações, mas com a necessidade de delatar quem foi a fonte ou a jornalista iria para a cadeia, já que a informação é tida como confidencial, Armstrong decide manter-se firme em sua decisão de não identificar. Com o direito de proteção à identidade da fonte, a integridade e ética da protagonista são colocadas em xeque.

No filme é possível observar a relação entre a imprensa e o governo e suas fortes influências. Uma frase do advogado de Armstrong chamou a minha atenção: "A imprensa deixou de ser um cavalo branco para se tornar um dragão", pedindo a ela que revele a fonte, pois a perda de credibilidade e o poder do governo fariam com que ela continuasse presa.

Após ser presa, a vida pessoal da jornalista é afetada, com a traição do marido e a distância cada vez maior entre ela e o filho, porém esta continua com os seus princípios. "Qualquer jornalista devia estar preparado para ir preso para proteger sua fonte", argumenta Rachel durante uma entrevista realizada com ela na cadeia.

O advogado da jornalista comentou algo interessante durante um dos julgamentos sobre a possibilidade dos jornalistas que delatam as fontes secretas perderem a confiança destas na revelação de mais informações. Após ficar um ano na cadeia, a jornalista que se negou a dizer quem era a fonte foi condenada a mais 2 anos de prisão, e mesmo sob pressão do governo manteu-se íntegra.

* Recomendo o filme, que foi recomendado para mim pelo estudante de jornalismo Guto Akasaki.

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