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Destaques

Resenha: Amêndoas – Won-pyung Sohn

O que dizer sobre o livro Amêndoas , de Won-pyung Sohn ? Fazia tempo que queria ler este livro coreano. Após todo esse tempo, finalmente ficou disponível na BibliOn. Talvez por ter criado muitas expectativas em cima do livro, acabei me decepcionando um pouco, achando o personagem um pouco estereotipado. Posso imaginar como deve ser a vida de quem tem Alexitimia, mas creio que a maneira que foi abordada no livro não é a melhor. O personagem chega a ser visto como um monstro pela própria família, não necessariamente de uma maneira negativa e por grande parte das pessoas como um robô. A maneira peculiar que foi contada a história revela um personagem que sofre sem saber que está sofrendo. Mas não só a tristeza, é incapaz de sentir qualquer emoção.  Creio que o momento de mais emoção do livro é, literalmente, no clímax. Há vários momentos felizes e tristes pelos quais o personagem passa, que embora ele não consiga identificar, é difícil o leitor não se emocionar por ele.  Amêndoas...

Qualidade da Mídia


Dr. Angel Bravo palestrando sobre
Qualidade da Mídia na UCDB
Foto: Guto Akasaki
Com o tema "Qualidade da Mídia", aconteceu nesta terça-feira, 23 de agosto, às 8h, no auditório da Biblioteca Padre Félix Zavattaro da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS), a palestra do Dr. Angel Bravo, da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB).

Segundo o palestrante, a discussão sobre a qualidade da mídia nos meios de comunicação é um tema muito controverso e misturado de preconceito. A idéia inicial é observar a mídia como um produto e associar esta à produção industrial. Bravo compara a produção midiática (alimento para a mente) ao produto alimentar e cita algumas características que deveriam ser levadas em considerações, como: produtos que devem ser consumidos somente em determinadas condições (só para adultos); produtos que se consumidos em excesso podem ser tóxico; produtos enganosos que não cumprem o que se propõem.

Angel Bravo comentou, por exemplo, sobre as crianças que assistem programas violentos e acabam reproduzindo este comportamento no seu dia-a-dia, bem como os produtos que deveriam ser educativos, mas não cumprem com o seu propósito.

A falta de fiscalização da mídia, para Bravo, se deve a alguns questionamentos contra o controle de qualidade dos produtos da indústria da comunicação: intervenção de liberdade de expressão; só responde a critérios comerciais; a qualidade como um conceito completamente abstrato e irreal; critérios subjetivos e pessoais; critérios elitistas e minoritários; não contempla aspectos de eficácia e competitividade.

Ainda de acordo com o palestrante existem condições para sustentar a evolução da qualidade comunicativa: desenvolvido por equipes politicamente independentes; partir de critérios éticos; base estritamente empírica; desenvolver instrumentos de medição objetiva; poder incorporar qualquer tipo de consumidor; incluir informações úteis para o desenvolvimento e a competitividade industrial.

Quando se trata de controle de qualidade de produtos comunicativos, o Dr. Angel Bravo recomenda avaliar de acordo com os valores, a eficácia comunicativa e a estabilidade. Uma ferramenta de controle social dos produtos midiáticos possibilita uma melhora dos conteúdos oferecidos. "O controle no ciberjornalismo é muito menor do que nas mídias tradicionais", complementa.

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