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Destaques

12 Graphic Novels que você precisa ler

Começou como uma forma de experimentação na leitura. Apesar de gostar de tirinhas, nunca tinha me aventurado pelo universo das graphic novels, como aconteceu há alguns anos – pelo menos, não de forma que me interessasse.

Percebo que cada vez mais pessoas estão se interessando pelos diferentes formatos de narrativas. Acho válida toda forma de contação de histórias e acredito que elas podem criar experiências complementares. Há espaço para todos gostos.


Com doze indicações de leitura, dá para ler um livro por mês ou ler todos em um só mês, dependendo do ritmo de leitura e da fome por histórias de cada um. Entre temáticas mais sociais e outras mais fantasiosas, as graphic novels podem ser uma porta de entrada para outros livros, como podem ocupar um espaço central no coração de quem é aficionado por histórias ilustradas.

Histórias que podem ir muito além de um passa-tempo, como se acreditava antigamente, mas também proporcionar reflexões sobre a vida, juntando o melhor dos dois mundos: d…

Engolindo sangue, vomitando palavras


Mordeu a língua naquela manhã. Desejou engoli-la para pensar duas vezes antes de dizer as palavras que sentia. O rapaz engoliu sangue misturado com ressentimento, um gosto agridoce que invadia o seu interior. Regurgitou sentimentos, mergulhou em um rio de mágoas e se afogava em tamanha decepção.

As memórias insistiam em aparecer, mesmo quando ele tentava calá-las. Não havia nada o que pudesse fazer se não aceitar e entender que alguns acontecimentos não podem ser esquecidos e entendidos, principalmente quando sua memória fotográfica era um ótimo instrumento de tortura.

Filmes passavam na cabeça dele retomando memórias que o faziam lembrar que esta não era a primeira vez que se machucava e um pressentimento dizia que não seria a última. Toda vez que ele achava que nunca mais se entregaria novamente, o sentimento era mais forte e ele acabava cedendo. Era preciso acreditar para conseguir levantar, mas sabia em quais momentos deveria permanecer deitado. De todas as vezes em que ele tinha sangrado, nessa os cortes deixados foram os mais profundos e deixariam marcas. Cicatrizes o lembravam que nem sempre poderia seguir o seu coração, mesmo sendo uma de suas verdades: “Seguir o coração mesmo quando te leve para outros caminhos”. Bastava ser honesto consigo mesmo.

Lidar diariamente com as palavras fazia com que ele desse maior atenção e respeitasse os seus significados. Aprendera a não confundir termos, definições e sentimentos, mas sabia que nem todos tinham esse dicionário em casa. As palavras giravam em sua cabeça, frases que um dia foram ditas e não faziam o mínimo sentido. Entre contradições, acertos e erros, o rapaz vomitava palavras para expurgar a dor que o estava sufocando.

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