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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

Sonhos com Paris

Tenho sonhado muito com Paris nos últimos meses. Sinto-me em débito com a capital francesa, como se eu não tivesse aproveitado o suficiente os meus dias lá. Talvez nunca exista tempo necessário para explorar todas as maravilhas oferecidas na Cidade da Luz ou em qualquer outro lugar do mundo.


Nos meus sonhos quase sempre estou querendo fazer algo que as outras pessoas estão sem vontade de fazer. Eles preferem dormir ou ficar no hotel, enquanto tudo o que eu quero é andar pelas ruas, seja dia ou noite.

De repente, eu estou dentro de uma creperia. Mal entrei no lugar e já estou de saída, como se nos meus sonhos eu não conseguisse ultrapassar os limites da realidade. São só memórias, lembranças, cenas que eu não vivi. Algo me diz que continuarei sonhando com Paris até o dia em que eu estiver lá novamente. Na hora de pagar a conta, a surpresa não tão chocante assim, afinal já não aconteceu em outras viagens pelo mundo do subconsciente, eu estava com o dinheiro em reais e nenhuma nota de euro na carteira. Então, acordei.

Em uma outra viagem, eu estou no terraço do hotel, pulando pelos edifícios da cidade à procura de algum lugar divertido para dançar naquela noite. Assim que encontro o que eu desejava, retorno correndo até o edifício para chamar os meus amigos que estavam com cara de quem tinha acabado de acordar e os peço para se arrumarem logo, para aproveitarmos a última noitada em Paris. Estamos descendo pelo elevador e um sorriso se abre no meu rosto, como se o meu desejo fosse ser atendido. Mais um apagão e estou acordado novamente.

Está nevando em Paris e em meus sonhos eu tenho consciência de que nunca tinha desfrutado desta sensação antes. Estou tão feliz e preciso chamar os meus amigos para saírem, sentirem e verem a neve caindo. O céu está escuro, mas os postes iluminam um grupo de pessoas voltando animadas de um bar. Pergunto onde fica tal lugar, eles me apontam a direção e me sinto como uma criança saltitando pela neve, acompanhado dos meus melhores amigos.

Entro em um clube noturno. Na hora de pagar a entrada, percebo que estou sem dinheiro novamente, mas a hostess do clube me deixa entrar. Minha amiga decide voltar para o hotel, porém os meus amigos se aventuram comigo naquele ambiente underground, cheio de labirintos, ambientes diferentes, música eletrônica e pessoas excêntricas.

Acordo sempre curioso para saber o que aconteceria em seguida, desejando voltar para o mundo dos sonhos, retornar para Paris. Tenho negócios inacabados lá. Tenho vontade de pedalar sob as luzes amareladas. Quero aprender a falar francês, mergulhar na literatura da Europa e poder sentar diante do Rio Sena, com um livro que eu acabei de comprar de um senhorzinho em uma banca.

Vou dormir e mesmo sem ter a certeza, afinal, não é sempre que consigo me lembrar dos meus sonhos, sei que esta noite estarei em Paris novamente – como um fantasma que decide me assombrar e eu não tento fugir, aliás desejo mais e mais.

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