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Destaques

Bem-vindo, outubro

 Outubro enfim chegou. Tem sido bom conferir como a previsão do tempo tem errado e não tem chovido. É um alívio poder voltar a tomar minha dose diária de sol. A verdade era que os dias de sol ajudavam a manter o humor estável. Desta vez, sentia-se levemente acelerado, mas com esperança de que tudo fosse voltar ao normal.  Escrevia como uma forma de ajudar a regular o humor. Escrevia para organizar os pensamentos. Escrevia para extravasar as emoções. Escrevia. Nos últimos tempos tinha pensado em como conseguira abrir mão do cigarro, mas também em como tinha dias em que sentia falta. Mas não, não ia voltar atrás.  Ia seguindo outubro, torcendo para que a previsão do tempo continuasse errando e pudesse desfrutar da dose de sol. De repente, percebia que estava cada vez mais distante de quem tinha sido há um ano. De repente, ser diferente não era algo tão ruim assim.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ubli...

Reflexões de um solteiro no Dia dos Namorados


Mais um Dia dos Namorados chegou e você novamente solteiro. Não sabe dizer quantas vezes passou esta data com alguém e também já não se importa mais, pois acredita ser um dia como qualquer outro.

Se em alguma época da minha vida pensei que tinha cometido algum erro por estar solteiro, este tempo passou. Cometer erros faz parte da nossa jornada e cabe a cada um evitar repetí-los ou não, e eu preferi optar pelo aprendizado.

Em alguns momentos lembro-me de não ter deixado algumas pessoas entrarem na minha vida e outras irem embora, às vezes por medos infantis, outras por idealizações. Chega uma hora em que é preciso acordar e perceber que pessoas idealizadas não existem. É interessante observar que assim que você consegue se livrar das suas limitações e deixar as sabotagens de lado, pessoas com estes bloqueios e alguns piores ainda aparecem na sua vida, e não importa o quanto você tente ajudá-las ou espera que elas possam mudar, suas expectativas são criadas em vão.

Estar sozinho te dá tempo para pensar e aos poucos memórias de pessoas que passaram na sua vida começam a aparecer.  Manter um relacionamento nos dias de hoje não é nada fácil, aliás, a própria palavra já é assustadora, provocando o medo em alguns e nos outros um desejo irracional e irrefreável de consumir. O equilíbro já não existe mais e os relacionamentos se comportam como prisões, nas quais o outro sente uma necessidade de estar conectado 24 horas do dia e tem ciúmes até da própria sombra ou como máquinas frias, na qual a indiferença e egoísmo são exaltadas e os sentimentos são vistos como fraquezas. Sem mencionar as pessoas que trazem bagagens tão pesadas do passado, que mais se parecem com âncoras e não conseguem enxergar como isso as impedem de viver o presente.

Então, eu fecho os olhos e imagens de cada um dos caras que eu me envolvi passam na minha cabeça. Foram nestes momentos de erros em que também achei minha fortaleza e percebi que aguento muito mais do que imaginava e diferente de muitas pessoas que passam por experiências ruins e ficam com medo de se envolverem novamente, utilizo minhas experiências como uma forma de lidar melhor com as pessoas e seus diferentes costumes e manias.

É bom estar solteiro e também estar feliz, pois saber que não faço parte das pessoas que estão com alguém, mas muitas vezes por diferentes razões, menos por amor. Relacionamentos frívolos não me interessam, tampouco amores de plástico. Namoros de aparência baseados em mentiras e traições conseguem enganar muito bem os outros, mas são vazios em sua essência.

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