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Destaques

Subdiagnóstico de autismo, números e incoerências

O brasileiro é muito individualista. Ao mesmo tempo que vejo pessoas reclamando que os números do Censo vão dar abaixo por causa dos subdiagnósticos de autismo, já vi muita gente acusando pessoas com laudo fingirem que eram autistas.


Como explicar a volatilidade? Nem tento entender o que se passa na mente do brasileiro.

Os discursos são sempre contraditórios. Por causa de polarização, todo mundo sai perdendo.

Já vi até gente dizendo que o laudo é só um papel. Se é só um papel, a pessoa, então, não precisa de um diagnóstico? Logo, por que ser contabilizada? Sejam mais coerentes nos discursos.

Incoerências dos brasileiros sobre subdiagnósticos:

– Já vi gente acusando autista de fingir, mesmo a pessoa tendo laudo;

– Já vi gente se posicionando contra diagnóstico precoce, achando que seria ruim, desconhecendo a questão da plasticidade cerebral;

– Já vi gente dizendo que autismo nem deveria ter CID;

– Já vi gente dizendo que o outro não é autista, só porque sabe argumentar e é diferente do …

Sarau dos Amigos reúne cultura regional em Campo Grande


Texto: Ben Oliveira (escrito para o blog I Love MS)

Na última quinta-feira, 30 de agosto de 2012, aconteceu em Campo Grande (MS) a 56ª edição do Sarau dos Amigos, evento que reúne música, dança, arte, teatro, literatura e cultura regional. Realizado na região sul da cidade, próximo à nova rodoviária, o evento acontece toda última quinta-feira do mês e a entrada é 1 kg de alimento.

Eduardo Romero, um dos idealizadores do Sarau
dos Amigos. Foto: Hygor Benevides.
"O Sarau dos Amigos é um encontro mensal, que acontecem em toda última quinta-feira do mês, que reune pessoas da área do teatro, música, poesia, não só aqueles que fazem a arte, mas os que gostam de apreciar a arte", explica um dos organizadores, o jornalista Eduardo Romero, de 32 anos. Ainda de acordo com o jornalista, o sarau é democrático, pois permite os artistas expor suas obras, interagir com o público e conhecer o que está sendo produzido na cidade, acomapnhar ao vivo um artista pintando, teatro e outras manifestações de música e dança.

Para os artistas interessados em participar, Eduardo Romero explica que não há restrições e é de acordo com o interesse do profissional. "Qualquer artista que quiser participar do Sarau se inscreve antes para uma programação oficial, para se ter um controle do número de apresentações e também tem o espaço de palhinha, gente que chega na hora e a gente encaixa na programação", argumenta.

"O Sarau está indo para quase cinco anos de existência. É um evento feito por amigos, um ajuda emprestando o som, outro cede a casa, o outro empresta as cadeiras, outro faz os contatos que vem expor. O que a gente sonha é que cada bairro de Campo Grande possa ter um evento como esse, acontecendo, mobilizando, mostrando que Campo Grande tem identidade, manifestações e produção. Enquanto nós tivermos amigos se mobilizando, a ideia é que o Sarau continue", declara Eduardo Romero.

Terapeuta naturalista, 47 anos, Vilma Pereira Romero sediou o evento em sua casa. A mulher já participou de todas as edições do Sarau dos Amigos e acredita que já faz parte da vida dela. "Eu gosto do que acontece neste encontro de amigos, cada um faz aquilo que gosta e apresenta aquilo que gosta. Hoje mesmo convidei pessoas que estão aqui para ver o que é o Sarau. Isto deixa a gente muito feliz", comenta Vilma.
Vilma cedeu a casa para que o sarau pudesse ser realizado.
Foto: Hygor Benevides.

Para Vilma Romero, a importância do sarau está na troca de conhecimentos e cultura, um evento onde é possível conhecer pessoas e artistas, além de englobar outras questões como o meio ambiente. Em relação às pessoas que reclamam da falta de eventos culturais na cidade e não aproveitam os que tem, a terapeuta acredita que não é por falta de divulgação.  "Hoje a mídia está aí e se as pessoas procurarem vão ver que tem eventos. São pessoas acomodadas que ficam esperando. Está faltando as pessoas saírem do comodismo", acredita.
Ana Paula Romualdo participa sempre do Sarau
e acredita ser importante por conta da cultura.
Foto: Hygor Benevides.

Presente em quase todas as edições, para Ana Paula Romualdo, de 26 anos, no sarau é possível conhecer cultura e um universo diferente daquele presente no cotidiano. "Você conhece uma cultura, que muitas vezes, nós desconhecemos no dia-a-dia. Uma coisa é você ver e ouvir na televisão, outra é você estar participando como um todo e interagir com os artistas e outras pessoas", justifica Ana Paula.

Ainda de acordo com Ana Paula, o sarau melhora a cada edição e sempre traz diferentes atrações. Através do sarau, ela acredita que conseguiu interpretar melhor obras de arte e teve a possibilidade de interagir com artistas que despertam sua curiosidade. "Eu acho muito boa a iniciativa do sarau como um todo", conclui.

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