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Um Conto Taiwanês de Duas Cidades: Série de romance e drama explora raízes, sonhos e amores

Uma série de romance e drama sobre duas mulheres conectadas por suas raízes de Taiwan, mas que seguiram caminhos bem diferentes e com personalidades moldadas pelas cidades em que viveram: enquanto uma cresceu em San Francisco, nos Estados Unidos, a outra passou a vida inteira em Taipei. A série A Taiwanese Tale of Two Cities (Um Conto Taiwanês de Duas Cidades, 2018) balanceia os idiomas e experiências culturais dos dois países, criando uma experiência prazerosa para quem deseja visitar ambos destinos turísticos. Essa produção taiwanesa foi um dos achados na Netflix . A mulher que nunca saiu do país, abraça as raízes da medicina chinesa e por causa do seu histórico de saúde frágil abriu mão de muitas coisas fora de sua zona de conforto, Lee Nien-Nien (Tammy Chen) que coincidentemente sonhava em conhecer San Francisco, acaba conhecendo a taiwanesa-americana Josephine Huang (Peggy Tseng), que embora tivesse curiosidades sobre sua origem, passou praticamente a vida toda nos Estados Unidos

Reflexão: Transitoriedade e Aceitação

Transitoriedade. Precisamos anotar esta palavra. Além da morte, a única coisa que temos certeza na vida é a de que tudo muda. Sabendo que nada permanece igual, podemos nos prevenir da decepção. Embora seja óbvio, quando estamos mergulhados nos problemas, nos sentimos miseráveis e quando estamos maravilhados com as novidades, não queremos enxergar que tudo vai se transformar em breve.

Em um dia estamos com a autoestima baixa, no outro nos sentimos nas alturas. Em uma hora estamos irritados, na outra estamos sorrindo. Passamos pelo sofrimento e pela felicidade diariamente. Será que podemos controlar nossos sentimentos? Viver é sofrer. O sofrimento não é opcional, faz parte do pacote. Não é possível escolher ser só feliz, até porque a felicidade é temporária.

Nos momentos de trevas, nos deixamos levar por quaisquer palavras, conselhos, ideias, até mesmo as mais genéricas retiradas de um livro de autoajuda. “É preciso passar por momentos difíceis para valorizar os bons”. Tudo bem. Será que realmente só damos valor ao que desejamos depois de sofrer? Nem sempre. Da mesma forma que se sentir mal não nos torna bem vistos pela alegria.

É neste momento em que entra a aceitação. Não importa o quanto desejamos que algo seja como esperávamos, idealizávamos, projetávamos. De um minuto para o outro tudo pode mudar, num simples piscar de olhos ou na batida de asas de uma borboleta. Quanto mais expectativas criamos quando estamos felizes, maiores são as chances de transformarmos nosso porto seguro em um inferno e nos sufocarmos pelas próprias imagens, pensamentos e sensações que criamos em nossas cabeças.

Não basta aceitarmos que tudo vai mudar quando estamos tristes, quando chove sem parar, dentro e fora de nós e torcemos para que o sol apareça logo, iluminando todos os cantos obscuros de nossas almas. A aceitação envolve o reconhecimento da transitoriedade também nos momentos bons, quando estamos tão felizes com algo e desejamos que aquele sentimento nunca passe; acredite, ele vai passar e quanto mais você lutar contra a mudança, mais sofrimento vai trazer à sua vida.

Precisamos encontrar o caminho do meio, o equilíbrio, a harmonia. Apreciar um pouco do inferno no paraíso e se sentir em paz até mesmo diante da morte. De todas as ilusões que buscamos ao longo da vida, como amores perfeitos, riquezas, uma vida livre de doenças, imortalidade, famílias de comercial de margarina, amizades que duram a vida toda, a pior delas e a que envolve toda a nossa existência, é a de não querermos enxergar e aceitar o fato de que tudo se transforma e nada permanece igual.

O que fazer, então? Estamos na merda, mas podemos sorrir, pois logo o jogo vai virar, ele sempre muda, não importa o quanto julgamos que não. Estamos felizes e precisamos valorizar cada minuto como se fosse o último, e certamente será, já que tudo muda o tempo todo e lutar contra o inevitável só nos colocará novamente para baixo, na escuridão. A aceitação da transitoriedade nos ajuda a andar no meio, enquanto passamos pelos altos e baixos da vida, sem desistirmos e também sem exagerar nas expectativas.

Devemos, então, refletir. Só enxergamos o gramado do vizinho sempre verde, porque não desejamos enxergar o óbvio, pois até a grama dele está sempre mudando. Tudo o que podemos fazer é torcer para que nossas gramas secas ganhem vidas e fiquem verdes e quando, finalmente, elas estiverem do jeito que gostamos, nos sentirmos gratos e aceitarmos que logo ela vai estar diferente.

Tudo muda – aceite.

Comentários

  1. Bom dia Ben !
    Agradeço-te pela beleza de texto.A pessoa quando ler, faz uma analise, como eu mesmo fiz de mim. Lembrou-me das conversas que tive com minha psicoterapeuta.

    "É preciso passar por momentos difíceis para valorizar os bons”. Isso sim, é uma das grandes certezas da vida.

    Abração,
    Dan

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    Respostas
    1. Olá, Daniel! Fico muito feliz com seu comentário. A proposta do texto é essa mesma, ao falar sobre mim, permitir que o outro se identifique e possa fazer suas próprias reflexões.

      Abraços e volte sempre!

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  2. Que reflexão tão apropriada para a minha pessoa.

    Precisava de ler isto todos os dias.

    Obrigado!

    Beijo

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    1. Pérola, fico muito feliz quando vejo um comentário igual ao seu e grato pela reflexão ter te ajudado.

      Abraços e muita luz!

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