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Destaques

Imprevisível

Era antes de dormir que vinha a vontade de escrever. Tudo parecia estar dominado pelo sol, mas a qualquer momento tudo pode mudar em Campo Grande (MS). Tudo o que posso fazer é torcer para que não haja outros prejuízos e pessoas machucadas pela tempestade. Tudo indica que venha vento, mas por enquanto nada é 100% certo. Era na ventania que percebia o humor mudar. E se lembrava da importância da calma. Uma crise precisava ter mais do que alguns ventos para ser chamada assim. Ia deitar consciente de que não queria chuva, mas que poderia acontecer. Que o sol estava ajudando na regulação do humor, mas que era mais difícil quando tudo era imprevisível. Escrevia para se despedir do sol. Para lembrar que embora houvesse risco, não necessariamente significava que iria acontecer. E de todo modo, com os alertas feitos pelos jornais de Campo Grande (MS), que as pessoas saberiam o que fazer. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicad...

Qualidade da Mídia


Dr. Angel Bravo palestrando sobre
Qualidade da Mídia na UCDB
Foto: Guto Akasaki
Com o tema "Qualidade da Mídia", aconteceu nesta terça-feira, 23 de agosto, às 8h, no auditório da Biblioteca Padre Félix Zavattaro da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS), a palestra do Dr. Angel Bravo, da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB).

Segundo o palestrante, a discussão sobre a qualidade da mídia nos meios de comunicação é um tema muito controverso e misturado de preconceito. A idéia inicial é observar a mídia como um produto e associar esta à produção industrial. Bravo compara a produção midiática (alimento para a mente) ao produto alimentar e cita algumas características que deveriam ser levadas em considerações, como: produtos que devem ser consumidos somente em determinadas condições (só para adultos); produtos que se consumidos em excesso podem ser tóxico; produtos enganosos que não cumprem o que se propõem.

Angel Bravo comentou, por exemplo, sobre as crianças que assistem programas violentos e acabam reproduzindo este comportamento no seu dia-a-dia, bem como os produtos que deveriam ser educativos, mas não cumprem com o seu propósito.

A falta de fiscalização da mídia, para Bravo, se deve a alguns questionamentos contra o controle de qualidade dos produtos da indústria da comunicação: intervenção de liberdade de expressão; só responde a critérios comerciais; a qualidade como um conceito completamente abstrato e irreal; critérios subjetivos e pessoais; critérios elitistas e minoritários; não contempla aspectos de eficácia e competitividade.

Ainda de acordo com o palestrante existem condições para sustentar a evolução da qualidade comunicativa: desenvolvido por equipes politicamente independentes; partir de critérios éticos; base estritamente empírica; desenvolver instrumentos de medição objetiva; poder incorporar qualquer tipo de consumidor; incluir informações úteis para o desenvolvimento e a competitividade industrial.

Quando se trata de controle de qualidade de produtos comunicativos, o Dr. Angel Bravo recomenda avaliar de acordo com os valores, a eficácia comunicativa e a estabilidade. Uma ferramenta de controle social dos produtos midiáticos possibilita uma melhora dos conteúdos oferecidos. "O controle no ciberjornalismo é muito menor do que nas mídias tradicionais", complementa.

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