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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Roleta Russa no Trânsito de Campo Grande (MS)

Dirigindo pelo trânsito de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, fica evidente o por quê do enorme número de acidentes de trânsito na capital sul-matogrossense. Motoristas que desrespeitam a sinalização, apressados, embriagados, desatentos, são alguns dos tipos de motoristas que você observa pela cidade.

Com um dos trânsitos mais violentos do Brasil, os moradores da cidade chegaram a um nível onde é preciso se questionar o quanto vale a pena colocar suas vidas em risco. Com tantos acidentes provocando mortes ou injúrias, estranho seria se as pessoas não tivessem medo. Dizem que as fobias são medos irracionais e exagerados, mas será que essa definição pode ser aplicada quando se trata do nosso trânsito?

Viver em medo não é saudável, porém como viver em um lugar onde você pode ser a próxima vítima. Existem pessoas que estão optando pelo transporte público, e não é pela preocupação com o meio ambiente ou com a falta de condições financeiras, mas pela autopreservação. Aliás, diga-se de passagem que o perigo é tão grande, que nem mesmo a população que utiliza-se dos transportes alternativos está se safando.

Procurando a palavra ‘acidente’ no dicionário pode-se observar que o termo está relacionado àquilo o que é casual, fortuito e uma desgraça. Todavia, será que a maioria dos acidentes não poderiam ser evitados se os motoristas tomassem melhores atitudes quando estão dirigindo? Será mesmo que as fiscalizações de documentos e irregularidades nos carros são a solução para este problema? Parece-me que o principal causador é o ser humano. Dotado da capacidade de discernir o que é certo e errado, o que nos diferencia dos outros animais, questiono-me o que é tão importante a ponto dos indivíduos deixarem a razão de lado para prejudicarem a vida de outras pessoas e suas próprias vidas.

Quando cometemos erros, procuramos sempre responsabilizar qualquer um, menos nós mesmos. As pessoas que usam como desculpa a pressa, para não se atrasar para algum evento ou responsabilidade, poderiam organizar melhor suas rotinas. É tudo uma questão de planejamento. Os motoristas, muitas vezes, esquecem-se que no horário em que eles estão correndo por conta de seus compromissos, geralmente, em cima da hora, as pessoas que utilizam o transporte público precisam acordar de uma a duas horas mais cedo para conseguirem chegar aos seus destinos. Ter uma chave em mãos garante o poder de tirar a vida dos outros ou machucá-los por conta do nosso egoísmo?

Muitos questionamentos e poucas respostas. Não existem fórmulas para melhorar o trânsito, pois este é habitado por seres humanos, com suas próprias vontades e desejos. Dirigir, mais do que uma questão de moral, em que as leis imperam e podem punir os motoristas que desrespeitarem as leis de trânsito, trata-se de uma questão ética. A ética no trânsito é fundamental. Colocar-se no lugar dos outros, refletir e pensar com mais seriedade as atitudes tomadas podem fazer muita diferença.

O trânsito não precisa ser uma roleta-russa, em que você não sabe quem vai ser a próxima vítima, mas tem a certeza de que alguém não vai sair ileso. Que atire a primeira chave quem nunca se envolveu ou ficou sabendo de algum acidente de trânsito, em que o motorista que dirigia corretamente teve sua saúde prejudicada ou morreu por conta da imprudência alheia.

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