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Anedonia

Anedonia. Há coisas que só sabem o quanto são desconfortáveis quem já experimentou na própria pele. A anedonia é uma dessas coisas: parar de sentir prazer nas coisas que costumava ter. Poucas sensações são tão agoniantes quanto essa perda de prazer e saber que leva todo um processo para melhorar. Você precisa estimular a neuroplasticidade, repetir ações mesmo sem vontade, até que o cérebro volte a sentir novamente. Quando penso em anedonia, penso em sofrimento invisível. As pessoas não sabem como é ler um livro e não sentir nenhuma emoção, ou assistir filmes e séries e tudo parecer indiferente. Se a pessoa não sabe que está com anedonia é pior ainda. Não saber reconhecer o que está acontecendo, aumenta a angústia. Talvez seja por isso que eu valorizo pequenos momentos diários, pois eu sei como era a sensação onde nada me dava prazer e tudo parecia indiferente.  Embora não exista receita mágica nem como dizer quanto tempo vai durar, é importante lembrar que passa. O que não quer diz...

Crítica Dezesseis Luas – filme é decepcionante


Texto: Ben Oliveira

Ontem à noite fui assistir Dezesseis Luas (Beautiful Creatures) e se eu pudesse definir o filme em uma palavra seria decepcionante. Lançado nesta sexta-feira, 01 de março, no Brasil, o filme foi dirigido por Richard LaGravenese e é do gênero fantasia, baseado no livro homônimo, escrito por Kami Garcia e Margaret Stohl.

Não sei dizer se fiquei decepcionado por causa das expectativas de assistir Dezesseis Luas, mas uma série de elementos fizeram o filme que poderia ser um sucesso se transformar em uma produção Hollywoodiana frustrante.

Meu espanto começou antes mesmo de entrar na sessão de Beautiful Creatures. Ao passar em frente do cartaz do filme, uma frase fez os meus olhos virarem e saberem logo de cara que a produção deixaria a desejar – "O novo Crepúsculo". Fiquei pensando em como, atualmente, quase todos os filmes e livros deste gênero são comparados à Crepúsculo, e o quanto isso não dá maior ou menor credibilidade para uma obra.

Sabe um daqueles filmes que você imagina a sala estar tão lotada que você precisa reservar o seu ingresso antes de assistir? Eu pensei que a sala de Dezesseis Luas fosse estar tão lotada que teríamos que comprar o ingresso antecipado. Fiquei surpreso ao entrar na sessão do filme e descobrir que a sala estava vazia.

Tive que olhar a filmografia no IMDB dos dois atores principais do filme: Alice Englert (Lena) e Alden Ehrenreich (Ethan), pois a atuação deles me fez questionar sobre a escolha deles para protagonizarem Dezesseis Luas. Os atores: Jeremy Irons (Macon), Viola Davis (Amma) e Emma Thompson (Sarafine) roubam a cena e qualquer destaque que os personagens principais do filme deveriam ter.

Mesmo que fictícia ou fantasiosa, os teóricos literários dizem que uma boa história deve parecer real. No cinema, mais do que na literatura, diversos elementos contribuem para a imersão do telespectador no filme, mas em Dezesseis Luas, eu senti que isto não aconteceu, pelo menos comigo. Algumas falhas de roteiro e de edição ficaram aparentes ao longo do filme.

Além do envolvimento superficial entre os personagens principais e o amor repentino, os efeitos especiais de Beautiful Creatures também não contribuem com a produção. De todos os momentos péssimos visuais, eu consigo me lembrar de uma cena em que começa a nevar e por incrível que pareça, nenhum floco de neve cai sobre os personagens – a não ser que eles tenham algum escudo imaginário de proteção, o que pode ser que eu esteja enganado, a cena não pareceu nem um pouco realista.

O que poderia ter sido um bom filme, cujos telespectadores pudessem se identificar com a vontade de Ethan de sair da sua cidade, pois se sente preso e com o amor impossível entre os protagonistas, foi, pelo menos para mim, um fracasso cinematográfico. Dezesseis Luas é um daqueles filmes em que você fica esperando algo melhor acontecer, um clímax que nunca aparece, e a única pergunta que se passa na sua cabeça é: "Falta quanto tempo para acabar este filme?".

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