quinta-feira, 25 de outubro de 2012

As Pontes de Madison - Adaptação teatral em Campo Grande


Ontem fui ao Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande (MS), assistir a peça "As Pontes de Madison", uma adaptação do livro homônimo escrito por Robert James Waller, "The Bridges of Madison County", cuja história também já foi adaptada para o cinema.

Flávio Galvão e Mayara Magri participam de adaptação teatral
de As Pontes de Madison. Foto: João Caldas / Divulgação.
Na adaptação teatral, os atores Flávio Galvão (Robert Kincaid) e Mayara Magri (Francesca) interpretaram os protagonistas da história, enquanto Jerusa Franco e Paulo de Almeida interpretaram os filhos de Francesca.

Diferente do filme no qual os atores não tem contato direto com os telespectadores, durante o espetáculo foi possível observar as pessoas rindo, se emocionando e de certa forma, interagindo com a história. Por se tratar de amor, família e moralidade, não há quem não se identifique com os personagens da peça em diferentes trechos da história.

A história começa após a morte de Francesca, uma mulher que dedicou a sua vida para o marido e os filhos, e acabou se esquecendo dos seus sonhos, vontades e paixões. Os filhos encontram um testamento, uma carta e uma chave deixada pela mãe. O desejo da mulher de ser cremada desperta o interesse e a curiosidade dos filhos sobre a decisão da mãe, o que acaba sendo explicado quando eles encontram dentro de uma caixa alguns diários escritos por ela.

Nas páginas do diário Francesca conta a história de como conheceu Robert Kincaid, um homem pelo qual se apaixonou loucamente e amou durante quatro dias, tempo suficiente para que os dois mantivessem seus sentimentos até o fim de seus dias, mesmo não tendo permanecidos juntos.

Fotógrafo da revista National Geographic, Kincaid visita a cidade de Madison para fotografar as pontes. Sem saber as direções para uma das pontes que faltava registrar, o profissional pede ajuda para Francesca que acaba acompanhando ele até o local. A família de Francesca está viajando na época em que Kincaid aparece, o que a deixa livre para despertar novas sensações e desejos.

A curiosidade de Francesca pelo fascinante trabalho de Kincaid e a admiração do fotógrafo que vive viajando pela dona de casa que desistiu dos seus próprios sonhos para ter uma família é o ponto de partida do relacionamento breve e ardente. A frase dita por Francesca demonstra o misto de alegria e sofrimento que muitas mulheres carregam ao longo da vida quando se casam: "Quando uma mulher escolhe casar, ter uma criança; de uma maneira sua vida começa, mas de outra forma ela para. Você constrói uma vida de detalhes. Você se torna uma mãe, uma esposa e você para e permanece estável para que os seus filhos possam crescer. E quando eles vão embora, eles levam sua vida de detalhes com eles. E então você deve se mover novamente, mas você não se lembra, porque ninguém te pediu há muito tempo. Nem você mesmo".

Com a partida de Kincaid e o retorno de sua família, Francesca é colocada na posição de ter que escolher fugir com o fotógrafo ou permanecer em casa. A mulher nunca imaginou antes que viveria um amor desta maneira e decide ficar, pois não é capaz de esquecer sua vida antiga para começar uma nova. Mesmo o fotógrafo dizendo que esse relacionamento era um daqueles que todos costumam procurar, mas nem todos encontravam e no qual era possível ter certeza sobre os seus sentimentos, a mulher optou por manter suas memórias vivas e continuar com sua "vida de detalhes".

Depois de anos sentindo a ausência do fotógrafo, quando o marido finalmente morre, Francesca junta coragem para procurá-lo, só que não encontra. Algum tempo depois a mulher recebe uma carta do advogado do Kincaid com seus equipamentos e uma carta escrita para ela, na qual ele confidencia nunca ter amado ou ficado com outra pessoa após ela, pois não tinha vontade. As cinzas de Kincaid são espalhadas na ponte em que os dois se encontraram pela primeira vez e alguns anos após sua morte, Francesca pede na carta para que os filhos a cremem e espalhem as cinzas no mesmo lugar.

Tal como Francesca que com certeza voltaria no tempo se pudesse e escolheria estar com o amor de sua vida, ao invés de abandoná-lo, a sensação que se tem ao final do espetáculo é o de valorizar a pessoa com quem estamos por saber que cada pessoa é única e insubstituível.

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