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Destaques

The Puppet Master: Série documental da Netflix traz casos de vítimas de um sociopata vigarista

Para quem está procurando algo intrigante para assistir na Netflix , a série documental The Puppet Master: Hunting the Ultimate Conman apresenta uma daquelas histórias que as pessoas nunca se imaginam acontecendo com elas, até que o pior acontece. Um sociopata manipulador encontra várias presas fáceis, interessado no dinheiro delas, ao mesmo tempo em que conta histórias sem pé nem cabeça para isolá-las dos familiares e dos amigos, em uma jornada marcada pelo medo, fuga e diferentes estratégias de lavagem cerebral. Muitas vezes associada às seitas em uma escala maior, muita gente ainda desconhece os danos que uma pessoa manipuladora pode causar, a ponto de duvidar de si mesmo e da própria sanidade, situação que só piora quando ela é incentiva a cortar todos laços e fica presa num ciclo de total dependência da validação do outro, como se tivesse que pedir permissão até para existir. Quantas pessoas foram vítimas de Robert Hendy-Freegard ? A série documental se foca principalmente em tr

Banheiros que te quero bem - Julio Mesquita


O meu gosto por banheiro já vem de longa data, talvez até antes de ter nítida consciência de suas verdadeiras funções. Lembro-me dos mais belos que conheci em viagens por Portugal, pelo Chile, Argentina e Bolívia. Além claro dos mais feios e fétidos.

Logo que inauguraram os banheiros públicos automáticos, corri para vê-los e, sem demasiada espontaneidade, também usá-los, isso apenas algumas vezes.

Gosto dos banheiros das bibliotecas, são quietos, cultos, inteligentes e introvertidos. Os dos shoppings são legais, mas o barulho, os dizeres a caneta, o vassourão do faxineiro e todo aquele entra e sai, são os pontos fracos desse santuário. Os da minha faculdade são curiosíssimos. Acho que por ter um público muito uniforme, tanto na idade quanto nos objetivos, denotam peculiaridades bem mais agradáveis de ouvir e observar. É a porta batendo, gargalhadas e gritarias, o som das descargas repetidas vezes, o jorrar das inúmeras torneiras, as misturas de vozes, o toque irritante dos celulares, o grafiteiro gozador que pichou: “Peguei a mais gostosa desse semestre”, além do espelho tridimensional, o qual revela os mais estranhos rostos do futuro.

Todo esse cenário, com seus coadjuvantes, faz de mim espectador protagonista do cotidiano louco, que mistura gente fina com gente grossa, isso no sentido literal da palavra, a fim de dar sentido as emoções que sinto ao viver toda esta experiência. Quando menos se espera, volta o faxineiro com um olhar mal-humorado, meio desconfiado e arrastando aquele pano que mais parece uma bruxa, cuidando sempre da retaguarda, prevenindo-se de algum descuidado.

Adoro banheiro fresco, fresco que eu digo é de frescura mesmo. Esses que você entra e não sabe onde apertar, e acaba descobrindo que não há contato das mãos, só dos pés, pura frescura de alguém bem preocupado com a higiene.

É óbvio que nem todo banheiro é um primor de limpeza, de odor e boas freqüências. Acreditem que, um dia desses, fui até lá em uma igreja católica cumprir com minha obrigação física. Depois do ato consumado, apertei a válvula e saiu água por todos os lados. A vontade que eu tinha era de imediato, sair correndo com a calça até os joelhos por entre a igreja. Mas contive-me e fiquei com a calça nos joelhos no corredor mesmo.

É bom que se cuide bem do banheiro, senão um dia, ele pode se vingar de você ou dos seus convidados.

*Julio Mesquita é publicitário e escritor. Site: www.juliomesquitaescritor.com / E-mail:mesquita.julio@uol.com.br

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