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Resenha: Os Criadores de Coincidências – Yoav Blum

E se nada fosse mero acaso e operários invisíveis atuassem para gerar mudanças nas vidas das pessoas? Assim é a premissa do livro Os Criadores de Coincidências, do autor Yoav Blum, publicado no Brasil, em 2017, pela Editora Planeta, com tradução de Fal Azevedo.


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O romance narra o trabalho de três criadores de coincidências: Emily, Eric e Guy. Intercalando um pouco das vivências profissionais de cada um deles e das missões que tiveram que cumprir, relacionando com alguns dos seus dilemas pessoais.

“É estranho, pensou ela, como somos capazes de transformar uma coisa específica em algo que passa a guiar toda a nossa vida, e como nos convencemos de que, se não tivermos essa coisa, nada mais vai fazer sentido. E é ainda mais estranho como nos acostumamos rápido ao exato oposto” – Yoav Blum, Os Criadores de Coincidências
Longe de ser uma narrativa linear, o leitor é jogado para várias histórias que se amarram pel…

Street Dance é destaque no Dança Campo Grande


Texto: Ben Oliveira (escrito para o blog I Love MS)

Imagine uma noite emocionante com diversas apresentações de Street Dance - Dança de Rua, assim foi o terceiro dia do 16º Dança Campo Grande, 2ª Mostra Competitiva "Corpos em Movimento", evento realizado ontem no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande (MS). O festival começou na segunda-feira, 20 de agosto, e será encerrado amanhã com a noite de premiação e apresentações.

Grupo Funk-se fez a apresentação de abertura da terceira noite
do 16º Dança Campo Grande. Foto: Hygor Benevides.

Dançarinos estilosos da cabeça aos pés e cheios de atitude marcaram as apresentações dos mais de dez grupos e companhias de Dança de Rua de Campo Grande que participaram ontem, e arrancaram gritos, aplausos, arrepios e emocionaram quem estava assistindo a mostra competitiva de dança.
Competidores da Mostra "Corpos em Movimento".
Foto: Hygor Benevides.

A abertura da noite foi feita pelo Funk-se, grupo de street dance e hip-hop de Campo Grande que apresentou a coreografia Mosaico Urbano. Criado em 1996, o Funk-se divulga a cultura urbana e suas vertentes através da dança e desde o início busca democratizar o acesso às manifestações artístiscas do grupo. O grupo já se apresentou em diversos festivais, mostras e projetos de cultura e dança em mais de 30 cidades do Mato Grosso do Sul e em outras cidades, como Santos (SP), Curitiba e Ponta Grossa (PR), Goiânia (GO), Poços de Caldas (MG), Cuiabá, Cáceres e Tangara da Serra (MT).

Dançarino há três anos, Raul Delvizio começou fazendo aulas de dança urbana (Street Dance) no Estúdio Funk-se, local em que continua até hoje, além de participar também do Grupo Street Pop, há sete meses. "É sempre uma loucura. É figurino que tem que escolher, arrumar e trocar; pessoas nos camarins, ensaiando, descansando ou curtindo a confusão; coreógrafo, diretor, funcionários dando bronca. Enfim, vale a pena participar, principalmente quando você está no palco e recebe os calorosos aplausos da platéia", comenta o dançarino que participou pela segunda vez do Dança Campo Grande.
Dançarinos exibem talento, estilo e atitude.
Foto: Hygor Benevides.

"Dança de rua é ritmo, movimento e cultura, tudo voltado para o gueto, a rua, a expressão urbana. Quando estou ouvindo hip-hop, house music ou até mesmo um funk brasileiro, não consigo ficar parado. Meu pé, minha cabeça e minhas mãos não conseguem ficar parados. Para mim, aí já está presente a dança de rua", declara Raul Delvizio. Para o dançarino, é importante que aconteçam eventos de dança como o Dança Campo Grande, pois os grupos e companhias de dança se esforçam e cultivam a cultura de Dança de Rua cada vez mais e acaba se tornando uma tradição para os dançarinos e para o público.

Quando Raul foi questionado sobre qual é a sensação de emocionar as pessoas através da dança, ele explica que só é possível entender vivenciando. "Quando terminamos uma apresentação, a música tem seu fim e a iluminação apaga, significa que o dever foi cumprido. Todos os ensaios valeram a pena. Receber os aplausos e gritos fortes e calorosos é todo o mérito", justifica.

Há quatro anos dançando e participante do Cia Dança Queer e do Grupo Kam Dance, Antonio Junior Cordeiros contou que é sempre bacana participar do Dança Campo Grande. "É muito mais que uma competição, é uma forma de mostrar a sua arte para os outros profissionais da dança em Campo Grande", acredita Antonio que também acha importante eventos deste nível para valorizar os projetos culturais do ramo da dança. Ainda de acordo com o dançarino, os grupos de dança da capital sul-mato-grossense estão evoluindo e já é possível perceber vários grupos competindo com qualidade, o que antes não se via tanto.

"A dança de rua quer levar a dança que começou nas ruas como forma de protesto das minorias. A dança de rua mostra que apesar de não possuirem muita estrutura e equipamentos, se pode fazer uma arte de qualidade", explica Antonio Junior Cordeiros. Para o dançarino, emocionar as pessoas através da dança é uma forma de trazer o que você tem de melhor, o seu dom e transformá-lo em arte.

Segundo informações da Fundação Municipal de Cultura (FUNDAC), durante os quatro dias do festival devem estar presentes um total de 650 bailarinos de 37 grupos e companhias de dança.

Participaram do evento os seguintes grupos e companhias de dança locais: Grupo Funk-se, Cia Dançurbana, Estúdio Funk-se, Grupo Angelus, Grupo Conexão Urbana, Grupo Expressão de Rua, Grupo Street Pop, Grupo Stylo de Rua, Grupo Trio 3D, Estúdio Marcio de Oliveira, Movimento de Rua, Casa de Arte Dançurbana, Estúdio de Dança Beatriz de Almeida e Grupo Choode Crew.

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