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4 Quotes de Penny Dreadful

“Eu não contaria isso à Srta. Ives. Afinal, quem quer saber que é caçada pelo diabo?” “Você recebeu um grande poder. Um dia você a usará e tomará seu lugar predito sobre esses animais mortais. Você sabe em seu coração que estou falando a verdade, admita”; “Todos nós somos duas coisas de certa forma. Anjo e diabo, luz e escuridão”; “Eu amo tempestades. Primordial. Cada pedacinho de civilização se foi. Toda verdade saindo ” . Leia também:  Resenha: O Tarô da Deusa Tríplice – Isha Lerner   Twin Flames – Nikki Rowe   Dica de livro:  O Tarô de Marselha Revelado   Twin Flames: Chamas gêmeas devoradas pelo ouroboros – Ben Oliveira   6 Quotes de Penny Dreadful: Vanessa Ives   6 Conselhos para Bruxos Iniciantes – Ben Oliveira   *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror  Escrita Maldita , publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle. Me acompanhe na

Frio, cama e zona de conforto

A manhã estava fria. Minhas mãos estavam doendo, o rosto ardia por causa dos ventos gelados e tudo o que eu desejava era continuar em casa, na minha cama, dormindo embaixo dos cobertores.

Acordei atrasado naquele dia. Tomei um banho quente. O problema dos dias congelantes não era entrar na água, já que os jatos tendem a ficar tão aquecidos a ponto de queimar a minha pele. No momento em que desliguei o chuveiro, abri a porta e senti o contraste da temperatura. Frio e calor lutavam para ver quem levava a melhor.

Após poucos minutos, o meu corpo estava tão gelado, que é como se eu tivesse passando por um daqueles corredores refrigerados do mercado, sentindo o frio percorrer minha espinha. Vesti minhas roupas, coloquei uma blusa e um casaco, e mesmo assim continuava sofrendo com aquela temperatura baixa.

Entrei no carro. O céu estava cinzento e o sol tímido tinha tirado um dia de folga, quem sabe ficando deitado na sua própria cama, até que tivesse coragem o suficiente para dar as caras novamente. Os motoristas dirigiam loucamente, como se estivessem tentando fugir do frio. Liguei o aquecedor e ouvi as músicas que tocavam no rádio. Os minutos passavam devagar, como se o tempo estivesse com preguiça de passar.

Novamente, quando eu finalmente estava confortável, acostumado com as ondas de calor, a vida estava jogando seu balde de água fria em mim. Estava na hora de assistir a aula.

Fora do automóvel, senti vontade de correr, numa tentativa frustrada de aquecer o meu corpo. Não importava o quanto eu andasse, os ventos cortavam minha pele. Os corredores da universidade estavam cheios de pessoas e mesmo aqueles que amavam dias frios, estavam implorando por um lugar quente para se abrigarem.

Meu estômago roncava, desejando qualquer comida quente, ajudando a enfrentar aquela manhã. Sai da sala de aula, desci as escadas com pressa e aguardei na fila da lanchonete pela minha vez. Quanto mais eu tremia, mais fome eu sentia.

Matei a minha vontade. Comprei um salgado e um chocolate quente. Enquanto o primeiro estava delicioso, a bebida não estava tão quente como o seu nome indica, sua consistência não estava das melhores e o leite estava cheio de nata. Engoli o líquido como se fosse um remédio e não pude deixar de pensar em como nem sempre podemos ter tudo exatamente do jeito que desejamos, e, às vezes, precisamos nos contentar e demonstrar um pouco de gratidão, pois as coisas poderiam ser piores.

Cheguei a minha casa, louco pelo meu prêmio: a minha cama. Voltei para baixo das minhas cobertas e em poucos minutos apaguei. Não tinha outro lugar onde eu preferia estar. Minha única certeza era a de que como tudo na vida, em breve eu teria que sair da minha zona de conforto novamente.

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