Pular para o conteúdo principal

Destaques

Autismo: Entre fofocas e intrigas

Aviso aos bonitos e bonitas que sempre jogam meu nome e dos colegas nos grupos de Facebook e WhatsApp: alguém de vocês sempre solta algo e de um jeito ou de outro, chega até mim.


Minha dica é: quer falar mal? Fala à vontade. Se quiser, eu falo junto. Não tenho vergonha de fazer autocrítica, aliás, recomendo a todos.

Agora, se me difamar e/ou queimar minha reputação, o bicho pega.

Nesta página, não trabalho com indiretas. Só com diretas mesmo.

Já disse que nem todo autista é bonzinho, né? 😈

Dica para os anjinhos e neurotípicos: Arranjem hobbies e outros hiperfocos, ocupem a cabeça com outras coisas que não sejam só esse mundinho de intrigas do autismo.

Um grande filósofo pós-moderno, Benstein Oliveira disse que a fofoca viaja à velocidade da luz e que ela vem de todos cantos e cores do autismo. Nem WhatsApp eu uso, mas as conversas de lá sempre chegam aqui. Por que será, gente?

Formado em Harvard na arte das fofocas chegarem até mim. Parece que sou ímã para embuste.

Leia também:
Autism…

Resenha: O Diário Roubado – Régine Deforges

Uma adolescente apaixonada por outra garota sofre repressão por causa da hipocrisia da sociedade. Assim é o enredo do livro O Diário Roubado, escritora francesa Régine Deforges, de 140 páginas, publicado no Brasil pelas Edições BestBolso, um selo da Editora Best Seller, com tradução de Jaime Rodrigues.
Capa do livro O Diário Roubado, da escritora Régine Deforges

Publicado originalmente em 1978, com o título Le Cachier Volé, O Diário Roubado é um romance francês que conta a história da jovem Léone, de 15 anos, que escreve em seu diário as coisas que lhe dão prazer e os seus sentimentos sobre a outra adolescente, Mélie.

“Quer dizer que eu estava sorrindo! Sorrio sempre que me censuram, quando me ofendem, quando me agridem. Isso deixava as freiras num estado de cólera total”.

A história se passa em 1950, numa cidadezinha francesa, onde Léone paga o preço por amar outra mulher. Com uma leve dose de erotismo e uma narrativa em primeira pessoa, o leitor se vê espiando as travessuras, os pensamentos e as coisas que tocam a alma e enchem de prazer o corpo da garota.

A bela e ruiva Leóne é admirada pelos rapazes e homens da cidade. Após desprezar o jovem Jean-Claude, os colegas dele tomam suas dores e também são rejeitados, provocando a raiva de Alain que rouba o diário de Leóne. As fofocas se espalham pela cidade. As pessoas não só passam a olhar com cara feia para a garota, mas também a agridem verbalmente e fisicamente.

“As pessoas me olham estranhamente, ninguém vem falar comigo, nem os colegas nem os rapazes que habitualmente dão em cima de mim. Mulheres sussurram entre si, olhando-me com raiva, nojo ou desdém, seus maridos desviam o olhar, incomodados. Sinto-me o alvo de todos os olhares, o tema de todas as conversas. Não consigo tolerar esse clima”.

Com as leituras do diário de Leóne, as pessoas transformam sua admiração em repulsa. É como se elas passassem a projetar nela seus problemas e conflitos mal resolvidos com suas sexualidades. Outro ponto interessante em analisar o comportamento das pessoas da época, é que Leóne seria aceita do jeito que ela era somente se ficasse com um rapaz, caso contrário seria uma puta, prostituta, entre outros nomes que ela é chamada.

O leitor acompanha a transformação da jovem cheia de vida e energia para a garota melancólica e doente, que passa a se isolar dos outros, seja por medo de ser agredido ou para evitar os julgamentos. Porém, a protagonista tem uma personalidade forte e consegue surpreender diante das reviravoltas, com um final catártico, mas não tão prazeroso quanto se esperava. O Diário Roubado é um livro sobre amores proibidos, o desenvolvimento da sexualidade e uma crítica à sociedade puritana, hipócrita, machista e homofóbica (lesbofóbica).
Escritora Régine Deforges
“A cada página arrancada e queimada é um pouco de mim que é ferido ou morre. Apesar de meus esforços, as lágrimas se põem a escorrer. Ouvem-se apenas o ruído do papel despedaçado e o surdo rumor das chamas”.

Sobre a autora — Régine Deforges é conhecida como a maior representante da literatura érotica francesa. A escritora foi a primeira mulher a comandar uma editora na França e, durante anos, foi censurado por publicar uma literatura “ofensiva”. A pressão de grupos conversadores levou Deforges a fechar a empresa. A autora consagrou-se ao lançar a série iniciada com o livro A bicicleta azul, em 1981. O diário roubado foi adaptado para o cinema em 1993, dirigido pela francesa Christine Lipinska. Régine Deforges nasceu em 1935 e morreu em Paris, no dia 3 de abril de 2014.

Comentários

  1. Li esse livro... Não gostei, achei exagerado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Sergio!
      Obrigado pela sua visita e comentário. É sempre bom saber o que outros leitores acham da leitura. Eu gostei, mas não é o tipo de gênero que eu goste de ler.
      Abraços

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana