segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Orphan Black – Clonagem Humana e muita ação em série canadense

Camaleão é a primeira palavra que vem à minha cabeça quando me lembro da série Orphan Black. Protagonista do seriado, Sarah Manning vê uma mulher se matar na sua frente em uma estação de trem. A órfã percebe que as duas são idênticas e vê uma oportunidade de melhorar de vida ao roubar a identidade dela, até descobrir que ela é só uma entre diversos clones.

Orphan Black – Série de ficção científica e ação sobre clones humanos. 

Ao desenrolar da trama, a atriz principal interpreta diversos personagens. Cada mulher clonada tem personalidades e histórias de vida diferentes, mostrando de forma clara o papel do meio ambiente e fatores externos na transformação e diferenciação de cada ser humano.

É interessante observar como apesar de seus códigos genéticos serem idênticos, suas histórias divergem tanto. A atriz, de acordo com o seu papel, está sempre com um visual diferente, desde a cor do cabelo até o estilo de se vestir, além de um sotaque diferenciado, já que cada clone morou em um país diferente.

Orphan Black é um thriller envolvente de ficção científica. A cada episódio o espectador vivencia variadas emoções, ficando impressionado com o enredo, principalmente quando os personagens se encontram pela primeira vez.

Ao assumir a identidade de Beth Childs, Sarah descobre que a mulher tem namorado, casa, carro, dinheiro e uma carreira como detetive. Sarah tenta imitar o jeito de falar, se vestir e o cabelo de Beth, dando um show de atuação, literalmente.

Todos os clones de Sarah são órfãs, por isto o nome da série. O que as une é a curiosidade de saberem mais sobre suas origens e a luta pela sobrevivência. Alguém está tentando exterminar cada uma das mulheres, como se fossem experimentos que não deram certos. O espectador é levado a refletir sobre a clonagem humana ao mesmo tempo em que fica instigado a assistir o que acontecerá com cada uma das personagens.

Vários personagens interpretados pela mesma atriz. Sarah Manning é só uma entre várias clones. Foto: Divulgação.

Sarah cai de paraquedas no meio de toda aquela loucura. Como se tudo tivesse alguma relação e hora certa para acontecer, num efeito cascata. Um gatilho ativa uma mudança dentro de cada uma das mulheres, é o momento em que as personagens são chamadas para uma aventura, onde elas não têm a opção de dizer não. A ignorância e a comodidade das jovens são substituídas pela busca da verdade, em um jogo mortal de mentiras, experimentos, espionagem e medo.

O único personagem em que Sarah continua totalmente é o seu irmão adotivo Felix. O jovem é michê e drogado, além de ser assumidamente gay, um personagem cômico e clichê. Felix está sempre disposto a ajudar sua irmã, não importa o quão maluca ou complicada possa ser a situação. O senso de humor de Felix o torna um pícaro, ajudando a diminuir um pouco da tensão da protagonista e arrancando risadas do telespectador. Mais do que entreter o público, por vezes Felix se comporta como um mentor de Sarah e um camaleão para os outros, sabendo mentir tão bem quanto a própria irmã.

Entre as preocupações com a sobrevivência, Sarah tem uma motivação que a deixa seguindo em frente, tornando sua personagem instável graças à vontade de estar por perto de sua filha Kira, recompensando o tempo perdido e temendo pela vida da garotinha.

Kira é filha de Sarah, a única clone que conseguiu reproduzir.

Ao assistir Orphan Black consegui identificar todos os estágios da Jornada do Herói e seus arquétipos. Diferente de um romance ou filme, nos quais suas histórias têm um clímax e resoluções de problemas bem distribuídos, em cada episódio da série o espectador sente-se preso à trama, do começo ao final, necessitando continuar assistindo para ter a tão espera catarse, saber qual será o destino da protagonista.

Diferente daqueles seriados com um ritmo lento cuja história é digerida durante toda a primeira temporada e se torna viciante somente com o passar do tempo, desde o primeiro episódio de Orphan Black o observador sente-se integrante da narrativa, precisando saber como a série termina para poder relaxar.

Quantos clones de Sarah existem? Quem é sua mãe biológica? Por que foram criados tantos clones? Como cada um dos clones foi morar em uma região diferente? Por que Sarah é a única clone que pode ter um filho? Quem foi responsável pela clonagem humana e quais foram os seus objetivos? São tantas perguntas que passam pela cabeça de quem está assistindo e dos próprios personagens, nos impulsionado a continuar vendo os heróis enfrentando os seus medos, inseguranças, inimigos e problemas, em busca da realização, de uma transformação e resolução dos conflitos dramáticos.

Sobre a série – Orphan Black é uma série Canadense-Americana, filmada em Toronto e Ontario, lançada em Março de 2013. Os personagens principais são: Sarah Manning (Tatiana Maslany), Paul Dierden (Dylan Bruce), Felix Dawkins (Jordan Gavaris), detetive Art Bell (Kevin Hanchard), Mrs. S (Maria Doyle Kennedy) e Kira (Skyler Wexler). A segunda temporada da série foi confirmada e deve ser lançada em Abril de 2014.

Confira o trailer de Orphan Black


2 comentários:

  1. Adorei a resenha, fiquei ainda mais curiosa para assistir a serie.

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    1. Tenho certeza de que vai adorá-la! Orphan Black é muito boa! Sinto falta de mais seriados bem produzidos. O roteiro é incrível e envolvente

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Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

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