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Destaques

Revenge: Meus trechos favoritos da série

Alguns dos meus trechos favoritos da série Revenge (2011-2015), criada pelo roteirista e produtor Mike Kelley. O programa de TV foi ganhador de 6 prêmios e teve 28 indicações. Emily Thorne é, sem dúvidas, uma personagem fascinante, assim como os outros personagens da série com suas várias camadas.

Revenge: Meus trechos favoritos da série:
“Sempre questione onde estão suas lealdades. As pessoas em que você confia vão esperar por ela, seus maiores inimigos irão desejá-la, e aqueles que você mais valoriza, irão, sem falta, abusar dela”. – Emily Thorne, Revenge
“Como Hamlet disse a Ofélia, "Deus lhe deu uma face, e você se fez outra." A batalha entre estas duas metades de identidade... Quem somos e quem fingimos ser, é invencível. "Assim como existem dois lados para cada história, há dois lados para cada pessoa. Uma que revelamos ao mundo e outra que mantemos escondida por dentro. Uma dualidade governada pelo equilíbrio de luz e escuridão, dentro de cada um de nós, é a capaci…

Engolindo sangue, vomitando palavras


Mordeu a língua naquela manhã. Desejou engoli-la para pensar duas vezes antes de dizer as palavras que sentia. O rapaz engoliu sangue misturado com ressentimento, um gosto agridoce que invadia o seu interior. Regurgitou sentimentos, mergulhou em um rio de mágoas e se afogava em tamanha decepção.

As memórias insistiam em aparecer, mesmo quando ele tentava calá-las. Não havia nada o que pudesse fazer se não aceitar e entender que alguns acontecimentos não podem ser esquecidos e entendidos, principalmente quando sua memória fotográfica era um ótimo instrumento de tortura.

Filmes passavam na cabeça dele retomando memórias que o faziam lembrar que esta não era a primeira vez que se machucava e um pressentimento dizia que não seria a última. Toda vez que ele achava que nunca mais se entregaria novamente, o sentimento era mais forte e ele acabava cedendo. Era preciso acreditar para conseguir levantar, mas sabia em quais momentos deveria permanecer deitado. De todas as vezes em que ele tinha sangrado, nessa os cortes deixados foram os mais profundos e deixariam marcas. Cicatrizes o lembravam que nem sempre poderia seguir o seu coração, mesmo sendo uma de suas verdades: “Seguir o coração mesmo quando te leve para outros caminhos”. Bastava ser honesto consigo mesmo.

Lidar diariamente com as palavras fazia com que ele desse maior atenção e respeitasse os seus significados. Aprendera a não confundir termos, definições e sentimentos, mas sabia que nem todos tinham esse dicionário em casa. As palavras giravam em sua cabeça, frases que um dia foram ditas e não faziam o mínimo sentido. Entre contradições, acertos e erros, o rapaz vomitava palavras para expurgar a dor que o estava sufocando.

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