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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Artigo: Quem disse que brasileiro não lê? – Karine Pansa

Os primeiros resultados do Vale Cultura, relativos ao movimento acumulado de janeiro a junho de 2014, questionam o dogma de que o brasileiro não lê: 88,01% dos R$ 13,65 milhões consumidos no período pelos portadores dos 215.249 cartões emitidos referem-se à compra de livros, jornais e revistas. Seguem-se o cinema (9,26%), instrumentos musicais e acessórios (1,32%), CDs e DVDs (0,66%) e artes cênicas, espetáculos e demais atividades culturais (0,75%).

Observa-se nessas estatísticas oficiais do Ministério da Cultura que, em números absolutos, os beneficiários do programa aplicaram R$ 12,02 milhões em leitura nos primeiros seis meses de sua execução prática. Trata-se de um dos mais importantes investimentos que se pode fazer, considerando os dividendos obtidos no mercado de trabalho, na formação escolar e acadêmica e na vida. Afinal, aquisição de informação e conhecimento contribui de modo muito significativo para a boa formação e desenvolvimento dos indivíduos.

Os dados podem parecer surpreendentes ante o índice histórico de leitura no Brasil, muito abaixo do que se observa nas nações desenvolvidas e atrás também de alguns emergentes, como a nossa vizinha Argentina. No entanto, os resultados do Vale Cultura, incontestáveis quanto à opção pelos livros, jornais e revistas no primeiro semestre deste ano, referendam na realidade do mercado uma tendência que já havia sido apontada na última edição da pesquisa Retratos da Leitura.

Realizado pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com a CBL (Câmara Brasileira do Livro), Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), o estudo havia demonstrado, em 2012, que metade dos 178 milhões de leitores em potencial do País (habitantes com cinco anos ou mais), dedicara-se à leitura de pelo menos uma obra no ano anterior. Estamos falando de 89 milhões de pessoas. Interessante lembrar que 64% delas disseram perceber os livros como “fonte de conhecimento para a vida”.

O paradigma de que o brasileiro não gosta de ler vai sendo derrubado à medida que a população tem mais acesso aos livros, jornais e revistas. Estamos assistindo a uma paulatina mudança histórica. São várias as causas dessa transformação, dentre elas a democracia, a liberdade de imprensa e expressão, a estabilidade da moeda, a maior inclusão socioeconômica, programas como o Vale Cultura e de distribuição de obras didáticas, literárias e paradidáticas aos alunos das redes públicas do Ensino Fundamental e do Médio.

É preciso aproveitar bem essa tendência, criando-se um círculo virtuoso impulsionado pela cultura e apropriação do conhecimento pelos brasileiros. Isso é determinante para o desenvolvimento nacional, em cuja conquista ainda temos um longo caminho a percorrer no tocante ao aperfeiçoamento do Estado, retomada de níveis mais consistentes e duradouros de crescimento econômico, distribuição de renda e democratização das oportunidades. Como se observa, a leitura é protagonista dessa história.

*Karine Pansa, empresária do setor editorial, é presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro).

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