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Destaques

Sobre rabiscos e telas brancas

A tela branca pode ser um convite à explosão criativa ou uma tortura ao artista que sente seu espírito definhando diante da pesada realidade. Em tempos de crise e ódio, a arte fica esquecida e é vista como desimportante; ironicamente, é quando mais precisamos dela, de algo que nos faça sentir vivo e toque as partes atordoadas.


O som dos dedos se movendo pelo teclado era como fantasmas de uma vida distante. É incrível perceber quantas vezes nós deixamos algumas partes nossas morrerem ao longo de nossas existências; as máscaras, antes tão confortáveis, agora incomodam e não nos servem mais. Leva tempo até ficarmos satisfeitos e ajustados à nova realidade. Viver é admitir que sabemos pouco sobre nós mesmos e há sempre algo novo que pode nos transformar, seja para o bem ou para o mal.

O artista encara a tinta respingando pela tela. Para o espectador sem intimidade, nada faz sentido, a desconexão de ideias é tormentosa; para ele, o lembrete de que sua arte nunca o abandonaria. Como poderia…

Crítica Dezesseis Luas – filme é decepcionante


Texto: Ben Oliveira

Ontem à noite fui assistir Dezesseis Luas (Beautiful Creatures) e se eu pudesse definir o filme em uma palavra seria decepcionante. Lançado nesta sexta-feira, 01 de março, no Brasil, o filme foi dirigido por Richard LaGravenese e é do gênero fantasia, baseado no livro homônimo, escrito por Kami Garcia e Margaret Stohl.

Não sei dizer se fiquei decepcionado por causa das expectativas de assistir Dezesseis Luas, mas uma série de elementos fizeram o filme que poderia ser um sucesso se transformar em uma produção Hollywoodiana frustrante.

Meu espanto começou antes mesmo de entrar na sessão de Beautiful Creatures. Ao passar em frente do cartaz do filme, uma frase fez os meus olhos virarem e saberem logo de cara que a produção deixaria a desejar – "O novo Crepúsculo". Fiquei pensando em como, atualmente, quase todos os filmes e livros deste gênero são comparados à Crepúsculo, e o quanto isso não dá maior ou menor credibilidade para uma obra.

Sabe um daqueles filmes que você imagina a sala estar tão lotada que você precisa reservar o seu ingresso antes de assistir? Eu pensei que a sala de Dezesseis Luas fosse estar tão lotada que teríamos que comprar o ingresso antecipado. Fiquei surpreso ao entrar na sessão do filme e descobrir que a sala estava vazia.

Tive que olhar a filmografia no IMDB dos dois atores principais do filme: Alice Englert (Lena) e Alden Ehrenreich (Ethan), pois a atuação deles me fez questionar sobre a escolha deles para protagonizarem Dezesseis Luas. Os atores: Jeremy Irons (Macon), Viola Davis (Amma) e Emma Thompson (Sarafine) roubam a cena e qualquer destaque que os personagens principais do filme deveriam ter.

Mesmo que fictícia ou fantasiosa, os teóricos literários dizem que uma boa história deve parecer real. No cinema, mais do que na literatura, diversos elementos contribuem para a imersão do telespectador no filme, mas em Dezesseis Luas, eu senti que isto não aconteceu, pelo menos comigo. Algumas falhas de roteiro e de edição ficaram aparentes ao longo do filme.

Além do envolvimento superficial entre os personagens principais e o amor repentino, os efeitos especiais de Beautiful Creatures também não contribuem com a produção. De todos os momentos péssimos visuais, eu consigo me lembrar de uma cena em que começa a nevar e por incrível que pareça, nenhum floco de neve cai sobre os personagens – a não ser que eles tenham algum escudo imaginário de proteção, o que pode ser que eu esteja enganado, a cena não pareceu nem um pouco realista.

O que poderia ter sido um bom filme, cujos telespectadores pudessem se identificar com a vontade de Ethan de sair da sua cidade, pois se sente preso e com o amor impossível entre os protagonistas, foi, pelo menos para mim, um fracasso cinematográfico. Dezesseis Luas é um daqueles filmes em que você fica esperando algo melhor acontecer, um clímax que nunca aparece, e a única pergunta que se passa na sua cabeça é: "Falta quanto tempo para acabar este filme?".

Comentários

  1. Respeito sua opinião pra caramba, mas o que tem de gente discriminando o filme só porque disseram que é o novo Crepúsculo faz com que ninguém se interesse a ponto de ir assistir. Assisti ontem e gostei muito da história, não li o livro mas já pretendo comprar o segundo. Realmente o filme poderia ter sido melhor, mas decepcionante não foi...

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  2. Assisti ao filme ontem, impulsionada pela leitura do livro, o qual achei 1000 vezes superior ao livro crepúsculo. Porém ao chegar ao cinema tive a mesma sensação que você, uma coisa meio, cadê a sala lotada? Pelo menos meio sala lotada... A sala estava vazia. Mais enfim, pra mim pouco importava, eu queria mesmo era ver o filme, pois me apaixonei pela Lena e o Ethan do livro, o qual só li, porque quis ver o filme, e como sempre acho que os filmes costumam cortar partes legais, e não conseguem descrever o personagem como o livro consegue, então eu quis ler, para depois assistir.
    Decepção não descreve o que senti, foi mais um estado de incredulidade, fiquei chocada, em como conseguiram transformar uma história que poderia ser promissora naquela porcaria. Não que eu esperasse um filme para ganhar o Oscar, mais esperava um filme que ao menos que conseguisse convencer que o casal principal estivesse apaixonado, nesse ponto tenho que dar créditos a “Bella” e a o “Edward”, pois independente do desenrolar do filme, eles conseguiram convencer o público que de fato existia ali um sentimento. Coisa que passou longe da encenação superficial do casal de Dezesseis Luas. Fora a mudança total do final do livro. Achei muito amador o filme, conseguiu surpreender negativamente.

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    Respostas
    1. Bote no google: Dezesseis Luas adapta romance superior a Crepúsculo.

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  3. Com todo respeito Não Ben não acredito, sua critica foi tão amadora mais tão amadora, que criticos OFICIAIS disseram que os seus pontos, negativos do filme foram os mais fortes, principalmente a quimica.

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