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Resenha: Ed e Lorraine Warren: Vidas Eternas – Robert Curran e Jack & Janet Smurl

Entre o ceticismo e a curiosidade, as histórias de Ed e Lorraine Warren conquistaram pessoas de vários países graças às adaptações para filmes de terror inspiradas em casos investigados pelo casal de investigadores paranormais. Levando em conta o interesse dos leitores, a editora DarkSide Books publicou o livro Ed e Lorraine Warren:Vidas Eternas, escrito por Robert Curran que conta a experiência vivida por Jack e Janet Smurl. A obra foi lançada em 2019, com tradução de Eduardo Alves.


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Histórias como a da família Smurl, ainda que sejam questionáveis sobre o que teria realmente acontecido, quais partes foram aumentadas e/ou inventadas pela família, pelo escritor e/ou pelos próprios investigadores paranormais, deixam um gosto de nostalgia e também nos fazem pensar no sucesso de adaptações com temáticas semelhantes para o cinema.

A humanidade sempre tenta explicar o que não consegue entender. Divididos entre ficar em negação e se acostum…

Finais de estórias e relacionamentos

Texto: Ben Oliveira

Encerrar uma estória é mais ou menos como terminar um relacionamento. Você não consegue dizer se se esforçou ao máximo ou se poderia ter feito algo a mais.

Você começa o texto de uma forma, coloca uma palavra aqui, outra ali, imagina um final, mas quando chega o momento de colocar o último ponto final, percebe que a estória ganhou vida própria e nada é como você tinha pensado.

De repente, você está pensando como é que foi deixar aquilo acontecer. Até notar que algumas coisas fogem ao seu controle. Falou demais, de menos, pensou muito, viveu pouco... Aproveitou à sua maneira.

No primeiro dia você se sente um pouco triste. Todo aquele tempo destinado a escrever os capítulos daquela estória se esgotou. Você está olhando para o papel e ainda não caiu a ficha do que aconteceu. Secretamente você desejou que aquilo nunca pudesse acabar.

Após um dia, você relê o texto e acredita que poderia mudar algumas passagens. Talvez tinha alguma frase dita fora do lugar, alguma descrição mal feita, algum pensamento incompreendido. Você se vê mergulhado em águas negras, atormentado por dúvidas e visões relacionadas aos seus ideais.

O terceiro dia é aquele em que você decide o que fará ou não com a estória. Ela está boa? Era o que você pretendia contar? Para te ajudar, você pede para outra pessoa lê-la e não fica surpreso quando vê que ela também está insegura para te dar uma resposta.

Ficar preso naquela indecisão não estava te fazendo bem. Decidiu confrontar os seus medos, suas verdades, sua preguiça. Teria duas escolhas para fazer: ou continuaria revisando aquela estória ou a terminaria de vez. De uma coisa você estava certo, não importava qual caminho seguisse, ainda não acharia que ela estava boa o suficiente ou pronta para se desapegar.

É... Relacionamentos são mais parecidos com estórias do que imaginamos.

Comentários

  1. Ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu AINDA, ou se a circunstância disse: esse não é o momento.

    Então... Pare, reflita e escreva os próximos capítulos de sua história.

    Mas não tenha dúvidas o amor chegará, talvez de maneira branda, paradoxal, incoerente, todavia amor.

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