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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Resenha - A Objetividade Jornalística – Luiz Amaral

Texto: Ben Oliveira.

"A objetividade jornalística", título do livro escrito por Luiz Amaral, publicado em 1996 pela Sagra D.C. Luzzatto, integrante da coleção Comunicação Viva, surgiu por meio de um convite da Associação Riograndense de Imprensa, no qual o jornalista foi convidado para falar sobre um dos mitos da imprensa moderna, o da objetividade, e também analisa a subjetividade.

Luiz Amaral é autor de outros clássicos do jornalismo, como "Jornalismo: Matéria de Primeira Página" e "Técnica de Jornal e Periódico". Com mais de 45 anos de experiência, o jornalista já participou de importantes veículos de comunicação do Brasil e em Berna, na Suíça, além de ter pesquisado diversos autores e entrevistado autoridades do assunto.

Segundo Luiz Amaral, a objetividade é uma das recomendações principais dadas ao jornalista e defendida pela imprensa americana e de outras regiões do mundo, como a brasileira.
Na obra, o autor comenta sobre as características inerentes ao ser humano, crenças, desejos e realidades e questiona até que ponto é possível descrever as coisas como elas são, ou seja, ser objetivo. Amaral aponta diferentes definições encontradas em dicionários e dadas por filósofos sobre a objetividade e seus contrastes com a subjetividade.

De acordo com Luiz Amaral, a objetividade , imparcialidade e equilíbrio começaram a ser adotados a partir de meados do século XIX, e da mesma maneira que o assunto foi polêmico para os filósofos, também traz discussões até hoje para os jornalistas. Se antigamente os jornais eram pautados pelas críticas político-partidárias, atualmente há um interesse do público pelos acontecimentos da comunidade, resultantes de diferentes fatores, como o desenvolvimento tecnológico, alfabetização e outros. "... em sua tarefa diária, o jornalista precisaria deixar em casa suas normas, princípios, referências políticas e ideológicas, procurar excluí-los do pensamento e se concentrar na narração dos fatos" (AMARAL, 1996, p. 26).

Para Luiz Amaral, alguns acontecimentos contribuíram para a adoção da objetividade: Advento das Agências de Notícias (mantinham grau de imparcialidade, tentando contemplar todos os lados da questão); Desenvolvimento Industrial (rentabilidade de publicações de baixo preço para consumo em massa, menos parciais, mais fácil comercializaçao); As duas guerras mundiais (manipulação dos fatos, notícia tendenciosa e jornalismo interpretativo); Advento da publicidade e das relações públicas.

A busca pela verdade também é comentada por Luiz Amaral. Ele se utiliza de diferentes opiniões de autores, como o professor Hilton Japiassu que acredita que a verdade é um mito e sobrea insegurança. O jornalista acaba se anulando ao buscar a imparcialidade e enfrenta outros caminhos que atrapalham o alcance da verdade, como os preconceitos (o jornalista vai fazer a matéria já sabendo a conclusão do caso), interesses materiais (lucro e poder dos proprietários da empresa), pressa, dificuldade de espaço e tempo e omissão.

Manipulação é um dos temas abordados no livro pelo autor que dá como exemplo as guerras, invasões e ações militares, seja por instrução do governo ou da própria mídia que silencia em proveito próprio. Seja dando voz para as fontes oficiais ou atendendo aos interesses das grandes empresas, a mídia produz notícias "comprometidas, tendenciosas ou sensacionalistas". Não é a objetividade que as empresas pregam para os jornalistas, mas a neutralidade, na qual o profissional acaba aceitando tudo o que é dito sem criticar.

"Mostre-me um homem que pensa que é objetivo e eu lhe mostro um homem que está enganando ele próprio" - Henry Luce, fundador da revista Time.

O penúltimo capítulo do livro aborda a objetividade na imprensa brasileira, esta que passou pela fase em que o jornalismo era confundindo com literatura, transição de pequena para grande empresa, mudança das relações do jornal com o anunciante, política e leitores, adoção do lead e conceitos de objetividade norte-americanos.

Diferentes teses e opiniões de especialistas encerram o último capítulo do livro comentando sobre a diversidade e complexidade da sociedade contemporânea, as transformações da tecnologia e mudanças de valores.

Referência bibliográfica

AMARAL, Luiz. A Objetividade Jornalística. Porto Alegre, DC Luzzatto, 1996.

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