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Destaques

12 Graphic Novels que você precisa ler

Começou como uma forma de experimentação na leitura. Apesar de gostar de tirinhas, nunca tinha me aventurado pelo universo das graphic novels, como aconteceu há alguns anos – pelo menos, não de forma que me interessasse.

Percebo que cada vez mais pessoas estão se interessando pelos diferentes formatos de narrativas. Acho válida toda forma de contação de histórias e acredito que elas podem criar experiências complementares. Há espaço para todos gostos.


Com doze indicações de leitura, dá para ler um livro por mês ou ler todos em um só mês, dependendo do ritmo de leitura e da fome por histórias de cada um. Entre temáticas mais sociais e outras mais fantasiosas, as graphic novels podem ser uma porta de entrada para outros livros, como podem ocupar um espaço central no coração de quem é aficionado por histórias ilustradas.

Histórias que podem ir muito além de um passa-tempo, como se acreditava antigamente, mas também proporcionar reflexões sobre a vida, juntando o melhor dos dois mundos: d…

Artigo: Quem disse que brasileiro não lê? – Karine Pansa

Os primeiros resultados do Vale Cultura, relativos ao movimento acumulado de janeiro a junho de 2014, questionam o dogma de que o brasileiro não lê: 88,01% dos R$ 13,65 milhões consumidos no período pelos portadores dos 215.249 cartões emitidos referem-se à compra de livros, jornais e revistas. Seguem-se o cinema (9,26%), instrumentos musicais e acessórios (1,32%), CDs e DVDs (0,66%) e artes cênicas, espetáculos e demais atividades culturais (0,75%).

Observa-se nessas estatísticas oficiais do Ministério da Cultura que, em números absolutos, os beneficiários do programa aplicaram R$ 12,02 milhões em leitura nos primeiros seis meses de sua execução prática. Trata-se de um dos mais importantes investimentos que se pode fazer, considerando os dividendos obtidos no mercado de trabalho, na formação escolar e acadêmica e na vida. Afinal, aquisição de informação e conhecimento contribui de modo muito significativo para a boa formação e desenvolvimento dos indivíduos.

Os dados podem parecer surpreendentes ante o índice histórico de leitura no Brasil, muito abaixo do que se observa nas nações desenvolvidas e atrás também de alguns emergentes, como a nossa vizinha Argentina. No entanto, os resultados do Vale Cultura, incontestáveis quanto à opção pelos livros, jornais e revistas no primeiro semestre deste ano, referendam na realidade do mercado uma tendência que já havia sido apontada na última edição da pesquisa Retratos da Leitura.

Realizado pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com a CBL (Câmara Brasileira do Livro), Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), o estudo havia demonstrado, em 2012, que metade dos 178 milhões de leitores em potencial do País (habitantes com cinco anos ou mais), dedicara-se à leitura de pelo menos uma obra no ano anterior. Estamos falando de 89 milhões de pessoas. Interessante lembrar que 64% delas disseram perceber os livros como “fonte de conhecimento para a vida”.

O paradigma de que o brasileiro não gosta de ler vai sendo derrubado à medida que a população tem mais acesso aos livros, jornais e revistas. Estamos assistindo a uma paulatina mudança histórica. São várias as causas dessa transformação, dentre elas a democracia, a liberdade de imprensa e expressão, a estabilidade da moeda, a maior inclusão socioeconômica, programas como o Vale Cultura e de distribuição de obras didáticas, literárias e paradidáticas aos alunos das redes públicas do Ensino Fundamental e do Médio.

É preciso aproveitar bem essa tendência, criando-se um círculo virtuoso impulsionado pela cultura e apropriação do conhecimento pelos brasileiros. Isso é determinante para o desenvolvimento nacional, em cuja conquista ainda temos um longo caminho a percorrer no tocante ao aperfeiçoamento do Estado, retomada de níveis mais consistentes e duradouros de crescimento econômico, distribuição de renda e democratização das oportunidades. Como se observa, a leitura é protagonista dessa história.

*Karine Pansa, empresária do setor editorial, é presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro).

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