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Destaques

Escrita Maldita: Livro indicado no Instagram literário Leitores Peculiares

Nesta sexta-feira, 18 de janeiro de 2019, saiu a primeira resenha de Escrita Maldita publicada neste ano. A indicação do livro foi feita pela Mari Vieira, no Instagram literário leitorespeculiares. Fiquei bem feliz com o feedback. Sou grato por cada leitura e cada pessoa que acaba recomendando minha obra para outros leitores. Como escritor independente, esse apoio faz muita diferença. Obrigado, Mari!


*Texto republicado com a autorização da Mari Vieira (Leitores Peculiares). Instagram: https://www.instagram.com/leitorespeculiares/

Esse livro me tirou completamente o sono, não por medo e sim pela ansiedade de terminar logo, misericórdia como fiquei ansiosa...😅 Em Escrita Maldita apesar desse título macabro não é um terror com sangue e bode sacrificado kkkk, é um romance gótico com thriller psicológico... 🗯

Daniel é um escritor que recentemente se tornou best seller, é casado com Marissa e vivem uma vida pacata e feliz, ele tem uma esposa compreensiva que entende que a vida de um escrit…

A Fuga da Estética Homossexual - Julio Mesquita

O homossexual, (o personagem dessa história), nada mais é que o estereotipo de uma analogia psiquiátrica do século 20. Um autor brasileiro chamado Lúcio Cardoso (1913-1968) tratou a homossexualidade como um doloroso atestado de incompreensão.

“Médicos, professores do futuro; exponho-me nu aos vossos olhos de certeza”, escreveu ele, sintetizando sua posição de rejeitado. Crítico e autodestrutivo, Cardoso via na trajetória desses profissionais, o sarcasmo com a causa alheia e o pouco caso com as deficiências didáticas em se falar do tão emblemático assunto.

Com sua observação pessoal de quem sofria na própria pele, Cardoso se esforçou para exprimir uma explicação “simplória” para sua homossexualidade, da qual nunca afastou seus ideais religiosos.

Menos dogmático que Cardoso, o furioso Oscar Wilde (1854-1900) lustrou sua vida sexual com o verniz do desafio, do vício e da decadência. Ao descrever quão efêmera é a beleza, um relato como (O retrato de Dorian Gray), reafirma um vínculo entre a homossexualidade e o “Metro-sexualismo”, seja ele nobre ou doentio. O amor homossexual, nesse caso, não passaria de uma afetação, como o esnobismo e o pedantismo. – que estão sempre presentes nos escritos do intelectual inglês.

Em carta ao amigo Robert Ross, escrita dois anos antes de sua morte, o intelectual inglês se arrepende dessa posição. Mas, em vez de procurar progredir com suas batalhas internas rumo à aceitação de si, fez recuar abruptamente. Escreveu: “Eu teria alterado a minha vida se admitisse que o amor uranista era ignóbil”. De fato, o intelectual não havia chegado a uma conclusão de si.

Eu, como um leitor voraz que sou, li muitos autores e escritores que, bem e mal diziam, a homossexualidades em seus escritos. O intelectual francês Marcel Proust (1871-1922), autor de uma escrita poderosa, farta, complexa e de altíssima competência, via as práticas homossexuais como uma espécie de maldição. Algo que, de alguma forma, se ligava às asmas que, desde cedo, o infernizou. Em uma versão, Proust fez da homossexualidade uma versão mundana da elevação espiritual, que ele encenou com sua vida reclusa.

Eu, como pensador, julgo o amor (seja ele qual for) como, antes de tudo, uma manifestação da natureza puramente humana. Portanto, o amor entre iguais, seja ele em baixa ou alta dosagem, sempre será um ato que provem dos mais puros dos sentimentos que temos uns pelos outros.

Assim como a homossexualidade não existe – o homossexual virou um personagem para reverberações psiquipatológica, a fim de alimentar os consultórios de mercenários pseudo-curadores da anomalia social. Politizada pela contracultura, essa manifestação tornou-se não só marginal, mas contestadora. Por conta disso, é que sua força tomou proporção de violência, tom político e de representação. E diante de caminhos ainda bastantes longos à percorrer, esperamos respectivos avanços dos quais certamente ouviremos falar.

Julio Mesquita é publicitário e escritor. Atualmente é colunista da Revista Momento Inesquecível – uma revista brasileira sobre o Casamento Gay . Para saber mais informações sobre o autor, visite o site dele: www.juliomesquitaescritor.com. E-mail para contato: mesquita.julio@uol.com.br.

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