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Murder By The Coast: Documentário espanhol da Netflix sobre casos de jovens assassinadas traz dilemas éticos

Murder By The Coast (Homicídio na Costa do Sol/El caso Wanninkhof - Carabantes) é um ótimo documentário de crimes para quem deseja entender os impactos do julgamento antecipado pela imprensa sobre casos mal investigados, influenciando a opinião pública, quando só existem indícios, mas nenhuma prova. Lançado pela Netflix em 2021, o filme espanhol foi dirigido por Tània Balló e roteirizado por Gonzalo Berger . Em mais de 20 anos, muita coisa mudou no mundo. Mas há outras que ainda servem como ótimo exemplo de erros e acertos, especialmente no que diz respeito aos casos criminais, opiniões públicas, preconceitos e faltas de evidências. O documentário traz o caso da adolescente Rocío Wanninkhof que foi assassinada em 1999 e na ansiedade para encontrar um culpado, diante da falta de informações concretas, tudo toma um rumo que se fossem contar, poderiam jurar que se trata de um enredo de ficção. Os depoimentos de profissionais envolvidos ou que estudaram o caso só enriquecem o documentári

Jornalismo Cultural é tema de palestra na UCDB

Repórter de O Estado, Laís Camargo abordou
o jornalismo cultural em palestra.
Foto: Hygor Benevides.
*Texto: Ben Oliveira

No dia 7 de novembro de 2012, às 8h, a jornalista Laís Camargo ministrou uma palestra sobre Jornalismo Cultural durante o PropUP – Eleve suas ideias, evento realizado pelo curso de Publicidade e Propaganda da UCDB e pela Agência Experimental Mais Comunicação, no auditório da biblioteca da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS).

Repórter do jornal impresso O Estado, Laís Camargo compartilhou suas experiências, deu dicas e comentou sobre as reportagens que mais deram trabalho para produzir. Formada na instituição de ensino superior, a jornalista explicou a importância dos jornalistas, principalmente da área cultural, e outros profissionais da área de comunicação conhecerem os projetos culturais do Estado, como Fundo de Investimentos Culturais do Estado (FIC) e Fundo Municipal de Investimento Cultural (FMIC).

“Quando um artista pega um projeto patrocinado, ele não precisa investir o dinheiro dele, mas tem que dar vários respaldos para a sociedade, como shows gratuitos e eventos de lançamento", explica Laís Camargo. A palestrante ensina que ao serem selecionados para um edital e receberem recursos do governo, os artistas precisam divulgar o que estão fazendo e divulgar os patrocinadores. Segundo Laís Camargo, muitos artistas sobrevivem de editais e outros não recebem apoio das Fundações municipais, como o Sarau do Zé Geral que conta com recursos próprios e para a profissional é necessário que a imprensa também incentive a cultura.

Segundo a repórter, o jornalismo cultural acontece diariamente e os assessores de imprensa dos artistas devem se organizar e montar um plano para divulgação do trabalho. “Redação tem horário e jornalista não tem tempo para ficar ouvindo”, Laís Camargo lembra que os jornalistas ficam na correria do dia-a-dia nas redações, portanto é preciso que o assessor saiba quais horários e datas são mais adequados para fazer contato e enviar releases. A palestrante também argumentou sobre a necessidade de se criar um conteúdo atrativamente comercial.

Imagem é tudo – Sobre as fotografias culturais, Laís Camargo contou que é necessário tentar alcançar um equilíbrio entre fotojornalismo e foto-artística. No jornalismo diário, por exemplo, a prioridade vai para a fotografia mais informativa, enquanto em outros produtos, como uma revista, é possível publicar uma imagem mais criativa.

A jornalista criticou as imagens em baixa qualidade enviadas pelas assessorias que não podem ser utilizadas por conta da dimensão. Se um repórter está escrevendo uma matéria cultural e não está presente, Laís Camargo sugere que o profissional conheça outros veículos de comunicação do estado e faça alguma parceria. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, um projeto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Portal de Mídia mapeou a imprensa do estado.

Festivais – Diferente do que muitos acadêmicos de jornalismo devem pensar, nos festivais culturais os jornalistas trabalham muito e dormem pouco, longe do glamour imaginado. Em Mato Grosso do Sul, Laís citou o Festival de Inverno de Bonito e o Festival da América do Sul e comentou que os eventos são relevantes para o jornalismo cultural. “Eles aglutinam informações muito grandes, você vê pessoas de outros países e outros estados, palestras e apresentações”, acredita.

Cobrir os festivais, de acordo com Laís, contribui para o treinamento dos jornalistas na questão do dinamismo, pois o profissional precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo. “É super cansativo, mas é fantástico”, compartilha. Ao participar destes eventos, o jornalista consegue perceber as deficiências de estrutura, perceber o que precisa melhorar e descobrir novidades.

Sobre os shows e eventos culturais, a repórter falou que o profissional não tem a obrigação de falar só porque foi cobrir e se o mesmo não gostou da apresentação, ele precisa ter argumentos concretos. “Um show marca a vida das pessoas. É muito interessante você dar o feedback para os artistas”, acrescenta. Para a palestrante, no jornalismo cultural é possível quebrar a barreira e mito da imparcialidade, e não basta para o jornalista simplesmente descrever o que aconteceu.

Conheça seu Estado – Laís Camargo falou sobre a importância de conhecer o próprio estado, pois para escrever sobre algo você precisa dominar o assunto. Segundo a palestrante, o jornalista precisa saber quem são: Glauce Rocha, Lydia Bais, José Octávio Guizzo, Zé Correa, Almir Sater, Geraldo Espíndola, Lenilde Ramos e Marcelo Loureiro.

"Viajar é essencial para o jornalismo cultural. Você não consegue comparar se você não conhecer outras realidades”, acredita Laís Camargo. Para finalizar, a jornalista comentou sobre a Bolívia e Peru, países onde há muita pobreza, mas é visível a riqueza cultural. Laís também aproveitou para falar sobre o seu Trabalho de Conclusão de Curso, o livro-reportagem fotográfico "Bagagem contada" sobre viagens independentes para Bolívia e Peru que será publicado no final deste ano.

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