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Destaques

Nostalgia da nostalgia

Dias de nostalgia da nostalgia, em que parecia sentir falta de algo ou alguém. Dias em que sabia que era delicioso se perder na sensação de que o passado proporcionava, mas que sabia a importância de voltar a atenção para o presente. Então, os dias continuavam seguindo, mesmo quando uma parte nossa insistia na nostalgia. Nostalgia boa era coisa temporária, mais do que isso poderia se tornar tóxica. A verdade era que escrevia para dar sentido às coisas. A verdade era que tinha uma relação dupla com a nostalgia; em alguns instantes, adorava, em outros, achava que era o pior que poderia acontecer. Escrevia, então, na esperança de continuar mantendo a nostalgia sob controle, aceitando que o passado não voltaria e estava tudo bem ressignificar as coisas. Ao dar um novo sentido, a nostalgia também se transformava. E, então, quem sabe poderia se manter em um nível mais saudável e menos tóxico. Se apegar à nostalgia, mas sentir os pés firmes no presente.  *Ben Oliveira é escritor, formado ...

Reportagem e Cotidiano


No artigo "A relação entre o jornalismo e o cotidiano", escrito por Leandro Junges na época em que estudava o curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria e publicado pelo Capes no livro "Sociedade, Mídia e Cultura" em 1996, o autor aborda a perda de espaço e identidade da reportagem no jornalismo impresso.

Segundo o artigo, um dos motivos do meio impresso ter perdido a sua identidade se deve ao meio eletrônico e o consequente reducionismo e aspecto mecanicista, faltando um contexto para explicar a complexa realidade.

Algumas características apontadas pelo autor Leandro Junges como marcas de boa parte da imprensa ajudam a entender o que acontece atualmente no cotidiano do jornalismo impresso, como a atualidade, seu caráter efêmero e falta de contextualização da história; a periodicidade, rotina e falta de tempo para a criatividade; a variedade e fragmentação; a interpretação.

Leandro Junges afirma no artigo a importância do relato do cotidiano para o entendimento das transformações sociais. Ainda de acordo com o autor, uma das formas se se relatar por meio do jornalismo se dá através da reportagem interpretativa. Mesmo com a perda de identidade, o gênero contribui com uma leitura complexa da realidade social. "A reportagem é o gênero capaz de observar os pequenos movimentos sociais e, através da contextualização, revelar, apresentar aquela realidade humana que representa o anômimo, o silencioso, o oculto, e ao mesmo tempo, o criador", descreve Leandro Junges no artigo.

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