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Destaques

Agendas descartadas

Agendas descartadas são algo novo para mim. Eu costumava guardar, ler e reler, tentar entender meus padrões de comportamento, mas chegou o dia em que decidi colocar um fim nelas, exausto de relembrar histórias de pessoas que vc não existiam mais. Foi arrancando página atrás de página, não sem antes ler, como uma tola tentativa de guardar na memória. A verdade era que quando mudávamos, o que antes fazia sentido, de repente perde o sentido. Fui deixando para trás dias que não queria relembrar. Fui me distanciando dos dias entediantes. Fui aceitando que já havia vivido tempo demais no passado e precisava encarar o momento presente. À primeira vista, sentia uma sensação de que iria me arrepender. Mas aprendi ao abrir mão das velhas agendas que mesmo se tivesse algum padrão de comportamento, as coisas poderiam ser bem diferentes. Talvez abrir mão das velhas agendas seja parte da aceitação radical. Talvez seja saudável parar de procurar respostas no passado e se focar no presente. A verdade ...

Sobre Relacionamentos e Identidades


Noite passada tirei a prova viva de que os relacionamentos realmente mudam as pessoas. Seja para melhor ou para pior, quando nos envolvemos com alguém acabamos perdendo um pouco da nossa identidade individual e isto influencia também aqueles que estão ao nosso redor.

Quando o "eu" se transforma em "nós" e de repente nos vemos em situações e lugares inesperados, é impossível não sentir um pouco de falta de quem nós costumávamos ser. Não é nenhuma novidade que para um relacionamento dar certo alguém precisa ceder, ou melhor, os dois.

A história não é nova e eu particularmente tive a oportunidade de acompanhar ao vivo algumas vezes durante minha vida, e até mesmo representá-la. "Garota se apaixona por garoto e acaba mudando a sua vida por causa dele".

É inevitável receber um olhar de desconfiança e até mesmo de estranhamento das pessoas ao nosso redor quando passamos por esta metamorfose. As percepções, o modo de se vestir, os lugares frequentados, a companhia, a rotina, tudo muda. Toda mudança traz medo e talvez não seja tão irracional como pensamos e tenha algum fundamento. Talvez um dos principais medos que as pessoas deveriam ter é o de se olhar no espelho e não se reconhecer mais, soltando aquela frase: “Quem é você? Eu estou com saudade do antigo eu!”.

Mudamos, oras sem querer, oras propositalmente, para agradar e tornar possível a convivência a dois. Ao entrar em um relacionamento, sacrificamos e deixamos de lado o nosso mundinho para entrar em outro universo. Se a relação é simbiótica, ou seja, na qual se consegue o melhor dos dois mundos, não há por que se preocupar com tais mudanças. Todavia, quando só um dos lados cede, você se vê preso em um mundo que não é seu, no qual você é um mero convidado sem voz própria. A atração do outro se torna tão intensa, que tal como um planeta você se vê fora de órbita conduzido à sua auto-destruição. Este é o problema de quando dois mundos se colidem.

Ela era uma garota inteligente até se apaixonar...

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