10 Meses Sem Fumar Cigarro e tudo o que eu conseguia pensar em como ainda havia uma tentação que eu ignorava, um desejo aleatório de fumar cigarro, mas que logo passava. Ilusão seria acreditar que o desejo de fumar sumiria completamente, mas era verdade que a cada mês ficava um pouco mais fácil. Seja em momentos de ansiedade ou estresse, era difícil não lembrar daquele que estava presente sempre. Mas não se arrependia de ter parado de fumar cigarro. Foi uma das melhores decisões que havia tomado em sua vida. Tudo havia começado quando estava em crise emocional e assim foi se tornando algo automático. Algo que eu poderia jurar que pararia quando quisesse, havia se tornado algo permanente. As primeiras horas podem ser incômodas. Os primeiros dias parecem que nunca vão passar. E assim vêm as primeiras semanas e os meses. Dez meses... Faltavam dois meses para completar um ano sem fumar cigarro. No início achou que não iria contar os dias, ia só deixar pra lá, mas a verdade era que cada dia...
Na manhã do dia 14 de novembro de 2012, eu, Ben-Hur Oliveira e Maria Izabel Costa, acadêmicos do 8º semestre de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco apresentamos em Campo Grande (MS), no auditório da biblioteca da instituição, o nosso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), o videodocumentário "Mais Escoteiros, Melhores Cidadãos".
O trabalho foi aprovado pela banca composta pelos Professores e Mestres, Oswaldo Ribeiro e Inara Silva, e pelo convidado da cidade de Três Lagoas (MS) e escotista Eduardo Freitas Murta. O documentário já está disponível no Youtube para os interessados em assisti-lo.
"Mais Escoteiros, Melhores Cidadãos" é um videodocumentário de aproximadamente 14 minutos que mostra o escotismo como um pilar na educação, formação e desenvolvimento do caráter das crianças e jovens. O trabalho aborda a relação do escotismo com a cidadania e a importância da educação informal.
Entre os pontos trabalhados dentro do escotismo e que são levados para a sociedade estão o companheirismo, família, pátria, religião, educação, moral e cidadania.
"O escotismo contribui para a formação de caráter e cidadania dos jovens?", esta pergunta norteou o desenvolvimento do videodocumentário. Para descobrir mais sobre o assunto, nós entrevistamos a psicóloga Ludmila de Moura que explica durante o vídeo a importância da educação informal e de como o movimento escoteiro pode contribuir para complementar a educação proporcionada pelo colégio e família.
Dia de gravação no Hospital São Julião, em Campo Grande (MS).
Foto: Acervo.
Integrantes do movimento escoteiro também compartilham suas experiências no videodocumentário. O escotista Giovanni Pellizzer é um deles. O jovem comentou como o movimentou influenciou seus costumes, a questão do trabalho em equipe, progresso individual e a escolha do seu curso de graduação.
Nós escolhemos fazer um documentário, pois a partir deste formato audiovisual é possível aprofundar mais o assunto que não tem tanto destaque no jornalismo diário, por conta de sua distribuição e possibilidade de mais pessoas assistirem, apresentar o tema para a mídia, por ser um assunto pouco conhecido e pouco estudado e despertar o interesse de pessoas leigas em relação ao assunto.
Filmado em formato Full HD, o documentário tem um prazo de vida maior. Um dos motivos que levaram a escolher este formato foi a TV Digital, a qualidade e a possibilidade de atingir o público-alvo através da exibição gratuita.
Giovani Neves (cinegrafista), Ben Oliveira, Maria Izabel Costa, Giovanni Pellizzer e Marcelo Barreto (cinegrafista). Foto: Acervo.
Três músicas da banda de escoteiros Rataplan foram escolhidas para a trilha sonora, pois o grupo transforma músicas tradicionais do movimento escoteiro em Pop Rock e se encaixam com o tema e público.
Durante as gravações das entrevistas foram utilizadas mais de uma câmera para evitar problemas técnicos e perda de imagens e criar um maior dinamismo durante a fala dos personagens. A edição e utilização de imagens de apoio tinham o propósito de ilustrar as falas e evitar que o videodocumentário ficasse maçante.