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Destaques

11 Meses Sem Fumar Cigarro

Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...

Sobre Relacionamentos e Identidades


Noite passada tirei a prova viva de que os relacionamentos realmente mudam as pessoas. Seja para melhor ou para pior, quando nos envolvemos com alguém acabamos perdendo um pouco da nossa identidade individual e isto influencia também aqueles que estão ao nosso redor.

Quando o "eu" se transforma em "nós" e de repente nos vemos em situações e lugares inesperados, é impossível não sentir um pouco de falta de quem nós costumávamos ser. Não é nenhuma novidade que para um relacionamento dar certo alguém precisa ceder, ou melhor, os dois.

A história não é nova e eu particularmente tive a oportunidade de acompanhar ao vivo algumas vezes durante minha vida, e até mesmo representá-la. "Garota se apaixona por garoto e acaba mudando a sua vida por causa dele".

É inevitável receber um olhar de desconfiança e até mesmo de estranhamento das pessoas ao nosso redor quando passamos por esta metamorfose. As percepções, o modo de se vestir, os lugares frequentados, a companhia, a rotina, tudo muda. Toda mudança traz medo e talvez não seja tão irracional como pensamos e tenha algum fundamento. Talvez um dos principais medos que as pessoas deveriam ter é o de se olhar no espelho e não se reconhecer mais, soltando aquela frase: “Quem é você? Eu estou com saudade do antigo eu!”.

Mudamos, oras sem querer, oras propositalmente, para agradar e tornar possível a convivência a dois. Ao entrar em um relacionamento, sacrificamos e deixamos de lado o nosso mundinho para entrar em outro universo. Se a relação é simbiótica, ou seja, na qual se consegue o melhor dos dois mundos, não há por que se preocupar com tais mudanças. Todavia, quando só um dos lados cede, você se vê preso em um mundo que não é seu, no qual você é um mero convidado sem voz própria. A atração do outro se torna tão intensa, que tal como um planeta você se vê fora de órbita conduzido à sua auto-destruição. Este é o problema de quando dois mundos se colidem.

Ela era uma garota inteligente até se apaixonar...

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