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Destaques

Para Toda a Eternidade: Livro explora rituais funerários diversos

Entre a naturalidade e o espanto, o tradicional e o moderno, o ocidental e o oriental, Caitlin Doughty transmite ao leitor histórias de suas visitas a espaços e profissionais envolvidos com o universo mortuário. Uma das obras pedidas por quem já tinha lido Confissões do Crematório, o novo livro foi publicado no Brasil pela editora DarkSide Books, em junho de 2019, com tradução de Regiane Winarski e ilustrações de Landis Blair.


Compre o livro Para Toda a Eternidade (Caitlin Doughty): https://amzn.to/2R2FwqN

“Eu passei a acreditar que os méritos de um costume relacionados à morte não são baseados em matemática [...] mas em emoções, numa crença na nobreza única da própria cultura da pessoa. Isso quer dizer que consideramos os rituais de morte selvagens apenas quando eles não são como os nossos” – Caitlin Doughty, Para Toda a Eternidade
Dá para ler tranquilamente Para Toda a Eternidade sem ter lido Confissões do Crematório, mas acredito que as duas leituras são complementares. Enquanto na p…

Orphan Black – Clonagem Humana e muita ação em série canadense

Camaleão é a primeira palavra que vem à minha cabeça quando me lembro da série Orphan Black. Protagonista do seriado, Sarah Manning vê uma mulher se matar na sua frente em uma estação de trem. A órfã percebe que as duas são idênticas e vê uma oportunidade de melhorar de vida ao roubar a identidade dela, até descobrir que ela é só uma entre diversos clones.

Orphan Black – Série de ficção científica e ação sobre clones humanos. 

Ao desenrolar da trama, a atriz principal interpreta diversos personagens. Cada mulher clonada tem personalidades e histórias de vida diferentes, mostrando de forma clara o papel do meio ambiente e fatores externos na transformação e diferenciação de cada ser humano.

É interessante observar como apesar de seus códigos genéticos serem idênticos, suas histórias divergem tanto. A atriz, de acordo com o seu papel, está sempre com um visual diferente, desde a cor do cabelo até o estilo de se vestir, além de um sotaque diferenciado, já que cada clone morou em um país diferente.

Orphan Black é um thriller envolvente de ficção científica. A cada episódio o espectador vivencia variadas emoções, ficando impressionado com o enredo, principalmente quando os personagens se encontram pela primeira vez.

Ao assumir a identidade de Beth Childs, Sarah descobre que a mulher tem namorado, casa, carro, dinheiro e uma carreira como detetive. Sarah tenta imitar o jeito de falar, se vestir e o cabelo de Beth, dando um show de atuação, literalmente.

Todos os clones de Sarah são órfãs, por isto o nome da série. O que as une é a curiosidade de saberem mais sobre suas origens e a luta pela sobrevivência. Alguém está tentando exterminar cada uma das mulheres, como se fossem experimentos que não deram certos. O espectador é levado a refletir sobre a clonagem humana ao mesmo tempo em que fica instigado a assistir o que acontecerá com cada uma das personagens.

Vários personagens interpretados pela mesma atriz. Sarah Manning é só uma entre várias clones. Foto: Divulgação.

Sarah cai de paraquedas no meio de toda aquela loucura. Como se tudo tivesse alguma relação e hora certa para acontecer, num efeito cascata. Um gatilho ativa uma mudança dentro de cada uma das mulheres, é o momento em que as personagens são chamadas para uma aventura, onde elas não têm a opção de dizer não. A ignorância e a comodidade das jovens são substituídas pela busca da verdade, em um jogo mortal de mentiras, experimentos, espionagem e medo.

O único personagem em que Sarah continua totalmente é o seu irmão adotivo Felix. O jovem é michê e drogado, além de ser assumidamente gay, um personagem cômico e clichê. Felix está sempre disposto a ajudar sua irmã, não importa o quão maluca ou complicada possa ser a situação. O senso de humor de Felix o torna um pícaro, ajudando a diminuir um pouco da tensão da protagonista e arrancando risadas do telespectador. Mais do que entreter o público, por vezes Felix se comporta como um mentor de Sarah e um camaleão para os outros, sabendo mentir tão bem quanto a própria irmã.

Entre as preocupações com a sobrevivência, Sarah tem uma motivação que a deixa seguindo em frente, tornando sua personagem instável graças à vontade de estar por perto de sua filha Kira, recompensando o tempo perdido e temendo pela vida da garotinha.

Kira é filha de Sarah, a única clone que conseguiu reproduzir.

Ao assistir Orphan Black consegui identificar todos os estágios da Jornada do Herói e seus arquétipos. Diferente de um romance ou filme, nos quais suas histórias têm um clímax e resoluções de problemas bem distribuídos, em cada episódio da série o espectador sente-se preso à trama, do começo ao final, necessitando continuar assistindo para ter a tão espera catarse, saber qual será o destino da protagonista.

Diferente daqueles seriados com um ritmo lento cuja história é digerida durante toda a primeira temporada e se torna viciante somente com o passar do tempo, desde o primeiro episódio de Orphan Black o observador sente-se integrante da narrativa, precisando saber como a série termina para poder relaxar.

Quantos clones de Sarah existem? Quem é sua mãe biológica? Por que foram criados tantos clones? Como cada um dos clones foi morar em uma região diferente? Por que Sarah é a única clone que pode ter um filho? Quem foi responsável pela clonagem humana e quais foram os seus objetivos? São tantas perguntas que passam pela cabeça de quem está assistindo e dos próprios personagens, nos impulsionado a continuar vendo os heróis enfrentando os seus medos, inseguranças, inimigos e problemas, em busca da realização, de uma transformação e resolução dos conflitos dramáticos.

Sobre a série – Orphan Black é uma série Canadense-Americana, filmada em Toronto e Ontario, lançada em Março de 2013. Os personagens principais são: Sarah Manning (Tatiana Maslany), Paul Dierden (Dylan Bruce), Felix Dawkins (Jordan Gavaris), detetive Art Bell (Kevin Hanchard), Mrs. S (Maria Doyle Kennedy) e Kira (Skyler Wexler). A segunda temporada da série foi confirmada e deve ser lançada em Abril de 2014.

Confira o trailer de Orphan Black


Comentários

  1. Adorei a resenha, fiquei ainda mais curiosa para assistir a serie.

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    1. Tenho certeza de que vai adorá-la! Orphan Black é muito boa! Sinto falta de mais seriados bem produzidos. O roteiro é incrível e envolvente

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  2. É sensacional.... te envolve completamente.... Parabéns e mais séries nessa qualidade por favor!

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