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Destaques

Autismo e Neurodiversidade: Diferentes necessidades, intervenções e apoios

Tem uma expressão que diz "Não existem dois aspies iguais"/"Não existem dois autistas iguais", mas na hora de produzir conteúdo, muita gente se esquece disso.


Existe uma neurodiversidade bem complexa. 
Desde que comecei a produzir conteúdo sobre autismo, eu tenho repetido isso, mas muita gente simplesmente não entende e insiste em buscar comparações com personagens e pessoas reais. O filho do Fulano não vai parecer o do Beltrano, independente de ambos estarem no espectro autista.

Eu, Ben Oliveira, não vou ser igual a minha amiga aspie que converso diariamente: mesmo adorando ela e tendo muitas questões parecidas, somos completamente diferentes em vários sentidos.
O fato de eu ter autonomia não significa que outro autista poderá ter.

O que me incomoda, talvez não incomode outro autista e vice-versa.

O que eu tenho facilidade, outra pessoa terá dificuldade e vice-versa.

Nossos hiperfocos, ilhas de conhecimentos, inteligências, grau de autoconhecimento e autopercepção,…

Entrevista com o sociólogo Renato Ortiz


Samira Feldman Marzochi entrevistou o sociólogo e antropólogo Renato Ortiz para a Comunidade Virtual de Antropologia. Entre os assuntos levantados na entrevista estão o começo da carreira em ciências sociais, mestres de referência, cultura, modernidade e mundialização.

Renato Ortiz. Foto: Jornal da Unicamp.
O sociólogo comentou durante a entrevista que o conceito de cultura de massas pode estar com os dias contados, pois o mesmo indicava a idéia de homogeneização. "Certamente existe hegemonia cultural, relações de poder, mas sabemos que hegemonia não é sinônimo de homogeneização. O mundo é assimétrico, desigual, injusto, mas heterogêneo", argumenta.

Renato Ortiz também explica porque utilizou o conceito de "mundialização" ao invés de "globalização". Segundo o sociólogo, a globalização indicava ideia de unicidade, porém para ele existe uma diversidade, distinção no seu interior.  "Para mim não existe, nem existirá uma cultura global, mas sim um processo de mundialização da cultura, que na sua amplitude planetária e na sua diversidade, articula-se ao movimento de globalização da técnica e da economia", acredita.

Confira a entrevista na íntegra: http://www.antropologia.com.br/entr/entr10.htm

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